segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Medalha do Mérito da Inteligência - 2010


 
 
      O trabalho policial tem como uma de suas bases as informações colhidas no seio da comunidade. Para isso, um serviço eficiente de inteligência é imprescindível.

      A coleta de informações, seu processamento e avaliação vão determinar de que forma a ação policial vai se desenvolver.

      Em São Paulo, o Centro de Inteligência da Polícia Militar foi criado oficialmente em 16 de fevereiro de 1.966.

       Antes disso, contudo, o serviço já existia nos quadros do Estado Maior da Corporação.

      Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 55655 de 30 de março de 2010.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Medalha do Sesquicentenário do Corpo Musical da PMESP -2011

Quem não entende de segurança pública acha que só se combate a violência urbana com patrulheiros sisudos, distantes da comunidade.
 A Polícia Militar paulista tem muitas outras ferramentas em seu repertório que vão muito além disso.
Sabendo que a proximidade com a comunidade é vital para as atividades de policiamento ostensivo, os membros do Corpo Musical dividem seu tempo entre o patrulhamento nas ruas e o uso da música como "arma" no combate à violência, principalmente em locais carentes, aproximando o Policial Militar das pessoas, principalmente as mais jovens.
A velha máxima de conquistar corações e mentes para o bem comum é a base de suas ações.
O Corpo Musical é também a única Unidade da PMESP que tem o privilégio de ter uma condecoração comemorando seu sesquicentenário.
Criado em 07 de abril de 1857, o Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo teve seu início histórico contando com dezessete componentes e um Sargento Mestre.
Inicialmente tinha como missão levar entretenimento às Praças aquarteladas. Ao longo dos anos, a "Banda" deixa de entreter apenas a Tropa, para integrar-se à Comunidade Paulista.
O crescimento da capital gerou grandes obras, tais como o viaduto do Chá, a Avenida Paulista e o Teatro Municipal. O Corpo Musical ali estava presente em todos esses eventos, abrilhantando os festejos de tão importantes realizações.
Atualmente, a Unidade é composta pela Banda Sinfônica, “Jazz Band”, Quinteto de Metais, Quinteto de Cordas, Coral Masculino e Seções de Banda.

O Corpo Musical vem divulgando a cultura através da música nos mais diversos setores da sociedade, abrilhantando eventos cívico-militares, realizando concertos, apresentações e homenagens a autoridades, distribuindo alegria e entusiasmo a comunidades carentes; características sui-generis, adquiridas ao longo de sua história, reforçando a filosofia de Polícia Comunitária.
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 57218 de 05 de agosto de 2011.
      Abaixo, um Policial do CMus e sua "arma", conquistando "corações e mentes" em busca da harmonia na comunidade:

    Outros dois artigos sobre os distintivos do CMus podem ser vistos aqui: o Curso de Especialização em Instrumentação Musical - CEIM e o Curso de Regência

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Medalha Centenário do 1º Grupamento de Bombeiros - 2001


O Decreto nº 46.368, de 14 de dezembro de 2001 Instituiu a Medalha comemorativa do Centenário do 1º Grupamento de Bombeiros:

“Artigo 1º - Fica instituída a Medalha comemorativa do Centenário do 1º Grupamento de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, com o objetivo de galardoar personalidades civis e militares ou instituições públicas e privadas, que tenham contribuído para o maior brilho do 1º Grupamento de Bombeiros ou, de algum modo, prestado relevantes serviços à população paulista, atuando direta ou indiretamente no desenvolvimento do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Artigo 2º- A medalha ora instituída é de prata, em formato circular, com 38mm (trinta e oito milímetros) de diâmetro, trazendo:

I - no anverso uma bóia, que representa o salvamento aquático, com 4 (quatro) amarras de um cabo retinida, tendo em abismo uma águia com as asas estendidas, que é símbolo de poder, da vitória, do império e da prosperidade, e suas garras lembram a coragem;

II - no reverso o Brasão de Armas da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e em chefe a epígrafe "PMESP" e em ponta a palavra "Corpo de Bombeiros", abaixo desta a inscrição "1º GB", e abaixo desta, ainda "1880-1980", tudo em alto relevo.

§ 1º - A medalha pende de uma fita com 35mm (trinta e cinco milímetros) de largura por 70mm (setenta milímetros) de comprimento, com 5 (cinco) listras de igual largura, com a seguinte disposição de seus metais e esmaltes: a central de ouro (amarela) ladeada por listras de blau (azul) e de goles (vermelho).

§ 2º - Acompanharão a medalha, a miniatura, a barreta, a botoeira e o respectivo diploma.”

domingo, 20 de outubro de 2013

Medalha Centenário do 3º Grupamento de Incêndio - 1997 ... Errada!


Responsável pela segurança contra incêndio e resgate na populosa região leste da capital paulista, o Terceiro Grupamento de Bombeiros tem sua origem na criação da Estação do Norte tendo sido inaugurada em 12 de Janeiro de 1895.
Medalha criada pelo Decreto Estadual nº 41789 de 16 de maio de 1997.
Para afirmar que a medalha está errada me baseio no decreto de criação que diz:
“no anverso, em campo esmaltado de vermelho, um dragão de ouro, e em orla de ouro, os dizeres "CB - CENTENÁRIO - 3º GI" e as datas "1895 e 1995.”
Ainda que posteriormente o 3º GI tenha se transformado em 3º GB, o decreto da medalha não mudou. Até que se mude o decreto acima, a medalha está errada.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Distintivos dos Cursos de Aviação da Polícia Militar Paulista

 
Neste ano de 2013 a aviação na Polícia Militar paulista completa 100 anos!
         Estudando este fascinante assunto, descobri alguma coisa em relação aos distintivos que esses profissionais usam e usaram.
         Nesta postagem vou abordar os distintivos usados a partir de 1984 até os dias de hoje. 
         Os pilotos da Polícia Militar de São Paulo são formados em escola do próprio Grupamento de Radiopatrulha Aérea “João Negrão” (Escola de Aviação: EsAv).
         Na imagem acima vemos o distintivo de piloto comandante de aeronave, que no mundo civil equivale ao de Piloto Comercial (PC)
       Esse distintivo não foi concebido aleatoriamente. Ele é inspirado no distintivo de voo dos anos 20, imortalizado nas imagens do então Tenente João Negrão, famoso por ter sido tripulante do avião JAHÚ que atravessou o oceano atlântico em 1927:

 
    O distintivo de João Negrão ainda existe, preservado pela família:

        
          Ainda em 1984 foi concebido pelo hoje Coronel Luchesi um outro distintivo que não foi aprovado. Consegui esta imagem dele:

Outro distintivo recém criado trata do aviador que só pode voar como copiloto (também conhecido como 2P), tendo o equivalente ao curso de Piloto Privado (PP) no mundo civil:          

                                      

O Curso de Tripulante de Aeronave também é feito na Escola de Aviação da PMESP.
A ESAv, forma tanto o pessoal que vai trabalhar com as ocorrências de resgate quanto as ocorrências policiais.
Abaixo o seu distintivo:

Abaixo vemos o distintivo do curso de mecânico de aeronaves:


        Comento sobre um antigo distintivo de especialidade em aviação da FPSP em uma outra postagem (clique aqui).
        Abordei também sobre um distintivo de voo comemorativo dos cem anos de aviação da PMESP nesta postagem.



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Medalhão do Jubileu de Ouro da Cruz Azul de São Paulo - 1975


 
Transcrevo aqui o texto do site da Cruz Azul de São Paulo sobre os 74 anos da Cruz Azul:
   "A fundação da Cruz Azul de São Paulo é a prova mais evidente do espírito humanístico que sempre prevaleceu na família policial militar.
    Seu nascimento ocorreu após a Revolução de 1924, tendo em vista que a Força Pública necessitava dar assistência às famílias dos soldados vítimas do sangrento conflito naquele ano.
    A dedicação, pujança e idealismo de um grupo de ilustres senhoras da sociedade paulista e de oficiais tendo à frente o Cel. Pedro Dias de Campos, figura dinâmica e empreendedora, resolveram fundar, em 28 de julho de 1925, a CRUZ AZUL DE SÃO PAULO com o objetivo de proporcionar assistência permanente às famílias dos soldados de corporação. Nestes 74 anos de história, várias foram as realizações desta instituição, como o primeiro Grupo Maternal, cuja diretora foi Dona Josephina de Toledo Barros; o Instituto Infantil, dirigido por Dona Ercília Alves de Campos- o Hospital e Maternidade Santa Maria, inaugurado em 28 de julho de 1935, e sua torre de internação inaugurada em 25 de janeiro de 1976 e a nova Unidade Ambulatorial, inaugurada em 31 de março de 1997 entre outras várias conquistas.
    É importante destacar que a Cruz Azul é também a entidade mantenedora do Colégio de Polícia Militar de São Paulo, que foi fundado em 1978 com o objetivo principal de atender os órfãos e dependentes dos policiais militares, e na medida do possível, atender aos demais setores da sociedade. Em janeiro de 2000, ficará pronta a Unidade II do Colégio da PM, localizada na Zona Leste, com área construída de 7.500 metros quadrados, bem como a unidade de pré-escola, localizada na Avenida Cruzeiro do Sul, com 800 metros quadrados de área construída.
    A Cruz Azul de São Paulo hoje sintetiza os sonhos de grandes idealistas do passado, tornando-os agora uma realidade grandiosa. Cada Diretor, Superintendente, Administrador e funcionário que passou ou que ainda está na Cruz Azul deixou registrado o traço indelével de suas atividades, sempre bem orientadas. Essa obra maravilhosa orgulha São Paulo e a família policial militar."

      Abaixo uma imagem da bem cuidada sede antiga da Cruz Azul:

 
PORQUE O NOME CRUZ AZUL?

Segundo o Coronel Edilberto de Oliveira Melo, nos idos de 1924, em plena Revolução de São Paulo, o saudoso Coronel Pedro Dias de Campos instalou o seu Quartel General no Morro do Cambuci, em defesa da legalidade. Intensos combates no bairro, bombardeios violentos da artilharia inimiga, assaltos às trincheiras, a Igreja de Nossa Senhora da Glória arrasada, muitos mortos e feridos.

Estes eram levados ao Hospital de Sangue, improvisado pelo coronel Pedro Dias, próximo ao seu Quartel General. A Cruz Vermelha, no intuito de ajudar a tropa legal, subiu o Morro para providenciar os sepultamentos e também cuidar dos feridos. Logo que a Cruz Vermelha se desincumbiu da missão e se retirou apressadamente, a artilharia dos revoltosos concentrou seus fogos justamente no local onde estava o grande Comandante Coronel Pedro Dias de Campos. Homem de raciocínio rápido, observou que a Cruz Vermelha havia denunciado a posição estratégica do seu Quartel General.

Nesse instante passou à sua frente uma mulher aflita procurando o seu marido, possivelmente morto ou ferido, acompanhando-a sua filha pequena, vestida de azul. Pedro Dias de Campos não teve dúvidas! Prometeu a si mesmo e ao seu Estado Maior, inspirado no azul do vestido da menina: "Neste Morro criarei a Cruz Azul de São Paulo para educar os filhos dos nossos heróis e cuidar da saúde de nossas famílias".
Como usuário da Cruz Azul de São Paulo, posso dizer que não só tenho a segurança do bom atendimento médico para minha família, como, mais uma vez, posso me orgulhar da capacidade de organização da minha querida PMESP que, através dos seus integrantes, mantém essa organização tão bem estruturada.
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Distintivo do Curso de Ações Táticas Especiais - GATE - PMESP

 
O Grupo de Ações Táticas Especiais surgiu por intermédio de estudos estratégicos realizados pelo Comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para a implantação do “Projeto de Radiopatrulhamento Padrão”, como força de apoio tático às patrulhas operacionais, de acordo com o planejamento estratégico do Estado, assentados nos pressupostos básicos da eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais.
Em 1987 foi designada uma equipe de oficiais que deveria estruturar a criação de uma tropa especializada, do tipo “Swat”, porém com a denominação GATE, para o atendimento de ocorrências designadas como ocorrências atípicas, ou seja, àquelas em que uma ou mais patrulhas, com seus meios próprios, não eram capazes de proporcionar um atendimento com qualidade, com resultados satisfatórios para a sociedade e para o poder público de maneira eficaz, e foram citadas como exemplo, sem a pretensão de esgotar as possibilidades, casos com reféns e fugas de presídios.
 

sábado, 7 de setembro de 2013

Medalha Centenário do 2º Grupamento de Bombeiros - 1991



O 2º Grupamento de Bombeiros (2º GB) teve sua origem na antiga estação Oeste, localizada na Alameda Barão de Piracicaba, 126 – Campos Eliseos, com seu início de atividade operacional em 15 de outubro de 1895, na cidade de São Paulo.
Com o passar do tempo o Corpo de Bombeiros vai se aprimorando e, a partir de 1991 vários postos de bombeiros foram modernizados criando também condições de alojamento a médicos e enfermeiras do Sistema de Resgate que executam seus plantões na Unidade de Suporte Avançado.
Por ser uma área que concentra importantes acessos rodoviários (Anhanguera, Bandeirantes, Fernão Dias e Dutra) por onde circulam cargas perigosas, o 2º GB tem sob sua responsabilidade a Viatura PP01, própria para o atendimento de acidentes envolvendo o transporte de cargas perigosas, por isso, executa estágios de Produtos Perigosos envolvendo parcela significativa do seu efetivo, dotando-os de todas as condições para comporem a guarnição da viatura e operarem seus equipamentos.
A área de atuação do 2º GB é complexa e envolve os mais variados riscos. Desde edificações elevadas até locais de grandes eventos como o Anhembi e o Sambódromo paulistano.
É interessante notar que, corretamente, a medalha conserva a antiga denominação "Grupamento de Incêndio" (GI) ao invés da atual "Grupamento de Bombeiros" (GB).
Medalha criada pelo decreto Nº 33.813, de 18 de setembro de 1991.

sábado, 31 de agosto de 2013

Medalhão do Jubileu de Brilhante do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo - 2012


Em postagem mais antiga publiquei um artigo sobre a medalha condecorativa referente aos 75 anos do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo.( veja aqui)

Aqui temos um medalhão de mesa feito como item comemorativo na mesma época.

domingo, 11 de agosto de 2013

Medalha Regente Feijó - 2003



A Assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo tem sua medalha.
A Medalha "Regente Feijó" foi instituída com o objetivo de homenagear personalidades civis e militares e instituições públicas ou privadas que tenham colaborado com os trabalhos da Polícia Militar em apoio ao Judiciário Paulista.
No reverso da medalha se pode ver parte de uma frase constante do Decreto de iniciativa do Ministro da Justiça Diogo Antônio Feijó, conhecido com Regente Feijó, que em 10 de outubro de 1831, autorizava as Províncias Brasileiras criar as Guardas Municipais Permanentes que foram evoluindo e hoje se constituem nas Polícias Militares dos Estados.
             Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 47585 de 10 de janeiro de 2003.

 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Evolução dos Distintivos dos Cursos de Policiamento Rodoviário

         A Polícia Rodoviária paulista, hoje uma das especialidades de policiamento da PMESP, passou por uma série de transformações ao longo de sua história e seus distintivos refletem essas mudanças.
        Tive o privilégio de conhecer alguns antigos Policiais Rodoviários que me deram informações preciosas sobre os primeiros distintivos dessa modalidade de policiamento.
Para que se entenda o porquê de certas marcações nos distintivos, devo lembrar que, embora tenha sido criada em 1948 e gerida por Oficiais da Força Pública, a Polícia Rodoviária estadual pertencia ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER) até 1962.
        Por essa razão, os distintivos tinham as inscrições DER no centro do escudo, como se pode observar no distintivo abaixo.
        No museu da Polícia Militar de São Paulo há este distintivo da época:


O formato do distintivo foi claramente inspirado na logomarca das motocicletas Harley Davidson, primeiros modelos a serem usados pela Polícia Rodoviária paulista.
Pelo que observei de modelos sobreviventes e fotos colorizadas, o metal era sempre dourado.
Outra característica que se pode verificar é com relação aos esmaltes:
Haviam dois tipos: Vermelho para Oficiais e Sargentos e azul para Cabos e Soldados.
Presumo que as cores dos esmaltes foram preservados depois da incorporação da Polícia Rodoviária à Força Pública.
Abaixo uma imagem colorizada de época de um Policial Rodoviário:


        Essa foto certamente é pré 1962 e, pela numeração do distintivo, esse foi um dos fundadores da Polícia Rodoviária.
Característica marcante dos modelos vistos antes de 1962 é a numeração individualizando cada policial nos distintivos, ao invés do nome na camisa, como se faz hoje com as plaquetas de identificação.
Outro item exclusivo da Polícia Rodoviária dessa época era o quepe e seu distintivo:
A cobertura tinha esse desenho para evitar que o vento batesse e a arrancasse da cabeça do policial. O formato da cobertura ainda é o basicamente o mesmo até hoje, mas, a cor mudou e o distintivo passou a ser o padrão de toda a Corporação a partir de 1962.
A partir de 1962, época da integração da Polícia Rodoviária à Força Pública, surge novo distintivo.
Meu amigo, Cabo Ivair Oliveira, veterano e apaixonado pela PMESP gentilmente me cedeu esta imagem do seu acervo pessoal:

Temos algumas diferenças quanto ao modelo anterior a começar pela mudança no círculo no campo superior do escudo que teve os números substituídos pelas iniciais FP.
As iniciais DER no centro do escudo também desapareceram.
Quanto a esta peça em particular vejo que ela foi muito usada, tendo sido submetida às intempéries da pista, junto com seu antigo dono.
O leitor pode observar um detalhe na peça acima: ela teve seu esmalte retocado.
Uma tinta azul opaca foi aplicada sobre a resina semitransparente original. O que pode ser um mero detalhe é muito revelador sobre o dono da peça. Se ele se preocupava com esse nível de detalhe é de se supor que o Cabo Ivair devia ser detalhista também no seu trabalho diário sem falar do apreço que ele tinha pelas coisas da Corporação. Tanto assim que guarda a peça até hoje. Uma peça de fardamento pode revelar muito sobre um profissional.
         Muitos Policiais Rodoviários continuaram a usar os distintivos antigos depois de 1962, mas, como a partir daí os metais para praças passaram a ser prateados, eles removeram o banho dourado, retirando também o esmalte.
Em 1970 tivemos nova alteração na estrutura e  nome da polícia paulista e, consequentemente, do distintivo.
Abaixo vemos o distintivo dessa época usado de 1970 a 1988:
 
Uma curiosidade é que o Cabo Ivair me disse que usou o modelo anterior com os dizeres FP (Força Pública), fornecido pela Corporação, bem depois da criação da PMESP. Segundo ele, o distintivo foi usado entre 1976 e 1995 quando a Corporação lhe forneceu um modelo atualizado.
Aparentemente a PMESP tinha muitos distintivos FP em estoque e não quis desperdiçá-los.

        A partir de 1988 tivemos a mudança de uniformes e várias alterações nos distintivos da PMESP. Abaixo, o modelo da época:


         O distintivo passou a ter a inscrição POLÍCIA MILITAR RODOVIÁRIA e não apenas POLÍCIA RODOVIÁRIA. O círculo no campo superior do escudo foi substituído pelo símbolo de Polícia Militar adotado pela Inspetoria Geral de Polícia Militar - IGPM.
         Recentemente os dizeres do distintivo foram alterados novamente
         Os dizeres no escudo passaram a ser POLICIAMENTO RODOVIÁRIO:


       Agradeço aos meus amigos Cabo Ivair Oliveira e Marco Loiacono, veteranos e apaixonados pela Polícia Militar, em especial pelo Policiamento Rodoviário, pelas imagens das peças de seus acervos pessoais bem como pelas informações preciosas.


sábado, 13 de julho de 2013

Distintivo de Aviação da Força Pública de São Paulo - Anos 20





A aviação na Polícia Militar paulista é muito mais antiga que o Grupamento de Radio Patrulha Aérea João Negrão - GRPAe.

De fato, neste ano de 2013 nossa aviação completa 100 anos!

Nos anos 20 o setor de aviação da Corporação passou a ser um quadro à parte, tendo seu próprio distintivo de especialidade.

Já havia visto distintivos muito parecidos com esse, mas, só recentemente consegui uma imagem nítida da peça.

Como o leitor pode observar, obtive a imagem a partir de uma foto em preto e branco.

Essa peça ainda quero conseguir para o acervo da sala da memória do GRPAe.

Abaixo o então Capitão João Negrão usando o distintivo do quadro de aviação da Força Pública na gola de seu uniforme (livro do centenário).


        Trata-se de um distintivo bem raro, que, se o leitor tiver disponível, tenho interesse em comprar para a OPM.

        Regulamento de Uniformes da Força Pública de 1930:

A esquadrilha de aviação usará na gola e no boné um aeroplano de metal de dois e meio centímetros de dimensão em posição horizontal
No fardamento de pano diagonal cinzento, de brim caqui e de brim branco:
No peito, do lado esquerdo, o distintivo de uso universal de metal dourado;
No boné, a figura de uma águia em voo. De oito centímetros de dimensão, em posição horizontal, bordada a ouro.
Os botões tinham uma hélice no centro.
Abaixo temos dois modelos em escala de aviões usados nos anos 20 e 30 que estão hoje na "sala do centenário" do GRPAe:


          Comento sobre os distintivos atuais de aviação PM em outro link (clique aqui)





 
 
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Distintivo de Policial Ferroviário Estadual - Força Pública - São Paulo - Anos 60

         
         Procuro discorrer sobre um serviço que a PMESP executa ou executou partindo de um distintivo.
          Por mais que eu pesquisasse a respeito do policiamento ferroviário estadual, contudo, foi difícil achar alguma coisa, pois, esse é um tema pouco abordado na história da Corporação.
       Esse foi um dos serviços que a PMESP assumiu por algum tempo, até sua transferência para a área federal, como a segurança dos portos e aeroportos.
         Através da mágica da internet, recebi uma mensagem do Sr. Bento que me ajudou com informações preciosas.
Seu pai era da Força Pública, tendo servido no Policiamento Ferroviário da Corporação
Disse ele que, na década de 60, quando era criança, soube que este serviço, tinha como função, além da manutenção da ordem propriamente dita, a proteção contra ataques terroristas nas linhas ferroviárias da antiga FEPASA.
A sede era na cidade de Rio Claro, pois, ali havia uma grande oficina da antiga FEPASA que se constituía num ponto sensível.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Medalha Centenário do 6º Grupamento de Bombeiros - 1990



Unidade do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, responsável pelo atendimento de emergências na Baixada Santista e Vale do Ribeira.
Uma das mais antigas do Estado.
Medalha criada pelo Decreto Estadual nº 31186 de 05 de fevereiro de 1990.

domingo, 16 de junho de 2013

Medalha Centenário do 6º BPM/I Cel Pedro Arbues - 1996


Santos também tem um serviço de policiamento mais que centenário.
A Lei estadual nº 491 de 29 de dezembro de 1896 criou o Batalhão como o 1º Corpo de Guarda Cívica do Interior.
Tendo atuado em todos os movimentos importantes no Estado e no país, a Unidade sempre foi um importante fator de manutenção da Ordem Pública tanto voltado para a cidade como para o importante Porto de Santos.
O 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior tem o nome do Coronel Pedro Arbues.
O Oficial foi morto como herói na revolução de 30 ao defender a região de Iguape e Cananéia.
Um detalhe: o então Tenente Coronel Pedro Arbues já estava na reserva há anos, mas, mesmo assim se voluntariou para a missão:
Cercado por tropas adversárias ele foi intimado a se render, mas, com sua tropa dizimada, arremessou seu revólver já sem munição e, exclamou: “UM VELHO SOLDADO DA FORÇA PÚBLICA MORRE, MAS, NÃO SE ENTREGA!”
O 6º BPM/I Cel Pedro Arbues, é hoje parte ativa da vida santista, primando pela integração com a comunidade a que serve.
Medalha criada pelo Decreto Estadual 41496 de 26 de dezembro de 1996.

sábado, 8 de junho de 2013

"Challenge Coin" - Comandos e Operações Especiais - PMESP

Existem algumas versões para a origem da chamada “challenge coin”.
Uma história diz que ela surgiu entre voluntários da aviação da Primeira Guerra Mundial.
Americanos de todos os cantos  do  país formaram os recém criados esquadrões de vôo.  Alguns eram herdeiros de pessoas ricas, frequentando escolas  como Yale e Harvard e trancaram suas matrículas para fazer parte da guerra.  Em um esquadrão, um Tenente encomendou medalhões cunhados em bronze sólido com o símbolo de seu esquadrão e os presenteou aos componentes de sua unidade.  Um jovem piloto colocou o medalhão em um pequena bolsa de couro que usava ao pescoço.
Pouco depois, a aeronave desse piloto foi seriamente danificada por fogo antiaéreo. 
Ele foi forçado a pousar atrás das linhas inimigas e foi imediatamente capturado por uma patrulha alemã. Eles tomaram toda a sua identificação individual, mas, não perceberam a  pequena bolsa de couro em torno de seu pescoço. O jovem foi levado a uma  pequena cidade francesa  perto do front.  Aproveitando o bombardeio, naquela noite, ele escapou. Sem nenhuma  identificação pessoal, vestindo trajes civis,  conseguiu evitar patrulhas alemãs, chegando às linhas de frente.
       O piloto, finalmente atravessou a terra de ninguém, topando com um posto francês. Os franceses achavam que ele fosse um sabotador e estavam seriamente propensos a executá-lo. 
Ele não tinha nenhum documento formal para demonstrar sua origem, mas, tinha sua bolsa de couro contendo o medalhão.  Ao mostrar o objeto aos seus captores, um francês reconheceu a insígnia do esquadrão.  Eles suspenderam sua execução o suficiente para confirmar sua identidade.
Pouco mais tarde, ao invés de atirar nele, ofereceram uma garrafa de vinho.
Naquele esquadrão a prática de portar o medalhão se consolidou e os pilotos eram checados para ter certeza de que todos os membros levaram suas peças ou ao menos uma moeda comum em todas as missões. 

Até o método dessa checagem tinha seu ritual: Se um membro do esquadrão “cobrasse” o porte da peça, e o desafiado não a tivesse, ele ficava devendo ao primeiro o valor de um medalhão.  Este costume  continuou durante toda a guerra e por muitos  anos depois dela, nas reuniões dos membros veteranos do esquadrão.

Daí a origem do termo “challenge coin” (moeda do desafio).
Cada conflito ou situação tem suas próprias razões para a criação das“challenge coins”.
Durante a Guerra do Vietnã, o precioso tempo de lazer era aproveitado  ao máximo:  recuperar tempo de sono, escrever para casa, relaxar com os colegas acompanhado de uma garrafa de bebida. Esta última atividade era a mais comum, mas, nem sempre acabava de forma pacífica e mais desagregavam do que melhoravam o convívio.
Por causa disso os “clubes da bala” começavam a tomar forma . 
Eles eram compostos por pouquíssimos combatentes de elite.
Na linha de frente, cada soldado desses carregava um bala personalizada além das armas que portava em batalha.  A bala era geralmente acondicionada num bolso da calça, e era personalizada com o próprio nome do combatente.
Num combate, caso não houvesse possibilidade de retorno às linhas seguras e na iminência de um captura, o soldado evitaria tal coisa da forma mais dramática: usando a bala nele mesmo. 
Mesmo durante a folga, quando um soldado desses entrava no bar, ele era eventualmente desafiado por outros membros do grupo a apresentar sua bala.  Se ele o fizesse, os desafiantes pagariam uma rodada naquela noite.  Se ele não a tivesse teria que pagar as bebidas para todos os demais. Finalmente, essa prática tomou proporções bem grandes. Outras tropas além das de elite adotaram a prática e a coisa foi se complicando.
Os soldados levavam munições cada vez maiores chegando ao caso de uma munição de canhão de 105 milímetros Obviamente, isso não iria ser usado num tiro de misericórdia, mas, era feito como mostra de talento em arte individual em combate (costumeiramente chamada de “arte de trincheira”). No apogeu do “clube da bala”, era visão comum ver espalhada em uma mesa de bar uma representação bem abrangente de toda a gama de balas, foguetes, granadas de mão e artilharia usadas no Sudeste Asiático. Para controlar a situação e para evitar acidentes, as balas foram trocadas por moedas personalizadas com os símbolos das Unidades resgatando a tradição das “challenge coins”.
Cada moeda era identificada por um número controlado e/ou o nome da pessoa.
 Hoje em dia as regras permaneceram as mesmas, embora agora de forma muito ampliada. 
O costume extrapolou as fronteiras dos Estados Unidos e diversas outras Unidades de elite no mundo tem suas “chalenge coins”.
Comentei mais sobre o Comando de Operações Especiais nesta postagem.