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sábado, 13 de setembro de 2014

Medalha Honra e Valor - 1897


Os milicianos do antigo Corpo Policial Permanente, embrião da Polícia Militar do Estado de São Paulo, já ostentavam medalhas em seus uniformes, mas, eram medalhas feitas pelo Império brasileiro referente à participação deles na guerra do Paraguai.
Esta medalha foi a primeira produzida especialmente pelo Estado de São Paulo para premiar ações da Corporação. Talvez tenha sido a primeira medalha paulista de maneira geral.
Curiosamente, a medalha só existe no papel.
Por algum motivo que desconheço ela nunca chegou a ser cunhada. Seus recipiendários usavam só o que seria sua barreta em verde e amarelo.
A medalha se referia à participação da Corporação na campanha de Canudos.
Ela tinha graus prata e bronze devendo ter o diâmetro de quatro centímetros.
A ilustração foi feita para um artigo da "revista numismática" com base na descrição contida no decreto.
Medalha criada pelo decreto Estadual 492 de 23 de outubro de 1897.
 

domingo, 24 de março de 2013

Medalha da Legalidade - Força Pública - 1924

 
Se hoje achamos que as grandes cidades brasileiras são violentas, ao estudarmos a história vemos que já passamos por momentos absolutamente terríveis.
Na manhã de cinco de julho de 1924 tem início uma revolta liderada pelo General do Exército Isidoro Dias Lopes visando mudanças na república.
No confronto, a cidade de São Paulo foi bombardeada por revoltosos e legalistas, matando e ferindo a população da região central da cidade, provocando pânico e o êxodo de pessoas. A cidade foi abandonada, consumando a tragédia.
Parte do Exército e da Força Pública se rebelaram, mas, ninguém sabia ao certo de que lado essa ou aquela Unidade estava, aumentando ainda mais a confusão.
Na tentativa de se evitar mais mortes, o General Isidoro Dias Lopes, determinou que os revoltosos saíssem da cidade, movimento que, mais tarde, se transformaria na famosa Divisão Revolucionária, comandada por Miguel Costa e que teve por chefe do Estado Maior, o Capitão do Exército Luiz Carlos Prestes.
A Revolta de 1924 deu origem a motins também em outros estados, como o Rio Grande do Sul e o Amazonas, todos exigindo a renúncia do presidente Artur Bernardes.
São Paulo ainda tem cicatrizes desse confronto, como se pode ver na imagem abaixo da chaminé da usina de energia elétrica, ao lado do quartel da Luz:
 

Os buracos são de bala de canhão e marcam a memória terrível daqueles eventos.
Passada toda a confusão, a ordem foi, aos poucos, se restabelecendo na cidade enquanto os revoltosos partiam para o interior do Estado.
Naquele mesmo ano em sete de setembro de 24 era criada a MEDALHA DA LEGALIDADE para condecorar os componentes da Força Pública que atuaram contra os revoltosos:
 
Essa medalha era destinada àqueles que participaram do lado legalista do confronto de cinco de julho daquele ano.
Era concedida em três graus:

Oficiais – Ouro
Graduados – Prata
Demais Praças – Bronze

Tinha forma circular, no anverso, havia a efígie do Regente Diogo Antonio Feijó e, acima, em semicírculo, os dizeres: “ESTADOS UNIDOS DO BRAZIL”.
No reverso, escrito acima em semicírculo, os dizeres: “ESTADO DE SÃO PAULO”.
Na parte inferior dois ramos de louro e, no centro, os dizeres: “PELA LEI. DECRETO 3726-A”.
A medalha pendia de uma fita com quinze listras em verde e amarelo.
 
Pouquíssimos exemplares ainda restam hoje, mas, não é por acaso nem descuido de seus antigos donos, como veremos a seguir.
O tempo foi passando, e os mesmos atores dos eventos anteriores estariam presentes em um novo episódio: a revolução de 1930.
Naquele ano, Getúlio Vargas assumiu o poder no Rio de Janeiro.
Miguel Costa, revoltoso de 24, já promovido a General, assumiu o Comando Geral da Força Pública e, em novembro de 1930, caçou a medalha,  determinando em boletim geral:
 
 
A saga dessa medalha não para aí.
Passada a ditadura Vargas, o famigerado “Estado Novo”, a medalha volta a poder ser usada e é devolvida, ao menos no papel, aos seus antigos donos:
 
Por conta desse vaivém, muitas medalhas acabaram desaparecendo e, atualmente, a “Medalha da Legalidade” é uma condecoração bastante valorizada e procurada entre os colecionadores brasileiros e, quando encontrada à venda, é logo adquirida.
          Essa foi a terceira medalha criada especificamente para condecorar milicianos paulistas.


Conheço só uma medalha de ouro sobrevivente, atualmente preservada junto à família do General Julio Marcondes Salgado.
Sei de apenas mais uma medalha de prata e três em bronze, todas com colecionadores.



 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Cruz de Serviços Relevantes - Guarda Civil do Estado de São Paulo - 1967


Das condecorações dadas aos milicianos paulistas por participação na  segunda guerra mundial, essa é a única de nível estadual.
Ela foi dada, principalmente, mas não exclusivamente, aos Guardas Civis do Estado de São Paulo que participaram da segunda guerra mundial nos campos da Itália.
Receberam essa medalha aqueles que trabalharam como Military Policemen, ou seja, executaram o serviço de Polícia do Exército na Força Expedicionária Brasileira – FEB na Itália, ou serviram na infantaria nos pelotões de fuzileiros.
Por ser um número pequeno de medalhas (menos de 80) a “CRUZ DE SERVIÇOS RELEVANTES” tornou-se uma condecoração difícil de se ver "ao vivo" nos dias de hoje.
Conforme dito anteriormente, ela não era exclusiva para os veteranos da FEB, mas, tendo sido criada em junho de 1967 ela só pôde ser outorgada a poucas outras pessoas, uma vez que a Guarda Civil foi fundida com a Força Pública pouco mais de dois anos depois e essa medalha acabou sendo extinta.
Medalha criada pelo Decreto Estadual nº 48109 de 12 de junho de 1967.
Comentei mais sobre a participação de Policiais Militares paulistas na segunda guerra mundial aqui.