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quinta-feira, 26 de junho de 2025

Broches do Front Doméstico - Brasil - Segunda Guerra Mundial

 


Na segunda guerra mundial, a população brasileira se uniu em torno de um objetivo comum, se prontificando a ajudar no esforço de guerra. A chamada “ordem do fole” foi o esforço no front interno brasileiro, entre outros, a fim de angariar verba para a compra de aeronaves para a Real Força Aérea britânica, a famosa RAF. Quem contribuía, ganhava um pequeno broche como esses à esquerda, variando conforme a quantia dada.

Acima à direita o broche da campanha “evangelina” que visava a compra de aeronave para a recém criada FAB. Nosso amigo de longa data, o dedicado pesquisador Paulo Pinotti, escreveu um belo livro sobre a “ordem do fole” chamado “Operação Brazilian Bellows”. Trabalho aprofundado sobre o assunto. 

Uma publicação que menciona a campanha “evangelina” é o “Polícia Militar, Asas e glórias de São Paulo”, este já antigo, de autoria dos Coronéis  Edilberto de Oliveira Melo e José Canavó Filho.   



sábado, 20 de outubro de 2018

Distintivo da Organização Feminina Auxiliar de Guerra - OFAG

      
No “homefront” brasileiro, na chamada “defesa passiva”, entre 1942 e 1945, existia a Organização Feminina Auxiliar de Guerra – OFAG. Era um serviço auxiliar de guerra.
Os serviços auxiliares de guerra abrangiam as atividades que, por sua natureza, interessam à vida da Nação em guerra e em que as mulheres substituiriam os homens convocados para o serviço militar.
Aprendia-se combate a incêndios, enfermagem, ligações e transmissões (código morse) vigilância do ar ( identificação de aviões) entre outros.
Tudo na eventualidade de uma invasão das forças do eixo. Abaixo, um dos inúmeros manuais de defesa passiva:

Sem dúvida, foram as OFAGs que abriram as portas da caserna às mulheres e influenciaram a criação da Polícia Feminina no Brasil, cujo pioneirismo é de São Paulo em 1953.


Abaixo uma farda em exposição no Museu de Polícia Militar de São Paulo.
Tivemos a honra de recebê-la em doação da senhora Ruth Karbstein, que participou desse seleto grupo:





segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Distintivos Emborrachados (PVC) de Gola nos Uniformes Operacionais

O Regulamento de Uniformes de 2017 regulamentou as insígnias e distintivos de atividade policial-militar para uso na gola dos uniformes operacionais:
Insígnia: confeccionada em PVC, disposta na gola esquerda;
Distintivo da atividade policial-militar, confeccionado em PVC, disposto na gola direita:


Abaixo, as especialidades Policiais Militares representadas:


Abaixo os postos e graduações:


Nos uniformes camuflados verde e nos macacões do GRPAe ficam assim:



Abaixo a colocação correta na gola:


Aqui a gola de Aluno-Oficial:


Aqui a gola de Aluno do Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais:


segunda-feira, 11 de junho de 2018

O Laço Hungaro na Força Pública Paulista


O laço húngaro é uma alegoria muito utilizada no meio militar para ornamentar os galões dos Oficiais.

Ele surgiu há bastante tempo, ainda no século dezenove quando se via fardamento com ele em uso pela Guarda Nacional e Exército nessa época. 



Mais recentemente, a Força Pública passou a usá-lo. Foi em 10 de julho de 1947 que o Boletim Geral da Força o oficializou.


Nas platinas cujo Oficial tinha alguma especialidade, o laço hungaro era substituído pelo seu distintivo como na primeira foto. A especialidade de medicina aparece na platina à esquerda.

      Em 1964, pelo Decreto N° 43.143, de 10 de março daquele ano, um modelo reduzido do Laço húngaro foi introduzido a fim de se adaptar em outros uniformes daquela época.

      Na imagem abaixo temos, alinhados em cima, as insígnias de túnica e, embaixo, as insígnias de camisa do então quarto uniforme (túnica com gravata).


Anteriormente, as platinas tinham só os galões, sem nenhuma alegoria como na imagem abaixo:


Na mesma época, tínhamos a Guarda Civil e Polícia Feminina que usavam estas platinas:

Acima temos as platinas da Polícia Feminina e, embaixo delas, as da Guarda Civil do Estado.
Todo o acervo aqui mostrado está em exposição no Museu de Polícia Militar de São Paulo. 
É interessante notar que, de acordo com a patente do Oficial os ângulos dos galões variavam.
Decreto 43.143 de 12/03/1964:
de 2.º e 1.º tenente o laço húngaro terá 0,038 m. de comprimento e o galão um ângulo de 60º; de Capitão o laço húngaro terá 0,040 m. de comprimento e o galão um ângulo de 115º; de Major a Coronel o laço húngaro terá 0,040 m. de comprimento e o galão um ângulo de 140º.
A largura dos galões será de 0,002 m. Nos postos superiores a 2.º tenente os galões serão unidos entre si por duas ligações paralelas. Os aspirantes não terão laço húngaro e, sim, uma estrela que será de aço dourado, com cinco pontas e 0,020 m. de diâmetro. O galão será de 60º de ângulo.
Essas insígnias serão colocadas nos centros das platinas e a igual distância das extremidades destas.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Distintivo de Comando de Unidade Operacional



Em 2016 foi criado um conjunto de distintivos ainda hoje difíceis de se ver em uso.
São tão novos que eu não encontrei as peças para fotografar.

 Abaixo, os desenhos com medidas em milímetros:

A fim de prestigiar os Capitães, Coronéis e Tenentes-Coronéis que comandaram Unidades e Subunidades operacionais, foi criado um distintivo que particulariza os Oficiais que nelas serviram.

Para se qualificar para o uso do distintivo o Oficial obedecerá às seguintes condições:

O Oficial deverá ter comandando uma Subunidade ou Unidade operacional por no mínimo dois anos, efetiva ou interinamente;

Seu uso é limitado a apenas um, correspondente ao nível mais elevado, independente do número de comandos exercidos.

Isso não é propriamente uma novidade. Nas Forças Armadas também existe essa distinção.

Descrição:

Escudo português redondo com campo esmaltado em azul nas dimensões 17mm X 20mm perfilado em dourado;

 No centro, um leão rampante modelado em relevo no mesmo metal voltado à destra empunhando um gládio em prata;

Em chefe haverá três tipos de carregamento:

Uma estrela dourada cinzelada e colada para Comandantes de Companhia;

Duas estrelas douradas cinzeladas e coladas para os Comandantes de Batalhão;

Três estrelas douradas cinzeladas e coladas para os Comandantes de Policiamento de Área/Interior.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O uso de ordens honoríficas com medalhas nos uniformes da PMESP


Ordens honoríficas são condecorações de um nível maior se comparadas com as medalhas normalmente criadas nos diversos segmentos da sociedade, inclusive na PMESP.
Para entender o que é Ordem honorífica no Brasil republicano, é preciso retroceder bem no tempo.
O termo Ordem remonta ao início do cristianismo, quando as pessoas deixavam suas casas e se uniam, formando agrupamentos sob o mesmo ordenamento. Iniciavam-se as Ordens Religiosas.
Na Idade Média formaram-se as ordens militares de cavalaria que participaram das cruzadas. Cada Ordem tinha sua insígnia que distinguia um grupo de outro.
Com o passar do tempo, reis também criaram suas ordens a fim de unir os súditos à realeza por laços de fidelidade à determinada dinastia. Essas Ordens também tinham suas insígnias em forma de medalhas em diversos graus.
No Brasil, com o final do Império, a maioria das Ordens foi extinta e outras tantas criadas.
Hoje, aos olhos republicanos, uma Ordem deixou de remeter a alguma organização religiosa, civil ou nobiliárquica, tornando-se apenas sinônimo de prêmio atribuído em reconhecimento a serviços relevantes prestados à nação ou a algum estado.
Seus graus variam, sendo os mais comuns:
Cavaleiro  (medalha);
Oficial (medalha);
Comendador (colar);
Grande Oficial (banda) e
Grã Cruz (banda e placa)

Tanto as medalhas como as ordens honoríficas são de uso obrigatório no uniforme de gala e no B-1, com gravata horizontal e vertical e nos especiais e B-2, somente em paradas e desfiles militares comemorativos das grandes datas nacionais ou, mediante ordem, em atos e solenidades específicas.
Seu uso é proibido nos demais uniformes e circunstâncias.

Disposição e número de condecorações nos uniformes:

Banda: poderá ser usada somente uma, colocada a tiracolo do ombro direito para o quadril esquerdo, passando por sob a platina e por sob o cinto, quando houver. O ajuste da faixa deve ser feito de maneira que o laço fique 30 mm abaixo da cintura. O uso da placa respectiva é obrigatório e na comenda ou colar: o uso variará de acordo com o uniforme.
 
Nos uniformes com sobrecasaca e jaqueta aberta serão usadas no máximo três quando isoladas, e somente uma, quando usada em conjunto com medalhas. As comendas ou colares serão dispostos ao longo da linha de botões, a primeira junto à gola e as demais saindo do 1º e 2º botões. As fitas deverão ficar encobertas e as comendas poderão ficar parcialmente superpostas.
Nos uniformes com túnicas, será usada no máximo uma, por cima da gravata, ficando a fita por baixo do colarinho da camisa.
 
A placa, quando fizer parte de bandas ou comendas, somente se fará em conjunto com as mesmas. Caso contrário, em consonância com a regulamentação própria da condecoração, seu uso será limitado a quatro do lado esquerdo e duas do lado direito.
Nas túnicas as Placas são usadas, no má­ximo, quatro no lado es­querdo e duas no lado direito.
No lado esquerdo, sendo uma só, é colocada logo abaixo do bol­so. Se duas, a segunda um centímetro abaixo da primeira. Se três, arrumadas em forma de triângulo e, quando em número de quatro, dispostas em forma de cruz, nestes casos guarda-se a distância, entre placas, de um centímetro.
No lado direito, sendo uma só, é colocada logo abaixo do bol­so. Se duas, a segunda um centímetro abaixo da primeira.
 
Sequência de imagens de uso de medalha, colar e placas de acordo com sua quantidade na sobrecasaca (conhecido como azulão):
 



                      



terça-feira, 1 de março de 2016

Precedência de Medalhas nos Uniformes da PMESP

 

Em todas as Corporações as medalhas devem obedecer a uma ordem de precedência na sua distribuição no uniforme de acordo com sua importância. Mas, como saber qual medalha tem precedência sobre a outra?

A disposição de medalhas nos uniformes da PMESP obedece às seguintes regras de precedência:

I - condecorações nacionais (estaduais ou federais) de:

   a) bravura, atos pessoais de abnegação e destemor, com risco de vida, em tempo de paz, ou no cumprimento do dever (Cruz do Mérito Policial);

   b) ferimento em ação (Cruz de Sangue);

   c) campanha, missões e operações de guerra ou policiais militares;

II ordens honoríficas;

III – condecorações da PMESP:

   a) Medalha Brigadeiro Tobias;

   b) medalha de mérito escolar (Pedro Dias de Campos);

   c) medalha de tempo de serviço (Valor Militar);

   d) medalha de mérito por serviço policial militar;

   e) medalha comemorativa de OPM, eventos locais ou sobre personalidades;

   f) medalhas de organizações correlatas à PMESP;

IV - outras condecorações de nível estadual;

V - outras condecorações de nível municipal;

VI - condecorações estrangeiras.
 
Em solenidades sujeitas a cerimonial de outros países, as regras acima alternam-se cabendo o destaque principal às condecorações do país promotor da solenidade.

É proibido o uso exclusivo de condecorações estrangeiras.

As condecorações militares de mesma natureza terão a seguinte precedência:

I. das Forças Armadas: de acordo com a precedência;

II. da Polícia Militar do Estado de São Paulo: por ordem de criação; e

III. de outras organizações: por ordem de recebimento

As condecorações militares ou policial-militares, quando outorgadas como prêmio à bravura pessoal ou coletiva em missões de guerra ou policiais militares, precederão a todas as demais.

Nas solenidades do Dia do Soldado, o uso de condecorações nacionais será exclusivo.

Nas solenidades da Marinha, do Exército, da Aeronáutica e de outras Forças Auxiliares, o policial militar deverá ostentar com destaque, se as possuir, condecorações da Corporação anfitriã.

Mesmo dentro dos limites numéricos aqui estabelecidos, não é obrigatória a ostentação pelo policial militar, de todas as condecorações que possua, cabendo-lhe opção pelas de sua preferência, respeitadas as regras acima.




Abaixo a disposição das barretas quando o conjunto não é completo:
 
 



domingo, 29 de junho de 2014

Medalha da Guarda Noturna - 1954


 
Se a Guarda Noturna tivesse sido um animal, ela teria sido um ornitorrinco.
Apesar de ter sido criada oficialmente, pelo Decreto Estadual 6330 de 12 de março de 1934, era uma autarquia fazendo um serviço típico de Estado.
A função era auxiliar a Força Pública e a Guarda Civil no policiamento noturno, porém, era fiscalizada pela Polícia Civil.
Era dirigida pelo Estado, mas, não era mantida pelos cofres públicos.
A Guarda Noturna, por não receber verba estadual, trabalhava por adesão da comunidade. As pessoas que aderiam, pagavam uma mensalidade e colocavam uma placa indicativa portões de suas casas.
      Meu amigo Ricardo Della Rosa publicou em seu blog uma imagem da placa que se punha na fachada das casas naquela época:


Mesmo com essa confusa organização essa guarda durou vinte anos, sendo extinta pela Lei 2720 de 9 de agosto de 1954.
Esta corporação é mencionada por este blog, uma vez que, após a extinção da Guarda Noturna, seus componentes foram absorvidos pela Guarda Civil.
Talvez por não ser uma corporação pública, não foi encontrado nenhum documento da medalha aqui mostrada. A medalha tem a forma do distintivo que os GN usavam:
Uma hipótese é que se trate de uma medalha comemorativa dos vinte anos de existência da GN, extinta com vinte anos e cinco meses.
      Pode-se dizer que essa foi a primeira e única tentativa (por enquanto) de privatizar a Segurança Pública.

sábado, 5 de abril de 2014

Medalhão Comemorativo - Força Expedicionária Brasileira - 2º Batalhão de Choque



Se o comunismo é, por definição deles mesmos, uma ditadura, nosso país já teve que lutar contra outra ideologia igualmente insana.

Já comentei aqui a respeito da participação da Polícia Militar paulista na segunda guerra mundial, tanto no front interno como nos campos da Itália, sendo a precursora da atual Polícia do Exército.
Aqui apresento um medalhão comemorativo alusivo à data, provavelmente feito nos anos 70. O medalhão tem o símbolo do 2º Batalhão de Choque, pois, foi de lá que saíram os "Military Policemen" que atuaram contra o nazi-fascismo na europa.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Medalhão do Jubileu de Ouro da Cruz Azul de São Paulo - 1975


 
Transcrevo aqui o texto do site da Cruz Azul de São Paulo sobre os 74 anos da Cruz Azul:
   "A fundação da Cruz Azul de São Paulo é a prova mais evidente do espírito humanístico que sempre prevaleceu na família policial militar.
    Seu nascimento ocorreu após a Revolução de 1924, tendo em vista que a Força Pública necessitava dar assistência às famílias dos soldados vítimas do sangrento conflito naquele ano.
    A dedicação, pujança e idealismo de um grupo de ilustres senhoras da sociedade paulista e de oficiais tendo à frente o Cel. Pedro Dias de Campos, figura dinâmica e empreendedora, resolveram fundar, em 28 de julho de 1925, a CRUZ AZUL DE SÃO PAULO com o objetivo de proporcionar assistência permanente às famílias dos soldados de corporação. Nestes 74 anos de história, várias foram as realizações desta instituição, como o primeiro Grupo Maternal, cuja diretora foi Dona Josephina de Toledo Barros; o Instituto Infantil, dirigido por Dona Ercília Alves de Campos- o Hospital e Maternidade Santa Maria, inaugurado em 28 de julho de 1935, e sua torre de internação inaugurada em 25 de janeiro de 1976 e a nova Unidade Ambulatorial, inaugurada em 31 de março de 1997 entre outras várias conquistas.
    É importante destacar que a Cruz Azul é também a entidade mantenedora do Colégio de Polícia Militar de São Paulo, que foi fundado em 1978 com o objetivo principal de atender os órfãos e dependentes dos policiais militares, e na medida do possível, atender aos demais setores da sociedade. Em janeiro de 2000, ficará pronta a Unidade II do Colégio da PM, localizada na Zona Leste, com área construída de 7.500 metros quadrados, bem como a unidade de pré-escola, localizada na Avenida Cruzeiro do Sul, com 800 metros quadrados de área construída.
    A Cruz Azul de São Paulo hoje sintetiza os sonhos de grandes idealistas do passado, tornando-os agora uma realidade grandiosa. Cada Diretor, Superintendente, Administrador e funcionário que passou ou que ainda está na Cruz Azul deixou registrado o traço indelével de suas atividades, sempre bem orientadas. Essa obra maravilhosa orgulha São Paulo e a família policial militar."

      Abaixo uma imagem da bem cuidada sede antiga da Cruz Azul:

 
PORQUE O NOME CRUZ AZUL?

Segundo o Coronel Edilberto de Oliveira Melo, nos idos de 1924, em plena Revolução de São Paulo, o saudoso Coronel Pedro Dias de Campos instalou o seu Quartel General no Morro do Cambuci, em defesa da legalidade. Intensos combates no bairro, bombardeios violentos da artilharia inimiga, assaltos às trincheiras, a Igreja de Nossa Senhora da Glória arrasada, muitos mortos e feridos.

Estes eram levados ao Hospital de Sangue, improvisado pelo coronel Pedro Dias, próximo ao seu Quartel General. A Cruz Vermelha, no intuito de ajudar a tropa legal, subiu o Morro para providenciar os sepultamentos e também cuidar dos feridos. Logo que a Cruz Vermelha se desincumbiu da missão e se retirou apressadamente, a artilharia dos revoltosos concentrou seus fogos justamente no local onde estava o grande Comandante Coronel Pedro Dias de Campos. Homem de raciocínio rápido, observou que a Cruz Vermelha havia denunciado a posição estratégica do seu Quartel General.

Nesse instante passou à sua frente uma mulher aflita procurando o seu marido, possivelmente morto ou ferido, acompanhando-a sua filha pequena, vestida de azul. Pedro Dias de Campos não teve dúvidas! Prometeu a si mesmo e ao seu Estado Maior, inspirado no azul do vestido da menina: "Neste Morro criarei a Cruz Azul de São Paulo para educar os filhos dos nossos heróis e cuidar da saúde de nossas famílias".
Como usuário da Cruz Azul de São Paulo, posso dizer que não só tenho a segurança do bom atendimento médico para minha família, como, mais uma vez, posso me orgulhar da capacidade de organização da minha querida PMESP que, através dos seus integrantes, mantém essa organização tão bem estruturada.
 

sábado, 8 de junho de 2013

"Challenge Coin" - Comandos e Operações Especiais - PMESP

Existem algumas versões para a origem da chamada “challenge coin”.
Uma história diz que ela surgiu entre voluntários da aviação da Primeira Guerra Mundial.
Americanos de todos os cantos  do  país formaram os recém criados esquadrões de vôo.  Alguns eram herdeiros de pessoas ricas, frequentando escolas  como Yale e Harvard e trancaram suas matrículas para fazer parte da guerra.  Em um esquadrão, um Tenente encomendou medalhões cunhados em bronze sólido com o símbolo de seu esquadrão e os presenteou aos componentes de sua unidade.  Um jovem piloto colocou o medalhão em um pequena bolsa de couro que usava ao pescoço.
Pouco depois, a aeronave desse piloto foi seriamente danificada por fogo antiaéreo. 
Ele foi forçado a pousar atrás das linhas inimigas e foi imediatamente capturado por uma patrulha alemã. Eles tomaram toda a sua identificação individual, mas, não perceberam a  pequena bolsa de couro em torno de seu pescoço. O jovem foi levado a uma  pequena cidade francesa  perto do front.  Aproveitando o bombardeio, naquela noite, ele escapou. Sem nenhuma  identificação pessoal, vestindo trajes civis,  conseguiu evitar patrulhas alemãs, chegando às linhas de frente.
       O piloto, finalmente atravessou a terra de ninguém, topando com um posto francês. Os franceses achavam que ele fosse um sabotador e estavam seriamente propensos a executá-lo. 
Ele não tinha nenhum documento formal para demonstrar sua origem, mas, tinha sua bolsa de couro contendo o medalhão.  Ao mostrar o objeto aos seus captores, um francês reconheceu a insígnia do esquadrão.  Eles suspenderam sua execução o suficiente para confirmar sua identidade.
Pouco mais tarde, ao invés de atirar nele, ofereceram uma garrafa de vinho.
Naquele esquadrão a prática de portar o medalhão se consolidou e os pilotos eram checados para ter certeza de que todos os membros levaram suas peças ou ao menos uma moeda comum em todas as missões. 

Até o método dessa checagem tinha seu ritual: Se um membro do esquadrão “cobrasse” o porte da peça, e o desafiado não a tivesse, ele ficava devendo ao primeiro o valor de um medalhão.  Este costume  continuou durante toda a guerra e por muitos  anos depois dela, nas reuniões dos membros veteranos do esquadrão.

Daí a origem do termo “challenge coin” (moeda do desafio).
Cada conflito ou situação tem suas próprias razões para a criação das“challenge coins”.
Durante a Guerra do Vietnã, o precioso tempo de lazer era aproveitado  ao máximo:  recuperar tempo de sono, escrever para casa, relaxar com os colegas acompanhado de uma garrafa de bebida. Esta última atividade era a mais comum, mas, nem sempre acabava de forma pacífica e mais desagregavam do que melhoravam o convívio.
Por causa disso os “clubes da bala” começavam a tomar forma . 
Eles eram compostos por pouquíssimos combatentes de elite.
Na linha de frente, cada soldado desses carregava um bala personalizada além das armas que portava em batalha.  A bala era geralmente acondicionada num bolso da calça, e era personalizada com o próprio nome do combatente.
Num combate, caso não houvesse possibilidade de retorno às linhas seguras e na iminência de um captura, o soldado evitaria tal coisa da forma mais dramática: usando a bala nele mesmo. 
Mesmo durante a folga, quando um soldado desses entrava no bar, ele era eventualmente desafiado por outros membros do grupo a apresentar sua bala.  Se ele o fizesse, os desafiantes pagariam uma rodada naquela noite.  Se ele não a tivesse teria que pagar as bebidas para todos os demais. Finalmente, essa prática tomou proporções bem grandes. Outras tropas além das de elite adotaram a prática e a coisa foi se complicando.
Os soldados levavam munições cada vez maiores chegando ao caso de uma munição de canhão de 105 milímetros Obviamente, isso não iria ser usado num tiro de misericórdia, mas, era feito como mostra de talento em arte individual em combate (costumeiramente chamada de “arte de trincheira”). No apogeu do “clube da bala”, era visão comum ver espalhada em uma mesa de bar uma representação bem abrangente de toda a gama de balas, foguetes, granadas de mão e artilharia usadas no Sudeste Asiático. Para controlar a situação e para evitar acidentes, as balas foram trocadas por moedas personalizadas com os símbolos das Unidades resgatando a tradição das “challenge coins”.
Cada moeda era identificada por um número controlado e/ou o nome da pessoa.
 Hoje em dia as regras permaneceram as mesmas, embora agora de forma muito ampliada. 
O costume extrapolou as fronteiras dos Estados Unidos e diversas outras Unidades de elite no mundo tem suas “chalenge coins”.
Comentei mais sobre o Comando de Operações Especiais nesta postagem.