sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Medalha Mérito de Telecomunicações - Cel Manoel de Jesus Trindade - 2006


Às vezes nos deparamos com projetos de medalhas bem intencionados, mas, que se mostram errados.
Esta medalha tem um defeito de concepção que se tornou oficial no momento de fazer a descrição da peça.
O leitor pode observar que a medalha “avança” fora dos limites da fita.
O texto do decreto diz: “medalha... é formada por uma circunferência, em bronze, medindo 35 milímetros de diâmetro... orlada por uma coroa de louros de ambos os lados...”.
Essa "orla de louros" forçou a empresa que fabricou a medalha a ultrapassar os limites de 35mm de largura da fita.
Isso não é necessariamente errado, mas, é óbvio que quem projetou a medalha esqueceu esse detalhe, tornando a venera desproporcional, comprometendo a estética da peça.
A fabricação da medalha também foi muito amadora.
A empresa que o fez, tipo fundo de quintal, se descuidou, errando o metal em que foi feita (fez em metal prata, quando deveria ser em bronze).
A pátina ficou exagerada e os primeiros nos modelos, pasmem, a "fita foi feita com... plástico!     Como se não bastasse, havia rebarbas na venera!
        O barato saiu caro na medida que arruinou a qualidade da peça.
        Uma medalha deve ser uma obra de arte para se usar no peito, não isso.
Por tudo isso eu repensaria a feitura dessa peça em futuras fabricações.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Distintivo do Curso de Inteligência Policial



Estar informado é importante em qualquer organização, mas, na Polícia Militar é vital e permeia todas as suas atividades.
O curso de Inteligência é mais voltado a informações reservadas que requerem coleta não ostensiva e que o “colaborador”, eventualmente nem faz ideia que está municiando a polícia o que não ocorreria de outra forma.
Por meios sutis, os policiais obtém as informações, assessorando o policiamento ostensivo.
      Outra atividade importante é a análise de dados, em que se coligem as informações e se dá um parecer sobre o que está acontecendo em determinada circunstância.
Na Corporação Policial Militar paulista o curso existe há várias décadas sendo que no início se chamava “curso de informações”. É ministrado pelo Centro de Inteligência da PMESP.


sábado, 24 de novembro de 2018

Distintivo do Curso de Patrulhamento Tático e Ações Especiais de Polícia



Este distintivo foi regularizado em 29/11/2018 bem como o curso que ele representa. É ministrado no 1º Batalhão de Choque, consolidando a ROTA como unidade gestora do conhecimento na área de patrulhamento tático e ações especiais de polícia em todo o Estado.
Nesse curso, técnicas de policiamento em áreas difíceis e hostis são abordadas.
         Ele já foi ministrado antes, mas, recentemente se conseguiu homologá-lo junto à PMESP.

Aproveitando esta postagem gostaria de render minhas homenagens ao Tenente Coronel Mello Araújo pelo brilhante trabalho, não só na área operacional como também no restauro do edifício mais que centenário do Batalhão Tobias de Aguiar. 

Tudo com apoio da Associação de Amigos da ROTA.

Está ficando uma beleza!



sábado, 20 de outubro de 2018

Distintivo da Organização Feminina Auxiliar de Guerra - OFAG

      
No “homefront” brasileiro, na chamada “defesa passiva”, entre 1942 e 1945, existia a Organização Feminina Auxiliar de Guerra – OFAG. Era um serviço auxiliar de guerra.
Os serviços auxiliares de guerra abrangiam as atividades que, por sua natureza, interessam à vida da Nação em guerra e em que as mulheres substituiriam os homens convocados para o serviço militar.
Aprendia-se combate a incêndios, enfermagem, ligações e transmissões (código morse) vigilância do ar ( identificação de aviões) entre outros.
Tudo na eventualidade de uma invasão das forças do eixo. Abaixo, um dos inúmeros manuais de defesa passiva:

Sem dúvida, foram as OFAGs que abriram as portas da caserna às mulheres e influenciaram a criação da Polícia Feminina no Brasil, cujo pioneirismo é de São Paulo em 1953.


Abaixo uma farda em exposição no Museu de Polícia Militar de São Paulo.
Tivemos a honra de recebê-la em doação da senhora Ruth Karbstein, que participou desse seleto grupo:





segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Distintivos Emborrachados (PVC) de Gola nos Uniformes Operacionais

O Regulamento de Uniformes de 2017 regulamentou as insígnias e distintivos de atividade policial-militar para uso na gola dos uniformes operacionais:
Insígnia: confeccionada em PVC, disposta na gola esquerda;
Distintivo da atividade policial-militar, confeccionado em PVC, disposto na gola direita:


Abaixo, as especialidades Policiais Militares representadas:


Abaixo os postos e graduações:


Nos uniformes camuflados verde e nos macacões do GRPAe ficam assim:



Abaixo a colocação correta na gola:


Aqui a gola de Aluno-Oficial:


Aqui a gola de Aluno do Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais:


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Distintivo do Curso Técnico de Oficiais Bombeiros - Obsoleto



Já conhecia este distintivo há algum tempo, mas, não fazia idéia das circunstâncias em que ele foi criado.
Meus amigos Coronéis Wilson Oliveira Leite, Nilton Divino D’addio e Walter Negrisollo, que fizeram brilhante carreira nos bombeiros, me ajudaram a desvendar o caso.
O curso foi criado como reflexo de uma reinvindicação de melhores condições de trabalho, que incluía principalmente melhoria salarial!
Em 1961, após anos sem reajuste salarial nem melhorias na Força Pública, ocorreu um movimento no qual alguns setores chegaram a parar, como os bombeiros.
Sufocado no estilo “manu militare”, os Oficiais participantes do movimento foram todos transferidos e o Corpo de Bombeiros ficou sem Oficiais técnicos na área. Até 1961 não havia um curso voltado para bombeiros, apenas um estágio operacional.
Tentando amenizar a situação foi criado um curso para especializar os novos Oficiais, recém chegados.
O distintivo do curso era esse acima. O Regulamento de Uniformes de 1962 trazia a seguinte descrição:


Só estou vendo um problema nessa descrição: na peça não há as asas sobrepostas nem o hidrante que consta na descrição. Será que ignoraram essa parte?

      Pouco tempo depois foi criado outro distintivo, provavelmente, por mudanças no curso. Falo sobre ele neste link: (clique aqui).


domingo, 1 de julho de 2018

Distintivo de paraquedista da Força Pública paulista - 1953


Dentre tantas peças interessantes do Museu de Polícia Militar, existe uma bem curiosa: um distintivo do curso de paraquedistas da Força Pública de São Paulo.


Sim, tivemos um serviço de paraquedismo na Corporação. 

Para entender o porque disso é preciso situar o serviço no seu tempo. O nosso paraquedismo existiu entre 1950 e 1953. São Paulo não é um Estado pequeno (tem uma área equivalente à da à Grã Bretanha) e as estradas eram poucas e ruins.

Ainda nem se cogitava o uso de helicópteros que, se hoje são caros, nos anos 50 eram raríssimos e a um preço proibitivo.

Os paraquedistas paulistas foram pioneiros no serviço policial e de emergências, seguindo o exemplo dos smoke jumpers (bombeiros aéreos florestais) nos EUA e da Gendarmerie francesa.

A ocorrência mais importante atendida por eles foi saltar sobre a Amazônia num serviço de busca e salvamento do avião “president” da American Airlines que caiu entre o Pará e o Tocantins em 1952. O PARASAR ainda não existia.

Tratava-se do Boeing 377 Stratocruisier prefixo N 1039V , batizado Clipper Good Hope.

O Coronel Edilberto de Oliveira Melo, em seu explêndido livro "o salto na amazônia", detalha mais esse dramático episódio da Corporação.

Acima, o boletim Geral que criou o distintivo e abaixo, os paraquedistas da Força Pública de São Paulo em desfile.

Uma outra curiosidade: o bolso sobre o qual repousa o distintivo na foto é de um macacão usado pelos paraquedistas, também conservado no museu.



      Outra imagem, dessa vez com o embarque dos paraquedistas utilizando uma aernonave da VASP. A Força Pública, na época estava proibida pelas Forças Armadas de ter aeronaves. 

          Abaixo o macacão paraquedista conservado no Museu de Polícia Militar de São Paulo:




Para os colecionadores de militaria, uma alerta: hoje em dia se produz um distintivo quase igual a esse, só que com os dizeres “Polícia Militar” ao invés de “Força Pública”.  Existe ainda outro sem nada escrito, também produzido hoje.

Tratam-se apenas de “alegoria”, não representando os reais paraquedistas dos anos 50 do século XX.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

O Laço Hungaro na Força Pública Paulista


O laço húngaro é uma alegoria muito utilizada no meio militar para ornamentar os galões dos Oficiais.

Ele surgiu há bastante tempo, ainda no século dezenove quando se via fardamento com ele em uso pela Guarda Nacional e Exército nessa época. 



Mais recentemente, a Força Pública passou a usá-lo. Foi em 10 de julho de 1947 que o Boletim Geral da Força o oficializou.


Nas platinas cujo Oficial tinha alguma especialidade, o laço hungaro era substituído pelo seu distintivo como na primeira foto. A especialidade de medicina aparece na platina à esquerda.

      Em 1964, pelo Decreto N° 43.143, de 10 de março daquele ano, um modelo reduzido do Laço húngaro foi introduzido a fim de se adaptar em outros uniformes daquela época.

      Na imagem abaixo temos, alinhados em cima, as insígnias de túnica e, embaixo, as insígnias de camisa do então quarto uniforme (túnica com gravata).


Anteriormente, as platinas tinham só os galões, sem nenhuma alegoria como na imagem abaixo:


Na mesma época, tínhamos a Guarda Civil e Polícia Feminina que usavam estas platinas:

Acima temos as platinas da Polícia Feminina e, embaixo delas, as da Guarda Civil do Estado.
Todo o acervo aqui mostrado está em exposição no Museu de Polícia Militar de São Paulo.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Distintivo de Comando de Unidade Operacional



Em 2016 foi criado um conjunto de distintivos ainda hoje difíceis de se ver em uso.
São tão novos que eu não encontrei as peças para fotografar.

 Abaixo, os desenhos com medidas em milímetros:

A fim de prestigiar os Capitães, Coronéis e Tenentes-Coronéis que comandaram Unidades e Subunidades operacionais, foi criado um distintivo que particulariza os Oficiais que nelas serviram.

Para se qualificar para o uso do distintivo o Oficial obedecerá às seguintes condições:

O Oficial deverá ter comandando uma Subunidade ou Unidade operacional por no mínimo dois anos, efetiva ou interinamente;

Seu uso é limitado a apenas um, correspondente ao nível mais elevado, independente do número de comandos exercidos.

Isso não é propriamente uma novidade. Nas Forças Armadas também existe essa distinção.

Descrição:

Escudo português redondo com campo esmaltado em azul nas dimensões 17mm X 20mm perfilado em dourado;

 No centro, um leão rampante modelado em relevo no mesmo metal voltado à destra empunhando um gládio em prata;

Em chefe haverá três tipos de carregamento:

Uma estrela dourada cinzelada e colada para Comandantes de Companhia;

Duas estrelas douradas cinzeladas e coladas para os Comandantes de Batalhão;

Três estrelas douradas cinzeladas e coladas para os Comandantes de Policiamento de Área/Interior.

sábado, 3 de março de 2018

Distintivo de técnica de ensino - obsoleto


Recentemente,  meu amigo Marcelo Tibúrcio me apresentou  um distintivo que eu nunca tinha visto e nenhum de nós conhecia. Consultando os “antigões”, descobri do que se trata.
Esse distintivo foi criado em 1971 quando a PMESP criou o Curso de Técnica de Ensino, na época em parceria com a Universidade de São Paulo. Daí o motivo de existir a coruja no centro da peça. Anteriormente a esse, os cursos de técnica de ensino eram feitos nas Forças Armadas.
Ocorre que esse distintivo nunca chegou a ser oficializado, apesar de eu achar seu design mais bonito do que o atual. Talvez por suas linhas clássicas. Não foi oficializado pelo fato de que, na época, o curso tinha carga horária pequena, o que contrariava as normas para sua existência (os cursos tinham que ter no mínimo seis meses de duração!). Na época, o Comandante da Academia era o Coronel Bravo.
Agradeço aos meus amigos Coronéis Olavo e Guaraciaba, meu ex-comandante na Escola de Bombeiros, pelas informações preciosas.
Para visualizar o distintivo atual clique aqui.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Medalha Comemorativa dos 25 anos da Justiça Militar Estadual - 1962


Em 1962 a Justiça Militar do Estado de São Paulo completou vinte e cinco anos de existência e uma medalha comemorativa foi criada para a ocasião.

Apesar da relativa simplicidade da peça ela é muito bem produzida. Confeccionada em prata maciça ela tem uma aparência bastante agradável.

Atualmente só conheço dois exemplares em existência: uma comigo e uma com o Tribunal de Justiça Militar que a deixa exposta em sua sala da memória.

Não tenho dados sobre o documento que a criou.

        Existe uma medalha mais atual feita pela Justiça Militar paulista: veja aqui.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Distintivo do Curso de Polícia Florestal - Obsoleto


Este foi o primeiro distintivo de curso ligado ao policiamento ambiental. Era o tempo da Polícia Florestal e o curso tinha esse nome.

Não tenho melhores dados sobre quando foi criado. O que sei é que o curso era visto com Policiais Militares nos anos 70. Nos anos 80 o curso foi suspenso e retornou tempos depois com o nome de Curso de Policiamento Ambiental, tendo sido mudado até seu design.


O distintivo atual pode ser visto aqui..

domingo, 15 de outubro de 2017

Medalha Mérito de Logística - 2017


         Responsável por suprir o setor operacional de recursos básicos para a atividade fim, Logística é um setor vital de qualquer organização.
         A venera possui vários símbolos que identificam os órgãos de Logística na PMESP:
         Parte inferior - Folhas de acanto, símbolo da Logística militar.
         Parte superior - Trigo, simbolizando a alimentação.
         Centro - Engrenagem representando a motomecanização.
                       Pena, a escrituração do material.
                       Fuzil como o setor de armamento e munição da Corporação.
                       Gládio para lembrar o caráter militar desse ramo da administração Policial Militar.
Essa medalha tem um caráter especial para mim, pois, tive a honra de fazer seu desenho.
A “Mérito de Logística” é a segunda condecoração numerada na Corporação, o que possibilita identificar seu proprietário.
Medalha criada pelo Decreto Nº 62.516, de 13 de março de 2017.

domingo, 19 de junho de 2016

Distintivo do Curso de Batedor


O distintivo acima se refere a um curso para um serviço especializado da PMESP: o pelotão de escolta.

Ele foi criado em 30 de outubro de 1947 através do Boletim Geral nº 243 da então Força Pública, com o nome de P.E.M. Sua finalidade era a escolta e segurança do Governador do Estado.

Com o passar dos anos tais missões foram ampliadas a outras autoridades, nacionais ou estrangeiras, quando em visita oficial ao Estado de São Paulo. Dentre os seus inúmeros serviços destacam-se as escoltas do Papa João Paulo II, Príncipe Charles e Princesa Dianna, Presidentes George Bush, Mikhail Gorbatchev, Fidel Castro, Bill Clinton e Jacques Chirac bem como o Imperador do Japão. Além disso, os Presidentes do Brasil e os Governadores de São Paulo nas últimas cinco décadas.

          Juntam-se atividades em desfiles cívico-militares, festejos e eventos motociclísticos, demonstrações e eventos internacionais como a corrida de São Silvestre.

  A atividade conta hoje com vinte motocicletas Harley Davidson “Road King Police” de ano 1998 e uma caminhonete para apoio.

 Em publicação inserta no Boletim Geral 061 de 31Mar99 suas atividades foram transferidas para a 3ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia de Choque, a qual, em razão de tal fato, passou a exerce as atividades de ROCAM e ESCOLTA estando seus integrantes em plenas condições de atender as demandas existentes de policiamento preventivo.
 
Todos os anos há cursos de Batedores visando um maior aprimoramento nas técnicas de escoltas. Este distintivo é para quem o conclui com aproveitamento.

        Abaixo, uma bela foto das motocicletas:

 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Medalha Cinquentenário do 17º BPM/I - 2013


São José do Rio Preto e região pode se orgulhar de ter uma das melhores Unidades da Polícia Militar em sua área.
Em meados de 1944, por força do Decreto nº 14.162, foi criada a Segunda Companhia Independente, inicialmente sediada na Capital, sendo transferida, três anos depois, para a cidade de São José do Rio Preto.
Provisoriamente, a Companhia se instalou, em 19 de dezembro de 1947, na Rua Rubião Júnior, nº 534, ali permanecendo até meados de outubro de 1964, quando foi reinstalada na Avenida dos Estudantes, Bairro Boa Vista.
Em 25 de setembro de 1964, com a  Lei nº 8.311 foi criado o 17º Batalhão de Polícia, com sede na cidade de São José do Rio Preto, sendo fixado o efetivo de 1.016 homens, distribuídos em três Companhias.
         Com relação à peça em si, vejo alguns problemas que comprometem sua plasticidade. A fita, foi feita com um tecido azul pintado em silk screen o que faz perder sua qualidade. A venera tem uma série de imperfeições talvez por ter sido feita com material de baixa qualidade (metal barato fundido em borracha). Uma empresa de fabricação de brindes não tem o know how para desenvolver uma condecoração.
         Medalha criada pelo Decreto Nº 60.773, de 03 de setembro de 2014.
 
 

terça-feira, 19 de abril de 2016

O uso de ordens honoríficas com medalhas nos uniformes da PMESP


Ordens honoríficas são condecorações de um nível maior se comparadas com as medalhas normalmente criadas nos diversos segmentos da sociedade, inclusive na PMESP.
Para entender o que é Ordem honorífica no Brasil republicano, é preciso retroceder bem no tempo.
O termo Ordem remonta ao início do cristianismo, quando as pessoas deixavam suas casas e se uniam, formando agrupamentos sob o mesmo ordenamento. Iniciavam-se as Ordens Religiosas.
Na Idade Média formaram-se as ordens militares de cavalaria que participaram das cruzadas. Cada Ordem tinha sua insígnia que distinguia um grupo de outro.
Com o passar do tempo, reis também criaram suas ordens a fim de unir os súditos à realeza por laços de fidelidade à determinada dinastia. Essas Ordens também tinham suas insígnias em forma de medalhas em diversos graus.
No Brasil, com o final do Império, a maioria das Ordens foi extinta e outras tantas criadas.
Hoje, aos olhos republicanos, uma Ordem deixou de remeter a alguma organização religiosa, civil ou nobiliárquica, tornando-se apenas sinônimo de prêmio atribuído em reconhecimento a serviços relevantes prestados à nação ou a algum estado.
Seus graus variam, sendo os mais comuns:
Cavaleiro  (medalha);
Oficial (medalha);
Comendador (colar);
Grande Oficial (banda) e
Grã Cruz (banda e placa)

Tanto as medalhas como as ordens honoríficas são de uso obrigatório no uniforme de gala e no B-1, com gravata horizontal e vertical e nos especiais e B-2, somente em paradas e desfiles militares comemorativos das grandes datas nacionais ou, mediante ordem, em atos e solenidades específicas.
Seu uso é proibido nos demais uniformes e circunstâncias.

Disposição e número de condecorações nos uniformes:

Banda: poderá ser usada somente uma, colocada a tiracolo do ombro direito para o quadril esquerdo, passando por sob a platina e por sob o cinto, quando houver. O ajuste da faixa deve ser feito de maneira que o laço fique 30 mm abaixo da cintura. O uso da placa respectiva é obrigatório e na comenda ou colar: o uso variará de acordo com o uniforme.
 
Nos uniformes com sobrecasaca e jaqueta aberta serão usadas no máximo três quando isoladas, e somente uma, quando usada em conjunto com medalhas. As comendas ou colares serão dispostos ao longo da linha de botões, a primeira junto à gola e as demais saindo do 1º e 2º botões. As fitas deverão ficar encobertas e as comendas poderão ficar parcialmente superpostas.
Nos uniformes com túnicas, será usada no máximo uma, por cima da gravata, ficando a fita por baixo do colarinho da camisa.
 
A placa, quando fizer parte de bandas ou comendas, somente se fará em conjunto com as mesmas. Caso contrário, em consonância com a regulamentação própria da condecoração, seu uso será limitado a quatro do lado esquerdo e duas do lado direito.
Nas túnicas as Placas são usadas, no má­ximo, quatro no lado es­querdo e duas no lado direito.
No lado esquerdo, sendo uma só, é colocada logo abaixo do bol­so. Se duas, a segunda um centímetro abaixo da primeira. Se três, arrumadas em forma de triângulo e, quando em número de quatro, dispostas em forma de cruz, nestes casos guarda-se a distância, entre placas, de um centímetro.
No lado direito, sendo uma só, é colocada logo abaixo do bol­so. Se duas, a segunda um centímetro abaixo da primeira.
 
Sequência de imagens de uso de medalha, colar e placas de acordo com sua quantidade na sobrecasaca (conhecido como azulão):
 



                      



terça-feira, 1 de março de 2016

Precedência de Medalhas nos Uniformes da PMESP

 

Em todas as Corporações as medalhas devem obedecer a uma ordem de precedência na sua distribuição no uniforme de acordo com sua importância. Mas, como saber qual medalha tem precedência sobre a outra?

A disposição de medalhas nos uniformes da PMESP obedece às seguintes regras de precedência:

I - condecorações nacionais (estaduais ou federais) de:

   a) bravura, atos pessoais de abnegação e destemor, com risco de vida, em tempo de paz, ou no cumprimento do dever (Cruz do Mérito Policial);

   b) ferimento em ação (Cruz de Sangue);

   c) campanha, missões e operações de guerra ou policiais militares;

II ordens honoríficas;

III – condecorações da PMESP:

   a) Medalha Brigadeiro Tobias;

   b) medalha de mérito escolar (Pedro Dias de Campos);

   c) medalha de tempo de serviço (Valor Militar);

   d) medalha de mérito por serviço policial militar;

   e) medalha comemorativa de OPM, eventos locais ou sobre personalidades;

   f) medalhas de organizações correlatas à PMESP;

IV - outras condecorações de nível estadual;

V - outras condecorações de nível municipal;

VI - condecorações estrangeiras.
 
Em solenidades sujeitas a cerimonial de outros países, as regras acima alternam-se cabendo o destaque principal às condecorações do país promotor da solenidade.

É proibido o uso exclusivo de condecorações estrangeiras.

As condecorações militares de mesma natureza terão a seguinte precedência:

I. das Forças Armadas: de acordo com a precedência;

II. da Polícia Militar do Estado de São Paulo: por ordem de criação; e

III. de outras organizações: por ordem de recebimento

As condecorações militares ou policial-militares, quando outorgadas como prêmio à bravura pessoal ou coletiva em missões de guerra ou policiais militares, precederão a todas as demais.

Nas solenidades do Dia do Soldado, o uso de condecorações nacionais será exclusivo.

Nas solenidades da Marinha, do Exército, da Aeronáutica e de outras Forças Auxiliares, o policial militar deverá ostentar com destaque, se as possuir, condecorações da Corporação anfitriã.

Mesmo dentro dos limites numéricos aqui estabelecidos, não é obrigatória a ostentação pelo policial militar, de todas as condecorações que possua, cabendo-lhe opção pelas de sua preferência, respeitadas as regras acima.




Abaixo a disposição das barretas quando o conjunto não é completo: