quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Símbolo de Polícia Militar: As Pistolas Cruzadas.

Hoje em dia, quem vê a imagem de duas pistolas cruzadas nas golas dos Policiais Militares brasileiros não faz idéia de sua origem.
Todo o Policial Militar paulista, logo que entra na Instituição, entre tantos termos e coisas novas, é apresentado a um símbolo cujo nome soa um tanto estranho no início: são conhecidas como “as bucaneiras da gola”. Há quem o chame de “os bucaneiros da gola” ou simplesmente “os bucaneiros”.
Trata-se de uma insígnia que vai se tornar muito familiar com o passar do tempo. São as duas pistolas antigas, símbolo adotado no Brasil para designar Polícia Militar, seja como parte das Forças Armadas, seja como Força Militar Estadual.
Fiquei curioso e procurei saber o porquê desse termo.


A arma:
         As pistolas que aparecem no símbolo não são pistolas quaisquer. Elas tem nome e sobrenome.
As Harpers Ferry Modelo 1806, calibre .54, de pederneira, fabricadas no Arsenal do Exército dos EUA foram um avanço em termos de tecnologia.
As diversas partes desse modelo de arma eram padronizadas e, portanto, intercambiáveis, agilizando sua manutenção.
Foi a arma de porte padrão do Exército dos EUA por muitos anos.



Os primeiros a adotar as pistolas cruzadas como insígnia de Polícia Militar foram os Estados Unidos da América em 1923.
De fato, ela foi a quarta variação de símbolo para a Military Police.
O desenho inicial consistia de dois cassetetes cruzados uma vez que era a arma básica dos MP (Military Police), porém, era freqüentemente confundido com os canhões cruzados da arma de artilharia.
A proposta seguinte eram as maças cruzadas, os cassetetes da era medieval, porém, reclamava-se que eles eram parecidos com amassadores de batatas.  Um novo símbolo teve que ser criado.
A terceira proposta eram as pistolas automáticas Colt .45 M1911, cruzadas, mas, novamente, a confusão com outra imagem, dessa vez a aparência de esquadros de carpintaria cruzados, determinaram  um novo desenho.
Afinal, concordou-se com  o desenho das pistolas Harpers Ferry e elas foram adotadas.
A ordem foi assinada pelo Chefe do Estado Maior à época, o General John J. Pershing em 1923, tornando-se o símbolo Oficial de Polícia Militar dos EUA.
Como veremos a seguir, o termo “pistolas bucaneiras” não é correto, uma vez que o modelo de pistola usado, surgiu décadas após a atuação dos bucaneiros na independência norte-americana.


O símbolo no Brasil:
Devido ao fato de ser um símbolo criado nos Estados Unidos da América, há quem se queixe que ele não tenha correlação conosco para ser adotado como símbolo para Polícia Militar em nosso país.
A história, contudo, demonstra que os brasileiros tem muita afinidade com aquele símbolo.
Em 1942, Quando o Brasil declarou guerra ao eixo e decidiu mandar tropas para a Itália, sentiu-se a necessidade da criação de um Corpo de Polícia a fim de manter a ordem das tropas, fazer a escolta e a guarda de prisioneiros e o serviço de polícia nas áreas ocupadas.
Como levaria muito tempo para se criar uma força assim, o General Mascarenhas de Morais, que havia servido em São Paulo, teve a idéia de convocar um contingente de policiais paulistas e incorporá-los à Força Expedicionária Brasileira – FEB.
Foi então que 78 Military Policemen, brasileiros paulistas, foram para a segunda guerra mundial, sendo o primeiro núcleo do que viria a ser mais tarde a atual Polícia do Exército brasileiro.
Nossas forças na Itália, contudo, careciam de equipamento e táticas mais adequadas para enfrentar o inimigo nas condições diferentes do que se havia encontrado até aquele momento em termos de confronto bélico.
Os Estados Unidos da América, então, forneceram seu armamento, equipamento e treinamento.
A fim de serem identificados como um exército aliado, o uniforme e insígnias eram os mesmos dos americanos, razão pela qual a Polícia Militar passou a usar o símbolo das pistolas cruzadas mantendo-o na volta.
O Coronel PM Telhada, em seu esplendido livro “a Polícia de São Paulo nos Campos da Itália” descreve essa história em detalhes.
A primeira aparição do símbolo no Brasil foi num boletim do Exército, no qual é dito que ele deve ser idêntico ao dos EUA, exceto pelo fato de serem costurados com linha cinza e não amarela como os americanos:
Heráldica:
Quando duas figuras alongadas se cruzam em forma de uma aspa (formando um "X"), como espadas, lanças, ramos de plantas, etc. se diz que elas estão "passadas em aspa" ou sautor.
Pelo regulamento de Uniformes da PMESP, manteve-se a tradição de se usar o símbolo da mesma forma que se usava na segunda guerra mundial: a pistola da esquerda estando sobre a da direita.
Deve-se observar que, em heráldica, a esquerda e a direita são definidos como se a pessoa estivesse usando o símbolo no peito, o que significa que é o inverso de quem olha para a imagem.

A lenda sobre o símbolo que se mostrou errada:
Os bucaneiros teriam sido recrutados pelos EUA, para sua guerra de independência contra a  Inglaterra.
O acordo rezava que ao término da guerra, os crimes cometidos por eles seriam perdoados.
Para serem reconhecidos, eles usavam uma bandeira com duas pistolas cruzadas.
Bucaneiro é outro nome dado aos piratas da região das Antilhas.
O termo bucaneiro vem de buccaneer, que, por sua vez, é derivado de bucan na língua indígena Arawak da América do norte. É um sistema para se defumar carne, muito utilizado pelos piratas daquela região. Quem fazia o bucan era, portanto, bucaneiro ou boucainier, apelido dado pelos franceses.
Ora, se os bucaneiros só existiram até o início do Séc XVIII e as pistolas Harpers Ferry começaram a ser produzidas no Séc. XIX, é impossível que elas tenham qualquer relação com os bucaneiros e, portanto, o termo “pistolas bucaneiras” não passa de uma de tantas lendas que surgem não se sabe de onde.

domingo, 24 de junho de 2012

Medalha Ao Mérito - Corpo de Bombeiros - 1946


Há alguns dias comentei sobre a criação das medalhas “AO MÉRITO”.
Esse é o modelo feito para o Corpo de Bombeiros.
No anverso temos a imagem de uma fênix renascente das cinzas, trazendo nas garras o brasão da cidade de São Paulo, circundado pelos dizeres SACRIFÍCIO –DEDICAÇÃO – MÉRITO.
No reverso, o archote flamejante entre duas achas cruzadas e atadas, circundado pelos dizeres CORPO DE BOMBEIROS DE SÃO PAULO. 
Era em bronze para Praças e prata para Oficiais.
Assim como a “AO MERITO” da Força Policial, durou pouco mais de um ano.
Criada pelo Decreto-Lei 16453, de 12 de dezembro de 1946, foi extinta pela Lei 64, de 13 de fevereiro de 1948.
O que eu não entendi nessa medalha é o motivo pelo qual puseram o brasão da cidade de São Paulo numa medalha de uma Corporação Estadual.
Este exemplar, como outros que já postei, pertence ao acervo do meu amigo Alfredo Duarte dos Santos.
                   A fita, contudo estava errada e optei por fazer uma “fita virtual” a fim de mostrar como seria o modelo com a fita correta.
Clique aqui para acessar o modelo "Ao Mérito" da Força Policial.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Distintivo do Curso de Cinotecnia da PMESP



Uma das lembranças que tenho do meu tempo de criança é de ter visto e ficado fascinado com uma demonstração do canil da então Força Pública na minha escola.
O policiamento com cães demonstra todos os dias sua utilidade em várias partes do mundo, principalmente no combate às drogas ilícitas ou naquelas situações em que os instintos aguçados do cão vão ajudar o policial a resolver uma ocorrência.
É admirável o carinho e esmero com que os componentes do canil da PMESP tratam os animais e esse trabalho especializado.
 
O Policial Militar ao ser classificado na 3ª Cia/Canil realiza um curso de Cinotecnia, com duração de 40 dias, onde após aulas de técnica de adestramento, teoria cinotécnica, emprego policial militar do cão, noções de veterinária canina e prática em cinotecnia, onde, ao final do curso é submetido a várias avaliações e se aprovado, estará apto a adestrar um cão para o serviço policial e conduzí-lo durante seu serviço.
 
Para adestrar e trabalhar com cães de faro de explosivo, entorpecente e busca, o Policial Militar realiza um estágio, denominado EEP – Adestramento e Emprego de Cães Farejadores, que consiste em 120 horas/aula, habilitando-o assim a realizar este tipo de serviço.
       As pistolas "Harpers Ferry" designam a atividade Policial Militar e as letras SP são a abreviarura de São Paulo.

 

domingo, 17 de junho de 2012

Medalha Defesa Da Saúde - Serviço de Saúde da Força Pública - 1962


“Per aspera ad astra” (pela dificuldade até os astros).
                        Sob esse mote foi criado o Centro de Estudos Médicos da Força Pública (CEM), em 26 de março de 1951, sob a Presidência do Maj. Médico Dr. Antônio Eugênio Longo.
Naquele tempo, as atividades do CEM iniciaram-se com reuniões científicas, uma vez por semana, no quarto do médico de dia na no Hospital da Força Pública na Rua Jorge Miranda, transformado em sala de aula.
O CEM, no 70º aniversário do HM, realizou um Congresso Internacional que durou todo o mês de setembro de 1962.
Nessa ocasião foi criada a medalha em Defesa da Saúde.
                       Não encontrei nenhum decreto a respeito dessa medalha. Talvez não tenha havido.
O exemplar a que tive acesso para as imagens pertence ao acervo do meu amigo, estudioso das coisas da Segurança Pública e colecionador Alfredo Duarte dos Santos.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Distintivo do Curso de Direção Defensiva para Motorista Policial


Não basta ter a Carteira Nacional de Habilitação para se conduzir uma viatura da Polícia Militar paulista.
A atividade policial expõe o Policial Militar a situações que demandam ações não comuns para o motorista em seu carro particular.
O candidato a condutor de viatura é submetido a um curso e a outras avaliações para aferir se o PM está em condições de executar seu trabalho de Policial Militar ao volante.

           Para receber esse distintivo, contudo, é preciso ainda mais. É necessário fazer o Curso de Direção Defensiva ministrado pela Escola Superior de Formação de Soldados localizada em Pirituba, na cidade de São Paulo.
 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Medalha Ao Mérito – Força Policial – 1946


Entre 1937 e 1945 o Brasil viveu o “Estado Novo”, nome de batismo da ditadura de Getúlio Vargas.
Durante esse período, expressar a individualidade dos Estados estava proibido, principalmente a utilização dos símbolos e cores estaduais, tendo sido modificadas inclusive as medalhas Estaduais que já existiam.
Também por ordem da ditadura, a então Força Pública passou a se chamar “Força Policial” por todo o período de existência do Estado Novo em quase todos os Estados.
Minha tese é que, não coincidentemente, um ano depois da ditadura Vargas, surgiram as “Medalhas ao Mérito”.
Em 12 de dezembro de 1946, o governo do Estado de São Paulo resolveu criar medalhas aos profissionais de segurança pública que se destacassem por algum serviço ou tenham dado constantes provas de valor pessoal e de dedicação às suas corporações. 
       Foram cunhados três tipos diferentes de medalhas “Ao Mérito”: para a Guarda Civil, para a Força Policial/Força Pública e para o Corpo de Bombeiros)
Elas tinham os graus prata para Oficiais e Inspetores e bronze para Praças e Guardas.
A exigência em termos de tempo de serviço era ter servido no mínimo cinco anos em cada Corporação.
No caso da medalha da Força Policial, (a Força Pública ainda não tinha recuperado seu nome do período democrático), no anverso temos uma espada entre dois ramos de loureiro em diadema.
No reverso, também dentro de um diadema, os dizeres FORÇA POLICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO.
A fita pode voltar a ostentar as cores do Estado de São Paulo.
O decreto não menciona barreta ou qualquer outro acompanhamento.
Ela teve existência curta, com pouco mais de um ano de duração.
Criada pelo Decreto-Lei 16453, de 12 de dezembro de 1946 e foi extinta pela Lei 64 DE 13 de fevereiro de 1948.

domingo, 10 de junho de 2012

Medalha Mérito e Dedicação – APMBB - 1986


Durante o Curso de Formação de Oficiais, os Alunos Oficiais recebem tudo o que precisam para que possam estudar e levar adiante sua vida escolar.
Como em todos os órgãos de ensino superior, se faz necessário também a existência de um Diretório Acadêmico para dar um suporte a mais nos detalhes e facilitar a vida cotidiana do corpo de alunos.
Na Academia do Barro Branco alguns alunos são eleitos para compor o “Diretório Acadêmico XV de Dezembro”. Esse trabalho é feito de forma voluntária, cada um empenhando o pouco horário livre que um Aluno Oficial dispõe, para colaborar com todo o grupo.
Esse esforço é premiado pela “MERITO E DEDICAÇÃO”.
Além dos próprios Alunos Oficiais, outras pessoas que tenham colaborado para o mesmo fim também podem receber a medalha, informalmente conhecida como "Medalha do D.A."
A medalha Mérito e Dedicação já existia antes, mas, foi oficializada pelo Decreto Estadual 25348, de 4 de junho de 1986.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Medalha Cruz de Sangue - 1998


Não existe medalha com maior carga de emoção que uma medalha de sangue, em qualquer força, de qualquer lugar do mundo.


Na Polícia Militar paulista o juramento de defender a sociedade com o sacrifício da própria vida passa das palavras para a realidade com certa frequência.
O objetivo principal dessa condecoração é reconhecer publicamente os verdadeiros heróis que, por seu desprendimento, coragem e principalmente a voluntariedade na assunção de risco, tenham sofrido ferimentos que ensejaram inatividade temporária ou definitiva no desempenho da função policial ou em razão dela, para a defesa da comunidade.
A medalha tem três graus:
Bronze para quem sofre ferimentos não permanentes.
Prata, para quem sofre ferimentos que o incapacitam permanentemente.
Ouro para o Policial Militar que morre defendendo a comunidade para a qual trabalha.
Medalha criada pelo Decreto Estadual nº 42953 de 20 de março de1998.
Os modelos aos quais tive acesso são muito bem feitos, apresentando um trabalho competente e com materiais corretos.


domingo, 3 de junho de 2012

Distintivo do Curso de Policiamento de Trânsito - Obsoleto



Há algum tempo, mostrei o distintivo do Curso de Policiamento de Trânsito atual.
Hoje vou abordar o distintivo antigo, usado, eu acredito, até o final dos anos 70 ou início dos 80.
É difícil estudar os distintivos de cursos, uma vez que não há decretos, apenas alguma publicação em Boletim Geral que demanda muito garimpo de informação.
Esse distintivo é muito bonito, mas, foi substituído, não se sabe porque nem exatamente quando se passou a ser usado o novo.
Se algum leitor souber, agradeço a informação.
Esse distintivo em particular foi recebido pelo então Capitão Galdino, meu pai, em 1974.

          A águia tem muita similaridade com a águia alemã pelo fato do curso ter se originado de uma visita de Oficiais da PMESP àquele país para estudar o assunto.
O distintivo usado atualmente pode ser visto clicando aqui

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Distintivo do Curso de Bombeiros Para Oficiais


Distintivo para Oficiais que concluem o Curso de Bombeiros.
Pela sua cor e forma ganhou o apelido de “caranguejo”.
Acima uma gandola e um cinto ginástico usados desde os anos 1960 até 1988, quando a farda mudou radicalmente.
O mesmo distintivo aparece bordado à mão na altura do peito direito do fardamento.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Medalha Dr. Synesio de Mello e Oliveira - 2006


A Sociedade Veteranos de 32 - "MMDC" de São José do Rio Preto criou sua medalha para homenagear aqueles que tenham contribuído de alguma forma para a preservação do ideal Constitucionalista.
Trata-se de uma comenda na forma de um colar cuja venera é bem grande: tem 7 centímetros de diâmetro.
No anverso se observa a efígie do Cap Synésio de Mello e Oliveira, combatente constitucionalista oriundo de São José do Rio Preto.
No reverso foi colocada uma ilustração do conceituado artista Belmonte traduzida num belíssimo alto relevo com a inscrição: CORAGEM E A BRAVURA VENCERAM, AINDA QUE DESARMADAS.
O exemplar da medalha que obtive foi muito bem elaborado, com esculturas que traduzem muito bem a foto do Cap. Synesio e a lustração de Belmonte.
Mais uma vez, gradeço ao senhor Marcos Machado de Oliveira a gentileza de fornecer o modelo para esta postagem e ao senhor Giovanni Spirandelli da Costa pelas informações.
Comenda criada pelo Decreto Estadual n° 50657 de 30 de março de 2006.




segunda-feira, 28 de maio de 2012

Medalha Sesquicentenário da PMESP - 1981

     
      Pretendo fazer um breve resumo das Unidades ou eventos que ensejaram a postagem de cada medalha.
     O caso desta medalha é diferente.
     Resumir 181 anos de história de uma existência intensa (na época da cunhagem da medalha eram 150) em poucas linhas é uma tarefa impossível, mas afirmo que a somatória de todas as condecorações que pretendo apresentar aqui (são mais de cem, sem contar as variantes), é que vão dar uma noção da força e tradição da Instituição Militar Paulista.
      Medalha comemorativa dos 150 anos de existência da Polícia Militar do Estado de São Paulo
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 17822 de 09 de outubro de 1981.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Medalha Cinquentenário do Policiamento Rodoviário - 2000


    Num dos primeiros tópicos, apresentei a medalha do Cinquentenário do Policiamento Rodoviário e mencionei incorreções na fita.
    Parece que não fui só eu que havia reparado nisso. O próprio CPRv também detectou o problema e o corrigiu, confeccionando a medalha acima.
    Fabricação competente e nenhum defeito que eu tenha visto.
    Agradeço ao senhor Marcos Machado de Oliveira a gentileza de fornecer o modelo para esta postagem.

    Clique aqui para ver o outro modelo. 


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Medalha Centenário do 2º BPM/M - 1991... Errada!

Há algum tempo, tinha publicado esta medalha, comentando que ela tinha problemas na parte da confecção de má qualidade.
Recebi uma mensagem do Tenente Dario, que serviu no 2º BPM/M, me alertando que o exemplar que mostrei está totalmente errado!
Fui olhar o Decreto e confirmei tudo o que ele me disse.
O reverso deveria ostentar o brasão de armas da Polícia Militar do Estado de São Paulo e não a logomarca das Polícias Militares segundo as IGPM.
A fita também deveria ter SETE listras e não CINCO como apresentado aqui.
De acordo com o decreto, a listra central é vermelha, e duas listras amarelas intercaladas de uma verde de cada lado.
Como se isso não bastasse, o exemplar da medalha que obtive apresenta problemas de confecção e acabamento na venera (a parte principal da medalha) com a estrela no reverso inclinada, o que entendo que esteja errado, e no suporte da fita, irregular e com manchas no banho metálico.

domingo, 20 de maio de 2012

Distintivo do Curso de Instrutor de Educação Física


Vamos a outro distintivo de curso.
Aproveitando a postagem anterior sobre a medalha do centenário da EEF apresento o distintivo do Curso de Instrutor de Educação Física para Oficiais.
O curso habilita o Oficial a dar instrução e avaliar periodicamente o efetivo da Unidade em que serve na área de aptidão física.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Medalha Centenário da Escola de Educação Física da PMESP - 2010


A Pioneira do Brasil
Em 03 de março de 1910, foi oficializada a criação de um “Curso de Esgrima e Ginástica” na Força Pública, que pudesse habilitar militares pátrios a ministrar aulas de Educação Física para a tropa. Até então, os instrutores dessa área eram sempre estrangeiros.
Assim foi criada a Escola de Educação Física que se constituiu no primeiro núcleo de ensino da Educação Física no Brasil e o segundo da América Latina, organizada em bases sólidas, seguindo-se por princípios pedagógicos e científicos, tornando-se reconhecida nacionalmente logo nos primeiros anos de vida.
Os cem anos da “Velha Escola” não poderiam passar em branco.
Foi elaborada uma medalha com desenho completamente diferente do tradicional e, como tudo o que quebra paradigmas, provocou reações diversas.
Medalha criada pelo Decreto Estadual nº 55449 de 19 de fevereiro de 2010.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Medalha do Cinquentenário da Revolução Constitucionalista - 1981/82

A “Medalha do Cinquentenário da Revolução Constitucionalista de 1932”, tinha a finalidade de condecorar aqueles que tomaram parte, tanto na linha de frente como na retaguarda, na Revolução de 9 de Julho de 1932, ao lado do Exército Constitucionalista.
Ressalto que esta foi a única medalha a condecorar exclusivamente os combatentes daquele movimento, ao contrário de outras que eram também entregues a quem apenas cultuou a memória do evento.
Curiosamente, a Resolução da Assembleia Legislativa paulista não dava a descrição da medalha. Sabemos que era um colar como na imagem desta página.
  O documento menciona também que deveria haver barreta e diploma, mas, omite miniatura ou roseta.
A escultura está muito boa, mas,  alguns detalhes (como o modelo do fuzil, o capacete e a gandola) poderiam ser mais parecidos com os modelos usados na época.
             Ela foi feita pela Esmaltarte, empresa que fechou as portas na década de 90, mas, fez boas peças no seu tempo.
Medalha criada pela Resolução da Assembleia Legislativa de São Paulo 630 de 02 de abril de1981 para ser concedida a partir de 1982.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Distintivo do Curso de Policiamento de Trânsito - Atual

Todo o Policial Militar paulista, durante seu curso de formação, estuda legislação e técnicas de policiamento voltados à fiscalização de trânsito.
Com a forte demanda nessa área, muitos policiais se especializam, compondo o Comando de Policiamento de Trânsito – CPTran.
Esses policiais, caracterizados pelas suas coberturas brancas costumam usar também o brevê do curso apresentado nesta postagem.
       O unico documento que encontrei a respeito deste distintivo é do ano de 1997, mas acho que deve ser mais antigo.
       Existia nos anos 60 a 80 um outro tipo de brevê que mostrarei mais adiante.
       Não sei porque motivo o modelo antigo foi substituído.
         O distintivo antigo pode ser visto clicando aqui

Atualização em 16/06/2012:
Meu amigo e colega de Academia do Barro Branco, Carlos Alberto Duarte Pinheiro, me informou que o distintivo novo surgiu em 1988, pela reativação do curso em nova formatação que havia sido suspenso por algum tempo. A nova formatação incluiu a mudança até do distintivo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Medalha Brigadeiro Tobias - 1965


Compromisso com a causa pública é uma expressão que guarda significados que ultrapassam em muito a mera descrição técnica.
Sensibilidade, entusiasmo, lealdade e amor ao seu país e sua comunidade são alguns termos que, somados, podem dar uma ideia do real significado do termo.
Nas postagens que se seguem, veremos medalhas feitas para pessoas abnegadas, que se esforçam para melhorar a vida das pessoas de várias formas, nas suas áreas particulares de atuação.
A Brigadeiro Tobias pode ser considerada uma síntese de todas elas.
Quem conhece a Polícia Militar paulista ou estuda sobre condecorações sabe que a medalha Brigadeiro Tobias foi feita em reconhecimento a essas pessoas.
Seria lógico, pelas condições de elegibilidade para sua outorga, que apenas pessoas com grande poder recebessem essa condecoração. Muitas vezes, contudo, vemos Policiais Militares anônimos que, de diversas formas, colaboraram com a milícia bandeirante em nível institucional.
A maior condecoração da Polícia Militar do Estado de São Paulo é dada em cerimônia solene no pátio da Academia de Polícia Militar do Barro Branco com a presença do Comandante Geral, no dia 04 de outubro, data do nascimento do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar.
A escultura da medalha foi feita pelo conceituadíssimo artista Luiz Morrone, o mesmo que fez a escultura do monumento a Tobias de Aguiar em frente ao QG da PMESP.
Medalha instituída pelo Decreto Estadual N° 45.648 de 07 de dezembro de 1965.

domingo, 29 de abril de 2012

Distintivo do Curso de Regência


Outro distintivo da área musical na PMESP. Ele refere ao Curso de Instrumentação e Regência.
Novamente foram usadas linhas de uma partitura para o desenho desse elegante e sóbrio distintivo.
Mesmo dividindo seu tempo entre o serviço policial e o Corpo Musical, a qualidade dos músicos daquela Unidade é reconhecida.

Ainda que não seja uma norma, os metais são geralmente em dourado para cursos de Oficiais e prateado para Praças.

        Abaixo uma bela imagem do Corpo Musical em apresentação na Sala São Paulo:

 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Distintivo do Curso de Especialização em Instrumentação Musical


Este brevê é usado pelos componentes do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo depois de frequentarem o Curso de Especialização em Instrumentação Musical.
Mesmo que o músico seja ótimo, ele tem que conhecer e se adequar às peculiaridades de uma banda militar.
Para quem não sabe os Policiais Militares componentes do Corpo Musical da PMESP  também realizam o serviço de patrulhamento nas ruas, dividindo seu tempo entre essa tarefa com a realização das tarefas relativas ao CMus propriamente dito.
Usar as linhas de uma partitura musical foi uma idéia muito criativa e deu estética toda especial ao brevê.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Medalha MMDC - 1962


Em 1962 foram criadas as primeiras medalhas oficiais da revolução de 32.
Esta postagem trata da medalha comemorativa do trigésimo aniversário do Movimento Constitucionalista pela Sociedade Veteranos de 32 – MMDC.
A MMDC, não era exclusiva para participantes do movimento.
Essa se destinava, e se destina até hoje, pois ainda é outorgada, tanto aos que lutaram em 32 quanto àqueles que, por suas ações mantiveram viva a lembrança do movimento.
Em junho de 2011 o Congresso Nacional, inscreveu os nomes dos heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932: Martins, Miragaia, Drausio e Camargo (MMDC), no Livro dos Heróis da Pátria.
              Pouco mais de um mês depois foi criada uma medalha só para os combatentes, a Medalha da Constituição
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 40087 de 14 de maio de 1962.

domingo, 15 de abril de 2012

Distintivo do Curso de Técnica de Ensino


Que conhecimento é importantíssimo sabemos bem.
Uma tarefa que não é para qualquer um é transmitir esse conhecimento. Os professores que acompanham este blog sabem perfeitamente disso.
Quando um Policial Militar ostenta esse brevê em sua farda, ele demonstra que fez o curso de técnica de ensino, habilitando-o a exercer as funções de instrutor nos cursos promovidos pela PMESP.
O antigo símbolo de ensino na PM paulista (a esfera armilar com o livro, as armas, circundado por uma coroa de louros) irradia simbolicamente o conhecimento.
Hoje esse símbolo (sem os raios) é usado pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco.
Pessoalmente considero um dos brevês mais bonitos e significativos que já criaram na Corporação.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Medalha de Combatente da Revolução Constitucionalista - 1932



Nos conturbados anos 30, o Brasil viveu seu maior conflito armado no próprio território.
Trata-se da Revolução Constitucionalista de 1932.
Com a revolução de 30, os detentores do poder, apregoavam a criação de uma nova ordem constitucional e, autodenominados “governo provisório”, aboliram a antiga constituição e começaram a se acomodar na posição de absolutistas, se “eternizando na provisoriedade”, não criando outra carta magna.
Em 1932, parte significativa do povo pegou em armas contra o abuso ditatorial do governo da época.
Durante o tempo de duração do movimento muitos combatentes receberam esse modelo de medalha, que, curiosamente, nunca foram condecorações oficiais do governo paulista, Estado que abraçou a causa integralmente a ponto de a revolução constitucionalista ser o sinônimo de “revolução paulista”.
Esse modelo de medalha, de fato, era mais um souvenir do movimento, feito na época e comercializado em São Paulo.
Por esse motivo não há decreto, nem descrição oficial, mas, é um dos verdadeiros ícones do Combatente da Revolução Constitucionalista. 
   A medalha era fornecida sem fita. Muitos adicionavam uma fita estreita que era colocada em forma de laço nas cores de São Paulo.
     As fitas que que se veem além disso são meras "customizações" dos proprietários.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Medalha do Cinquentenário do Policiamento Rodoviário da PMESP - Errada!

 
Em 10 de janeiro de 1948 foi criado o Grupo Especial de Polícia Rodoviária, com um efetivo de 60 homens, destacados para atuar na recém inaugurada SP 150 – Rodovia Anchieta.
Desde aquela época, o Policiamento Rodoviário tem por missão principal o policiamento ostensivo de trânsito, a preservação da ordem pública e a garantia da segurança dos usuários nos 18.000 Km de rodovias que compõem a malha rodoviária paulistana onde atuam cerca de 4.000 homens e mulheres que, diuturnamente, lutam pela segurança dos usuários das rodovias com o mesmo afinco dos pioneiros da década de 40, materializando o compromisso com a defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana nas estradas paulistas.
O exemplar obtido dessa medalha tem problemas: a fita é uma sobreposição de diversos tecidos costurados uns sobre os outros, prejudicando a qualidade da peça como um todo.
A armação superior que sustenta a medalha não está prevista no decreto que a criou. Isso também poderia ser sanado.
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 44855 de 26 de fevereiro de 2000.
 A medalha feita na forma de acordo com o decreto pode ser vista aqui.