domingo, 24 de agosto de 2014

Medalha do Centenário da Aviação da PMESP - 2013

 

Neste dia 15 de agosto de 2014, o Grupamento de Radiopatrulha Aérea “João Negrão” comemorou seus 30 anos de existência.
A despeito da Unidade ter só 30 anos, a aviação na PMESP tem mais de cem anos.
No ano passado foi criada a medalha comemorando a ocasião.
        Abaixo, o Coronel Ricardo Gambaroni, Comandante do GRPAe, discursa, ostentando a medalha:
 
Na confecção da medalha se procurou mostrar todas as fases da aviação da PMESP
No interior temos o campo do Guapira, primeiro campo de pouso da nossa aviação.
Sobrevoando o campo temos um avião Curtiss Falcon usado na revolução constitucionalista de 32.
Circundando a imagem temos um esplendor. Este, contudo, tem uma particularidade: se tormarmos apenas uma parte dele, veremos que são prédios da cidade de São Paulo vistos da perspectiva de um “águia” atual que somados formam o esplendor.
Abaixo vemos um modelo de aeronave usada pela Força Pública de São Paulo em 1919:


Medalha criada pelo Decreto Estadual 59.852 de 28 de novembro de 2013.

sábado, 26 de julho de 2014

Cruz do Mérito Policial - 1970



        Em 1970 foi instituída pela Secretaria de Segurança Pública paulista a "Cruz do Mérito Policial”, de 1.ª, 2.ª, 3.ª Categoria, destinada a recompensar o mérito de policiais e de outras personalidades ou instituições que se enquadrarem nos seguintes casos:
        "Cruz do Mérito Policial" de 1.ª Categoria, em ouro, será conferida a quem tenha praticado ato de bravura com risco consciente da própria vida.
        "Cruz do Mérito Policial" de 2.ª Categoria, de prata, premiará serviços excepcionais prestados na manutenção da ordem e da segurança pública.
        "Cruz do Mérito Policial" de 3.ª Categoria, de bronze, recompensará a constância e a lealdade no cumprimento do dever.

         O design dessa medalha foi feito por um dos "gurus" da medalhística brasileira, o Dr. Lauro Escobar, pessoa que eu tenho o privilégio de ter como amigo. 
          Medalha instituída pelo Decreto de 19 de março de 1970.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Distintivo do Curso Preparatório de Formação de Oficiais - PMESP - o "brevê do CP"



 
Era costume se dizer que se um Aluno do segundo ano do Curso Preparatório fosse metade do que ele imaginava ser ele já poderia receber as estrelas de Coronel...
Tive a honra de ser Aluno Oficial do Curso Preparatório de Formação de Oficiais e posso dizer que era isso mesmo!

O CPFO, CP para os íntimos, era um curso de segundo grau ministrado pela PMESP nos moldes dos atuais Colégio Naval e Escola de Preparatória de Cadetes do Ar.
Ao final do Curso o Aluno Oficial era matriculado no Curso de Formação de Oficiais.
Confesso que não sei quando o CP foi criado, mas, foi extinto em 1992 por medida de economia ou sei lá o quê.

Ainda temos Oficiais que ainda estão na ativa e orgulhosamente ostentam este distintivo.
Uma curiosidade é que esse distintivo nunca foi regular até o mês passado. Quem o usava sabia disso, mas, usava mesmo assim (como eu...).

Abaixo duas imagens do “poderoso segundo CP” em exercício de tiro em 1982 (fuzil mauser modelo 1936!!!) com o então 1º Tenente Airson :
        Eu era feliz e sabia!

 
É importante lembrar que este não é o distintivo do Curso de Formação de Oficiais (CFO) sobre o qual comentarei em outra postagem.
Meu amigo, Coronel Nilson Carletti me mandou o texto da proposta de criação do distintivo:

"DISTINTIVO DO CPFO - PROPOSTA

A proposta inicial é a de distinguir os integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo que concluíram o Curso Preparatório de Formação de Oficiais (CPFO) realizado na Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB), com a concessão de um distintivo, que será elaborado em metal e/ou tecido, para uso nos uniformes da Instituição, fixado por um alfinete com 35 mm ou bordado com velcro, observadas regras de uso específicas do Regulamento de Uniformes da PMESP.
Como afirma Wykes, na introdução da obra de Jack Pia, "insígnias e símbolos são usados pelo homem desde a mais remota antiguidade, e qualquer povo, por mais primitivo, os ostenta. Eles estão presentes em nosso dia-a-dia, e são aplicados na técnica das comunicações, na heráldica, na museologia, na propaganda comercial, na psicologia... Especialmente no campo da indumentária, eles surgem em grupos e fraternidades religiosos, militares, cívicos, maçônicos, esportivos, estudantis e outros para, através de uniformes e ornatos, torná-los reconhecíveis aos demais, e dentro do próprio grupo, para distinguir os diversos graus de autoridade e de aperfeiçoamento."
Apesar da falta de registros históricos mais precisos, é sabido que o interesse em apresentar proposta de tal distintivo surgiu entre a Oficialidade acadêmica, na década de 1980, quando funcionava regularmente na Academia do Barro Branco, o CPFO.
Por várias razões, o desenho em análise neste documento foi elaborado naquela ocasião, pretendendo reunir de forma singela, a esfera armilar (retirada do brasão da Academia do Barro Branco) e sobrepondo a tudo, as três estrelas de ouro, que simbolizavam o escudete do Aluno-Oficial que frequentava o 1º ano (1 estrela) e o 2º ano (2 estrelas) do CPFO.
Trata-se de uma figura harmônica, formada por um escudo redondo (o costume, então, mandava utilizar o escudo português clássico) filetado de ouro; sem acrescentar "asas", "tenentes" (figuras humanas), ramos de louro e carvalho ou armas (fuzil e espada), como era tradicional naquele tempo; mas apesar do tamanho reduzido (ou da simplicidade do desenho), o distintivo reúne nesse conjunto, elementos que traduzem grande valor para quem encarou o desafio de frequentar o CPFO (e certamente para os Cmt da então 4ª Cia Es, entre as décadas de 1970 a 1990).

DESCRIÇÃO HERÁLDICA

O distintivo é composto por escudo redondo, com 16 mm de diâmetro, filetada de ouro, contendo a esfera armilar - que representa autoridade, concórdia, eternidade, ciência - com cinco meridianos, o equador, os trópicos, os círculos polares e uma eclíptica colocada em banda, atravessando diagonalmente; sendo todas as armilas de ouro - metal heráldico que indica nobreza, esplendor, glória, fé, justiça; ao fundo da esfera armilar, destaca-se um campo de blau - esmalte azul que simboliza perseverança, zêlo e lealdade, glória, vigilância, fortaleza, constância, amor da pátria, fama, vitória; sobrepostas à esfera, três estrelas de ouro - indicam guia seguro, aspiração a coisas superiores e ações sublimes -, sendo uma à destra, situado entre o equador e o trópico de capricornio, sobre o meridiano, e outras duas à sinistra, estando a superior situada entre o trópico de câncer e o círculo polar ártico e a inferior entre o equador e o trópico de capricórnio.



DISTINTIVO DO CPFO - CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS SOBRE A PROPOSTA

A esfera armilar dourada empregada em bandeiras da monarquia portuguesa é considerada, em alguns trabalhos sobre vexilologia, como sendo o pavilhão privativo do Príncipe do Brasil - título do príncipe herdeiro do trono de Portugal, a partir do reinado de D. João IV (
http://3.bp.blogspot.com/Bandeira_Reino_Brasil_azul).
O certo é que D. João II concedeu ao Infante D. Manuel (1495 - 1521), por divisa pessoal a figura da esfera armilar, um instrumento já utilizado pelos antigos gregos para dar idéia da movimentação aparente dos astros; essa esfera compunha-se de dez círculos ou armilas: o meridiano, o horizonte, os dois coluros, a eclíptica com o zodíaco, os dois trópicos, os dois círculos polares, figurando a terra no centro.
Nesta época, D. Manuel era nomeado Governador do Mestrado da Ordem de Christo (que surgiu no lugar das antigas Ordens dos Cavaleiros Templários e dos Hospitalários) , com sede em Tomar, no antigo castelo dos Templários, cuja edificação será ampliada posteriormente para nele criar a Escola de Sagres (EMC, PRODESAN, 64).
Na tradição heráldica, a esfera armilar representa autoridade, concórdia, eternidade, ciência (Ronchetti, 468 e 897).
Na tradição acadêmica, a esfera armilar associada à figura do livro aberto encimado pela estrela e circundado pelos ramos de louro e carvalho, já está caracterizada como símbolo do ensino policial-militar, uma vez que o conjunto todo compõe o distintivo do CFO.
A estrela tem cinco pontas em raio (Moya, 103); indica esperança de sucesso diante de uma ação arriscada (Coston, 108); significa explendor de nobreza (Bouillet, Dic.); simboliza também, guia seguro, aspiração a coisas superiores e ações sublimes (Guelfi, 521).
Em heráldica, as cores empregadas em brasões, distintivos, etc, são designadas genericamente de "esmaltes". Os esmaltes são classificadas em metais (ouro; prata), cores (goles = vermelho; blau = azul; sable = negro; sinople = verde; púrpura) e forros (arminhos; veiros) (Matos, 75).
É sabido que cada cor tem um significado especial, assim podemos afirmar que o ouro indica nobreza, riqueza, esplendor, glória, poder, força (Guelfi, 291); é o mais nobre esmalte (metal) do brasão: simboliza a força, a fé, a riqueza, o mando (Guelfi, 396); a justiça, clemência, generosidade, amor, pureza, saúde, alegria, prosperidade, vida longa, eternidade, poder, constância (Asencio, 60).
Por outro lado, o azul (blau), simboliza justiça, perseverança, zêlo e lealdade (Asencio, 63); representa firmeza incorruptível, glória, virtude (Guelfi, 64); o azul nos guerreiros exprime vigilância, fortaleza, constância, amor da pátria, fama, vitória (Crollalanza).

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

_________. A Bandeira e Simbolos Nacionais - Diário Oficial do Município de Santos - Série Educação Moral e Cívica - 1; PRODESAN; 1970.
Matos, Gastão de Mello de et Bandeira, Luis Sttubs Saldanha Monteiro. Heráldica. Ed Verbo. Lisboa. 1969
Moya, Salvador de. Biblioteca Genealógica Latina - Simbologia Heráldica; Suplemento da Revista Genealógica Latina. São Paulo, 1961.
http://3.bp.blogspot.com/Bandeira_Reino_Brasil_azul http://brasilidadenossa.blogspot.com.br/2010/10/bandeira-brasileira-significado.html"


 


domingo, 29 de junho de 2014

Medalha da Guarda Noturna - 1954


 
Se a Guarda Noturna tivesse sido um animal, ela teria sido um ornitorrinco.
Apesar de ter sido criada oficialmente, pelo Decreto Estadual 6330 de 12 de março de 1934, era uma autarquia fazendo um serviço típico de Estado.
A função era auxiliar a Força Pública e a Guarda Civil no policiamento noturno, porém, era fiscalizada pela Polícia Civil.
Era dirigida pelo Estado, mas, não era mantida pelos cofres públicos.
A Guarda Noturna, por não receber verba estadual, trabalhava por adesão da comunidade. As pessoas que aderiam, pagavam uma mensalidade e colocavam uma placa indicativa portões de suas casas.
      Meu amigo Ricardo Della Rosa publicou em seu blog uma imagem da placa que se punha na fachada das casas naquela época:


Mesmo com essa confusa organização essa guarda durou vinte anos, sendo extinta pela Lei 2720 de 9 de agosto de 1954.
Esta corporação é mencionada por este blog, uma vez que, após a extinção da Guarda Noturna, seus componentes foram absorvidos pela Guarda Civil.
Talvez por não ser uma corporação pública, não foi encontrado nenhum documento da medalha aqui mostrada. A medalha tem a forma do distintivo que os GN usavam:
Uma hipótese é que se trate de uma medalha comemorativa dos vinte anos de existência da GN, extinta com vinte anos e cinco meses.
      Pode-se dizer que essa foi a primeira e única tentativa (por enquanto) de privatizar a Segurança Pública.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Distintivo de Auxiliar de Enfermagem Veterinária - PMESP


          Apresento aqui outro distintivo difícil de ver, até porque são poucos os que podem ostentá-lo.
          Tanto o policiamento com cães quanto o montado exigem saúde plena dos animais e, para isso, o Regimento de Polícia Montada “9 de Julho” e o Canil da PMESP tem competentes equipes de veterinários e enfermeiros.
          De fato eles executam o trabalho de enfermeiros e de policiais, indo às ruas com os patrulheiros.
         Tive o privilégio de visitar as instalações da clínica veterinária do Regimento e constatar a competência do trabalho, o carinho e atenção com os animais.
         Agradeço ao meu amigo Cabo Mohamed do GRPAe pelo empréstimo da peça de seu acervo para tomada de imagem.

 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Distintivo de Estágio de Policiamento em Praças Desportivas - Irregular

 
Nessa época de copa do mundo de futebol, em que muita gente se foca mais do que o normal no assunto, apresento um distintivo de uma especialidade de policiamento muito conhecida: o Estágio de Policiamento em Praças Desportivas.
O Segundo Batalhão de Policiamento de Choque - 2º BPChq – é o responsável pelo policiamento em praças desportivas e grandes eventos e a instrução relativa a essas atividades é ali ministrada.

Muito estudo de estratégia e experiência de quase um século deram e dão aos componentes dessa Unidade de policiamento especializado autoridade para tratar do assunto, dando instrução aos policiais paulistas bem como de outros estados e países.

O distintivo, que eu saiba, é o único a ser usado na manga da camisa (manga esquerda) e é sempre em tecido, não havendo modelo em metal. Ó único problema dele é que é irregular. Seu uso não é autorizado.

 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Medalha do Centenário do 7º Grupamento de Bombeiros - 2000



        O 7º Grupamento de Bombeiros sediado na cidade de Campinas/SP foi criado e instalado no dia 23 de janeiro de 1900, sendo, portanto, uma as Unidades de bombeiros das mais antigas do Estado de São Paulo.
        A história da criação e instalação do que é o atual 7° Grupamento de Bombeiros, é parte integrante da própria história da então província de São Paulo e mesmo da história do Brasil do início do século XX, no tocante às atividades de Bombeiros.
        Algumas cidades brasileiras e mesmo no Estado de São Paulo, a exemplo de Santos, possuíam serviço de extinção de incêndios, o que fez com que se acelerasse a implantação dos serviços em Campinas. Até meados de 1896, se utilizavam meios improvisados para debelar os sinistros.
        O voluntariado já existia com populares, funcionários municipais e escravos, estes a mando de seus senhores. Esses voluntários se reuniam em determinado local, onde se muniam dos recursos da época, tais como barris de água montados em carretas, mangueiras de couro, baldes, latas, pequenas escadas e até mesmo uma bomba manual usada para impulsionar a água. Era a época da tração animal.
        O alarme que caracterizava o sinistro era feito através do badalar incessante dos sinos da Igreja Matriz.
 
 

 

sábado, 3 de maio de 2014

Medalha Cinquentenário do CFAP (Escola Superior de Sargentos) - 2001



      Essa medalha se refere à atual Escola Superior de Formação de Sargentos.

      Já comentei sobre distintivos da ESSgt aqui e aqui.

      Como a medalha foi criada na época da antiga nomenclatura (CFAP), mantive a original.

      Observei tantos problemas na medalha que consegui para a foto que tive que “refazer” partes dela no computador.

      A fita era do tipo “Frankenstein”, ou seja, uma série de tecidos costurados uns nos outros, dando uma aparência estranha à peça.

      O acabamento da venera também está bem ruim. O reverso dela mostra o fraco trabalho que tentaram fazer na pátina. A antiga fábrica que a fez, hoje praticamente fechada, não foi feliz na execução da peça.

      Eu também não projetaria uma medalha toda cheia de esmaltes como esta. Seria muito melhor se o brasão do antigo CFAP fosse feito num metal só, com suas formas representadas numa escultura de verdade, não aquelas feitas por computador.
      Muito esmalte é arriscado, pois, gera um efeito carregado demais.

      Uma medalha deve ser uma obra de arte para se usar no peito e, portanto, deve ser muito bem projetada e feita.

sábado, 5 de abril de 2014

Medalhão Comemorativo - Força Expedicionária Brasileira - 2º Batalhão de Choque



Se o comunismo é, por definição deles mesmos, uma ditadura, nosso país já teve que lutar contra outra ideologia igualmente insana.

Já comentei aqui a respeito da participação da Polícia Militar paulista na segunda guerra mundial, tanto no front interno como nos campos da Itália, sendo a precursora da atual Polícia do Exército.
Aqui apresento um medalhão comemorativo alusivo à data, provavelmente feito nos anos 70. O medalhão tem o símbolo do 2º Batalhão de Choque, pois, foi de lá que saíram os "Military Policemen" que atuaram contra o nazi-fascismo na europa.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Medalha Jubileu de Brilhante da Casa Militar - 2006



Esta medalha se refere aos 75 anos da criação da Casa Militar do Governo de São Paulo, evento que ocorreu em 2006.

Já comentei sobre o trabalho da Casa Militar e outra medalha feita para eles  em outra postagem. (clique aqui).
Medalha criada pelo Decreto nº 50.962, de 17 de julho de 2006.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Distintivo do Serviço Auxiliar Voluntário - SAV - 2002-2014


 

Conhecidos como Soldados PM Temporários, jovens entre 18 e 23 anos eram recrutados pelas Polícias Militares dos estados para prestar Serviço Auxiliar Voluntário (SAV) nas unidades respectivas.
A diferença deles para os Policiais Militares efetivos é que eles só realizavam trabalhos administrativos dentro dos quartéis.
Os jovens temporários aprendiam a trabalhar nas áreas necessárias à administração como logística, administração de pessoal, informática, etc.
Como Oficial da PMESP, testemunhei bons resultados tanto para a Corporação como para os próprios temporários que saem da Polícia Militar com maior preparo para continuar no mercado de trabalho.

 
Infelizmente, devido a questionamentos jurídicos relativos ao formato do serviço, o SAV terminou recentemente sua última turma e serão substituídos por funcionários civis.

 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Distintivo de Voo Comemorativo do Centenário da Aviação Policial Militar Paulista - 2013



Já comentei no blog que a aviação da Polícia Militar do Estado de São Paulo fez 100 anos em 17 de dezembro de 2013.
Exatamente neste dia, os “Águias” usaram um distintivo comemorativo criado apenas para eles.
Esse modelo de águia remete aos primeiros distintivos de voo usados antes da primeira guerra mundial.
           Cada piloto em atividade do Águia recebeu um distintivo numerado de acordo com sua antiguidade no GRPAe totalizando 106 distintivos.
A águia segura uma miniatura da medalha do centenário da aviação da Polícia Militar paulista sobre a qual discorri nesta postagem.

          Realmente ficou bem na farda:

 
 
Abaixo  uma vista das mesas postas no dia da 17 de dezembro de 2013 pouco antes da festividade:

 
Parabéns, Aguianos!!!
 
Comentei mais sobre os distintivos normais de aviação na PMESP aqui.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Medalha Mérito do Labor Financeiro - 2013


 
Ter as finanças pessoais em ordem em casa faz toda diferença para desenvolver um trabalho com tranquilidade nas ruas.
A Diretoria de Finanças cuida das finanças de todo pessoal da ativa da PMESP além de tratar das finanças da Organização como um todo.
Esta medalha premia quem trata desses assuntos, tanto da própria Corporação, como para quem com ela contribui.
A medalha tema seguinte descrição:
I - no anverso: escudo em broquel (circular) de 15mm (quinze milímetros) de diâmetro, de prata (branco), tendo ao centro em relevo 2 (duas) chaves em aspa, tendo em chefe e em ponta 1 (uma) moeda de jalne (ouro) ostentando a efígie simbólica da república, orlado de jalne (ouro) com a seguinte inscrição em caracteres versais maiúsculos "DIRETORIA DE FINANÇAS E PATRIMÔNIO" de sable (preto) em sua metade inferior, e a metade superior é coberta por 1 (uma) folha de acanto, de sinople (verde), o conjunto é sobreposto a uma cruz de 5 (cinco) braços bífidos, de 35mm (trinta e cinco milímetros) de comprimento, carregada de blau (azul) e perfilada de prata (branco), o todo está sobreposto a uma coroa de louros de jalne (ouro), de 32mm (trinta e dois milímetros) de diâmetro;
II - no verso: em campo de jalne (ouro) ao centro o Brasão de Armas da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em alto relevo, com suas cores próprias, em chefe a inscrição da sigla PMESP em caracteres versais maiúsculos, e na ponta a data "15-XII-1831";
III - a medalha pende de uma fita de gorgorão de seda chamalotada, de 60mm (sessenta milímetros) de comprimento e 35mm (trinta e cinco milímetros) de largura, listrada verticalmente do centro para as extremidades, com as seguintes cores e largura: em prata (branco), com 9mm (nove milímetros), em sinople (verde), com 1mm (um milímetro), em jalne (ouro), com 1mm (um milímetro), em blau (azul), com 4mm (quatro milímetros), em prata (branco), com 3mm (três milímetros) e em blau (azul), com 4mm (quatro milímetros).
Medalha criada pelo Decreto Estadual 59.720 de 06 de Dezembro de 2013.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Medalha Coronel PM Delfin Cerqueira Neves - 2011



A Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo é o órgão representativo dos oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo nas questões inerentes à classe policial militar, seja no âmbito da corporação, seja no âmbito externo na macropolítica nacional, não meramente um clube, como foi ao ser criado.
Os primeiros sinais da existência de nossa Associação remontam ao dia 6 de fevereiro de 1.930 quando, por publicação interna do Comando da Força Pública do Estado de São Paulo, foi criada a Liga de Esportes daquela Corporação. Naquele mesmo ano, no dia 7 de outubro a Liga passou a ter seu próprio Estatuto e sua sede estava instalada na Avenida Tiradentes n° 15-A, no bairro da Luz, na Capital do Estado.
Essa Liga inaugurou, em 17 de outubro de 1.931, o seu Centro Social, e esse fato está inserido no Boletim n° 244 do Comando da Força Pública. Este documento é, na verdade, a Certidão de nascimento da atual Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo
A Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo reúne hoje cerca de 8 mil associados, 40% deles civis.
Na Capital, a Sede Institucional, Social, Administrativa e Política, da Associação dos Oficiais, fica no bairro do Tremembé, na Invernada do Barro Branco.

        Quanto à medalha em si, novamente vemos que o fabricante ainda não conseguiu uma boa solução para a fita que nada mais é que um tecido de nylon com forte camada de tinta nas cores do decreto, o que tira muito da beleza da peça.
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 56898 de 01 de abril de 2011.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Medalha do Mérito da Inteligência - 2010


 
 
      O trabalho policial tem como uma de suas bases as informações colhidas no seio da comunidade. Para isso, um serviço eficiente de inteligência é imprescindível.

      A coleta de informações, seu processamento e avaliação vão determinar de que forma a ação policial vai se desenvolver.

      Em São Paulo, o Centro de Inteligência da Polícia Militar foi criado oficialmente em 16 de fevereiro de 1.966.

       Antes disso, contudo, o serviço já existia nos quadros do Estado Maior da Corporação.

      Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 55655 de 30 de março de 2010.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Medalha do Sesquicentenário do Corpo Musical da PMESP -2011

Quem não entende de segurança pública acha que só se combate a violência urbana com patrulheiros sisudos, distantes da comunidade.
 A Polícia Militar paulista tem muitas outras ferramentas em seu repertório que vão muito além disso.
Sabendo que a proximidade com a comunidade é vital para as atividades de policiamento ostensivo, os membros do Corpo Musical dividem seu tempo entre o patrulhamento nas ruas e o uso da música como "arma" no combate à violência, principalmente em locais carentes, aproximando o Policial Militar das pessoas, principalmente as mais jovens.
A velha máxima de conquistar corações e mentes para o bem comum é a base de suas ações.
O Corpo Musical, como Unidade mais antiga da Corporação, é também a única Unidade da PMESP que tem o privilégio de ter uma condecoração comemorando seu sesquicentenário.
Criado em 07 de abril de 1857, o Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo teve seu início histórico contando com dezessete componentes e um Sargento Mestre.
Inicialmente tinha como missão levar entretenimento às Praças aquarteladas. Ao longo dos anos, a "Banda" deixa de entreter apenas a Tropa, para integrar-se à Comunidade Paulista.
O crescimento da capital gerou grandes obras, tais como o viaduto do Chá, a Avenida Paulista e o Teatro Municipal. O Corpo Musical ali estava presente em todos esses eventos, abrilhantando os festejos de tão importantes realizações.
Atualmente, a Unidade é composta pela Banda Sinfônica, “Jazz Band”, Quinteto de Metais, Quinteto de Cordas, Coral Masculino e Seções de Banda.

O Corpo Musical vem divulgando a cultura através da música nos mais diversos setores da sociedade, abrilhantando eventos cívico-militares, realizando concertos, apresentações e homenagens a autoridades, distribuindo alegria e entusiasmo a comunidades carentes; características sui-generis, adquiridas ao longo de sua história, reforçando a filosofia de Polícia Comunitária.
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 57218 de 05 de agosto de 2011.
      Abaixo, um Policial do CMus e sua "arma", conquistando "corações e mentes" em busca da harmonia na comunidade:

    Outros dois artigos sobre os distintivos do CMus podem ser vistos aqui: o Curso de Especialização em Instrumentação Musical - CEIM e o Curso de Regência

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Medalha Centenário do 1º Grupamento de Bombeiros - 2001


O Decreto nº 46.368, de 14 de dezembro de 2001 Instituiu a Medalha comemorativa do Centenário do 1º Grupamento de Bombeiros:

“Artigo 1º - Fica instituída a Medalha comemorativa do Centenário do 1º Grupamento de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, com o objetivo de galardoar personalidades civis e militares ou instituições públicas e privadas, que tenham contribuído para o maior brilho do 1º Grupamento de Bombeiros ou, de algum modo, prestado relevantes serviços à população paulista, atuando direta ou indiretamente no desenvolvimento do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Artigo 2º- A medalha ora instituída é de prata, em formato circular, com 38mm (trinta e oito milímetros) de diâmetro, trazendo:

I - no anverso uma bóia, que representa o salvamento aquático, com 4 (quatro) amarras de um cabo retinida, tendo em abismo uma águia com as asas estendidas, que é símbolo de poder, da vitória, do império e da prosperidade, e suas garras lembram a coragem;

II - no reverso o Brasão de Armas da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e em chefe a epígrafe "PMESP" e em ponta a palavra "Corpo de Bombeiros", abaixo desta a inscrição "1º GB", e abaixo desta, ainda "1880-1980", tudo em alto relevo.

§ 1º - A medalha pende de uma fita com 35mm (trinta e cinco milímetros) de largura por 70mm (setenta milímetros) de comprimento, com 5 (cinco) listras de igual largura, com a seguinte disposição de seus metais e esmaltes: a central de ouro (amarela) ladeada por listras de blau (azul) e de goles (vermelho).

§ 2º - Acompanharão a medalha, a miniatura, a barreta, a botoeira e o respectivo diploma.”

domingo, 20 de outubro de 2013

Medalha Centenário do 3º Grupamento de Incêndio - 1997 ... Errada!


Responsável pela segurança contra incêndio e resgate na populosa região leste da capital paulista, o Terceiro Grupamento de Bombeiros tem sua origem na criação da Estação do Norte tendo sido inaugurada em 12 de Janeiro de 1895.
Medalha criada pelo Decreto Estadual nº 41789 de 16 de maio de 1997.
Para afirmar que a medalha está errada me baseio no decreto de criação que diz:
“no anverso, em campo esmaltado de vermelho, um dragão de ouro, e em orla de ouro, os dizeres "CB - CENTENÁRIO - 3º GI" e as datas "1895 e 1995.”
Ainda que posteriormente o 3º GI tenha se transformado em 3º GB, o decreto da medalha não mudou. Até que se mude o decreto acima, a medalha está errada.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Distintivos dos Cursos de Aviação da Polícia Militar Paulista

 
Neste ano de 2013 a aviação na Polícia Militar paulista completa 100 anos!
         Estudando este fascinante assunto, descobri alguma coisa em relação aos distintivos que esses profissionais usam e usaram.
         Nesta postagem vou abordar os distintivos usados a partir de 1984 até os dias de hoje. 
         Os pilotos da Polícia Militar de São Paulo são formados em escola do próprio Grupamento de Radiopatrulha Aérea “João Negrão” (Escola de Aviação: EsAv).
         Na imagem acima vemos o distintivo de piloto comandante de aeronave, que no mundo civil equivale ao de Piloto Comercial (PC)
       Esse distintivo não foi concebido aleatoriamente. Ele é inspirado no distintivo de voo dos anos 20, imortalizado nas imagens do então Tenente João Negrão, famoso por ter sido tripulante do avião JAHÚ que atravessou o oceano atlântico em 1927:

 
    O distintivo de João Negrão ainda existe, preservado pela família e atualmente em exposição no Museu de Polícia Militar de São Paulo:

        
          Ainda em 1984 foi concebido pelo hoje Coronel Luchesi um outro distintivo que não foi aprovado. Consegui esta imagem dele:

Outro distintivo trata do aviador que só pode voar como copiloto (também conhecido como 2P), tendo o equivalente ao curso de Piloto Privado (PP) no mundo civil:          

                                      

O Curso de Tripulante de Aeronave também é feito na Escola de Aviação da PMESP.
A ESAv, forma tanto o pessoal que vai trabalhar com as ocorrências de resgate quanto as ocorrências policiais.
Abaixo o seu distintivo:

Abaixo vemos o distintivo do curso de mecânico de aeronaves:


        Comento sobre um antigo distintivo de especialidade em aviação da FPSP em uma outra postagem (clique aqui).
        Abordei também sobre um distintivo de voo comemorativo dos cem anos de aviação da PMESP nesta postagem.




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Medalhão do Jubileu de Ouro da Cruz Azul de São Paulo - 1975


 
Transcrevo aqui o texto do site da Cruz Azul de São Paulo sobre os 74 anos da Cruz Azul:
   "A fundação da Cruz Azul de São Paulo é a prova mais evidente do espírito humanístico que sempre prevaleceu na família policial militar.
    Seu nascimento ocorreu após a Revolução de 1924, tendo em vista que a Força Pública necessitava dar assistência às famílias dos soldados vítimas do sangrento conflito naquele ano.
    A dedicação, pujança e idealismo de um grupo de ilustres senhoras da sociedade paulista e de oficiais tendo à frente o Cel. Pedro Dias de Campos, figura dinâmica e empreendedora, resolveram fundar, em 28 de julho de 1925, a CRUZ AZUL DE SÃO PAULO com o objetivo de proporcionar assistência permanente às famílias dos soldados de corporação. Nestes 74 anos de história, várias foram as realizações desta instituição, como o primeiro Grupo Maternal, cuja diretora foi Dona Josephina de Toledo Barros; o Instituto Infantil, dirigido por Dona Ercília Alves de Campos- o Hospital e Maternidade Santa Maria, inaugurado em 28 de julho de 1935, e sua torre de internação inaugurada em 25 de janeiro de 1976 e a nova Unidade Ambulatorial, inaugurada em 31 de março de 1997 entre outras várias conquistas.
    É importante destacar que a Cruz Azul é também a entidade mantenedora do Colégio de Polícia Militar de São Paulo, que foi fundado em 1978 com o objetivo principal de atender os órfãos e dependentes dos policiais militares, e na medida do possível, atender aos demais setores da sociedade. Em janeiro de 2000, ficará pronta a Unidade II do Colégio da PM, localizada na Zona Leste, com área construída de 7.500 metros quadrados, bem como a unidade de pré-escola, localizada na Avenida Cruzeiro do Sul, com 800 metros quadrados de área construída.
    A Cruz Azul de São Paulo hoje sintetiza os sonhos de grandes idealistas do passado, tornando-os agora uma realidade grandiosa. Cada Diretor, Superintendente, Administrador e funcionário que passou ou que ainda está na Cruz Azul deixou registrado o traço indelével de suas atividades, sempre bem orientadas. Essa obra maravilhosa orgulha São Paulo e a família policial militar."

      Abaixo uma imagem da bem cuidada sede antiga da Cruz Azul:

 
PORQUE O NOME CRUZ AZUL?

Segundo o Coronel Edilberto de Oliveira Melo, nos idos de 1924, em plena Revolução de São Paulo, o saudoso Coronel Pedro Dias de Campos instalou o seu Quartel General no Morro do Cambuci, em defesa da legalidade. Intensos combates no bairro, bombardeios violentos da artilharia inimiga, assaltos às trincheiras, a Igreja de Nossa Senhora da Glória arrasada, muitos mortos e feridos.

Estes eram levados ao Hospital de Sangue, improvisado pelo coronel Pedro Dias, próximo ao seu Quartel General. A Cruz Vermelha, no intuito de ajudar a tropa legal, subiu o Morro para providenciar os sepultamentos e também cuidar dos feridos. Logo que a Cruz Vermelha se desincumbiu da missão e se retirou apressadamente, a artilharia dos revoltosos concentrou seus fogos justamente no local onde estava o grande Comandante Coronel Pedro Dias de Campos. Homem de raciocínio rápido, observou que a Cruz Vermelha havia denunciado a posição estratégica do seu Quartel General.

Nesse instante passou à sua frente uma mulher aflita procurando o seu marido, possivelmente morto ou ferido, acompanhando-a sua filha pequena, vestida de azul. Pedro Dias de Campos não teve dúvidas! Prometeu a si mesmo e ao seu Estado Maior, inspirado no azul do vestido da menina: "Neste Morro criarei a Cruz Azul de São Paulo para educar os filhos dos nossos heróis e cuidar da saúde de nossas famílias".
Como usuário da Cruz Azul de São Paulo, posso dizer que não só tenho a segurança do bom atendimento médico para minha família, como, mais uma vez, posso me orgulhar da capacidade de organização da minha querida PMESP que, através dos seus integrantes, mantém essa organização tão bem estruturada.