quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Medalha Ao Mérito - Guarda Civil do Estado de São Paulo - 1946

 
Criada pelo Decreto-lei 16455 de 12 de dezembro de 1946, a Medalha Ao Mérito da GCSP era inicialmente uma medalha de mérito por trabalho policial junto com as Medalhas Ao Mérito da Força Policial e do Corpo de Bombeiros e durou até 31 de dezembro de 1969.

De 1946 até 1968 haviam dois graus, como as outras medalhas “ao mérito”: prata para Inspetores e bronze para guardas.

O Decreto 49.331, de 22 de fevereiro de 1968 transformou a medalha “Ao Mérito” da Guarda Civil em medalha de tempo de serviço, com três graus: Bronze para dez anos de serviço, prata para vinte anos e prata dourada para trinta anos.

As barretas também foram modificadas:
A barreta correspondente à medalha de bronze, era carregada no centro de uma folha de café, em bronze com oito milímetros de comprimento, disposta no sentido vertical.
A barreta da medalha de prata era carregada ao centro com duas folhas de café, em prata, com os pecíolos cruzados na parte inferior ambos com oito milímetros de comprimento.
 A barreta correspondente à medalha dourada era carregada ao centro com três folhas de café douradas, dispostas em leque, cada qual com oito milímetros de comprimento.

Abaixo uma medalha de dez anos de serviço.

 
Note que a suspensão da medalha teve dois tipos:

O modelo inicial era o modelo francês, com uma argola na parte superior da venera, formando um ângulo na fita em sua parte inferior; e o modelo inglês, ou seja, uma suspensão horizontal em metal, fazendo com que o inferior da fita fique reta em posição também horizontal, usado entre 1968 e 1969.
Já comentei a respeito das outras duas medalhas Ao Mérito: a da Força Policial e do Corpo de Bombeiros.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Distintivo do Curso de Controle de Disturbios Civis

 
Mesmo pessoas emocionalmente estáveis, quando inseridas num grupo grande, perdem a racionalidade e se deixam levar pela agitação do momento, situação que vez por outra culmina em violência.
Nesses casos é preciso a ação de uma tropa muito bem preparada: a Tropa de Choque.
O Curso de Controle de Distúrbios Civis, realizado no 3º Batalhão de Policia de Choque, prepara o Policial Militar para a tarefa.
Trata-se de um curso que exige bastante preparo físico e mental do participante, dada a tarefa a ser executada.
Ali o Policial vai aprender a trabalhar inserido numa tropa formada pronta para o embate e, mais do que isso, vai forjar o controle emocional a fim de suportar todo o tipo de provocação, para agir só no momento certo.
O distintivo é bastante antigo, tendo sido criado no final dos anos 50.
Usei como fundo da imagem a farda atual do Choque, com um padrão de cores chamado  “camuflado urbano” que está sendo substituído por um novo, do tipo digital.

         Agradeço ao meu amigo e colega de turma Ten Cel Camara pela colaboração nesta postagem.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Medalha Cinquentenário do 13º BPM/I - 2011


O 13º BPM/I é responsável pela segurança da região de Araraquara.

Na época do surgimento do 13º BPMI, o Brasil vivia uma época de transição marcada pelos processos históricos e políticos advindos da década de 30 e 40.

O velho Brasil exclusivamente agrário e oligárquico fora definitivamente sepultado pela industrialização, pela modernização da economia e da sociedade e pelo crescimento do poder administrativo do Estado.

A década de 50 marcou o surgimento dessa Unidade Operacional, transformando o pequeno destacamento local na 4ª Companhia Independente de Policiamento em 1950 e, em seguida, sua elevação a Batalhão de Polícia em 17 de junho de 1958.

Na data de sua criação a Unidade se denominava 1º Batalhão de Caçadores, com jurisdição abrangendo São José do Rio Preto a Araraquara, passando a ter atual denominação, já nos idos de 1961.

Desde então a Unidade não deixou mais de crescer; são mais de 50 anos de dedicação às comunidades Araraquarense e da região dentro das as tradições da milícia bandeirante.

Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 57032 de 01 de julho de 2011.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Medalha Valor e Dedicação - Polícia Feminina do Estado de São Paulo - 1967


A Polícia Feminina foi criada em 1955, tornando-se uma Corporação independente das outras forças policiais em 1959.
Sua primeira Comandante foi a Dra. Hilda Macedo.
Ainda que com missão policial, sua ação era fortemente voltada à assistência social.
Uma das exigências do início da Polícia Feminina era que suas candidatas fossem “solteiras, viúvas ou desquitadas, sem encargos de família”. Com o passar do tempo, essa exigência caiu por terra.
O nível de escolaridade exigido era ter o curso secundário completo, coisa não exigida a outros policiais naquele tempo.
Em 1968 a Polícia Feminina de São Paulo foi incorporada à Guarda Civil e, em 1970, as duas passaram a compor a Polícia Militar paulista.
Atualmente o próprio “quadro policial feminino” foi extinto e não há mais distinção funcional entre os Policiais Militares por gênero.
A medalha “VALOR E DEDICAÇÃO” era uma medalha de tempo de serviço da Polícia Feminina da época em que ela era uma corporação independente.
Também era dividida em três graus, ouro, prata e bronze para premiar 30, 20 e 10 anos de serviço. 
Fazendo as contas, verifico que só a medalha de dez anos pôde ser entregue, pois, a Polícia Feminina existiu como corporação independente por menos de dez anos e, mesmo contando desde a data da sua criação temos dezoito anos.
Caracterizando o foco daquela corporação, a medalha traz em seu anverso um grupo de cinco figuras.
A do centro é a Policial Feminina ladeada por um ancião, uma mulher e duas crianças em atitude de receber a proteção policial e, nas extremidades os dizeres “POLÍCIA FEMININA”
A barreta também tinha a particularidade de ser carregada com um losango.
Medalha criada pelo Decreto Estadual 47988 de 11 de maio de1967.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Medalha Centenário da Academia de Polícia Militar do Barro Branco - 2010


 
Rui Barbosa visitou a Força Pública de São Paulo em 1908 para conhecer a Corporação e seus progressos devido à implantação da Missão Militar Francesa, que chegou a São Paulo em 28 de março de 1906, contratada pelo então Governador do Estado Jorge Tibiriçá, com o propósito de ministrar instrução à tropa da Força Pública.
Ele escreveu sobre isso na época: - “Quando me franquearam o quartel, tive, num relance, a indicação da força que transformara os grosseiros elementos ali encontrados pelos Oficiais franceses, nesse modelo de harmonia, disciplina, vigor e capacidade militar.
           Era a escola, da qual me disse o Comandante Balagny, mostrando-me os bancos e carteiras dos alunos: “esse é meu instrumento de transformação” ”.

A história da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, APMBB, berço da formação dos Oficiais paulistas, remonta ao ano de 1910, com a implantação do Curso Literário e Científico trazido pela Missão Francesa.
Em 1940 a construção do novo aquartelamento do CIM foi iniciada na região do Barro Branco, na cidade de São Paulo sendo as obras concluídas em 1944.
            Abaixo, a entrada da "Base Aguiar" na APMBB:

 
O cadete possui uma rotina acadêmica extremamente regrada, na qual através de rígidos regulamentos internos tem sua vida disciplinada desde a alvorada até o anoitecer.
Essa rotina a qual o cadete deve seguir irá se refletir por toda a sua carreira militar, formando um Oficial disciplinado e disciplinador.
             Abaixo, vista aérea da "base aguiar", a mais antiga do Barro Branco:

 
Estudar na Academia do Barro Branco pode ser bem difícil, mas, é um privilégio que marca a todos os que por ali passaram.
Nos cem anos da Escola de Oficiais, foi instituída uma medalha a fim de reconhecer o esforço daqueles que contribuíram para tornar a Academia o que é hoje.
Medalha criada pelo Decreto Estadual 56113 de 19 de agosto de 2010.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Medalha Cinquentenário do CPD da PMESP - 2011

 
TECNOLOGIA A SERVIÇO DA SEGURANÇA
Já havia comentado que as atividades de processamento de dados na Polícia Militar do Estado de São Paulo tiveram início na década de 30, mais precisamente no ano de 1937, com a implantação da Seção de Máquinas do Serviço de Fundos da Força Pública, que tinha por função efetuar a preparação e o saque de vencimentos do pessoal da Corporação.
Em 1967 passa a uma nova fase com o início do processamento eletrônico de dados com a compra de um computador IBM, super potente para a época.
Hoje, o Centro de Processamento de Dados da PMESP tem a missão de prover os meios de tecnologia da informação tanto na área interna como externa, equipando o Policial Militar com tecnologia de ponta no combate à criminalidade.
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 57217 de 05 de agosto de 2011.
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Distintivo do Curso de Transmissões - anos 60



Recentemente tive acesso a um distintivo difícil de se ver.

Trata-se do curso de transmissões, que consta do regulamento de uniformes de 1961.

Esse curso foi o precursor do curso de comunicações de hoje.

Era dourado pra Oficiais, prateado para Sargentos e bronze para Cabos.

Aparentemente, o curso não era aberto para Soldados.

Se alguém tiver mais detalhes sobre o curso, agradeço.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Medalha da Casa Militar - 2006

 
 

A Casa Militar do Governo do Estado de São Paulo tem a competência de planejar, dirigir e executar a segurança física dos Palácios de Governo, coordenar o sistema da Defesa Civil do Estado de São Paulo, bem como coordenar a recepção de autoridades e assessorar o Governador nos assuntos relativos às Forças Armadas ou de natureza militar.

Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 50555 de 21 de fevereiro de 2006.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Medalha da FPSP Aos Tripulantes do JAHU - 1927


Medalhões de mesa, comemorativos ou em homenagem a pessoas, sempre são interessantes.
Este é um medalhão bastante significativo, pois se trata de uma homenagem da Força Pública paulista aos tripulantes do JAHU em 1927, que tinha um integrante da FP, o então Tenente João Negrão, como co-piloto.
João Ribeiro de Barros e mais três tripulantes: João Negrão como co-piloto, Newton Braga como navegador, e Vasco Cinquini como mecânico, fizeram primeira travessia aérea sem escalas do Atlântico Sul, em 1927.
Após uma saga envolvendo até sabotagens, o JAHU voou durante 12 horas ininterruptas da europa ao Brasil.
Todo o país explodiu em comemorações e acolhidas festivas aos aviadores em todas as demais etapas do percurso até à conclusão do reide na represa de Guarapiranga no então município de Santo Amaro, em São Paulo.
Este exemplar da medalha está exposto na Sociedade Numismática Brasileira.
O Coronel Edilberto de Oliveira Mello, em seu livro “asas e glórias”, comentou a respeito de uma medalha de ouro dada aos componentes do Jahu.
Imagino que essa seja uma prova de cunho.
Agradeço ao meu amigo e um dos diretores da Sociedade Numismática Brasileira em São Paulo Marcelo Augusto Tibúrcio a gentileza de ceder as imagens da medalha.
Existiram inúmeras outras medalhas e prêmios dados aos tripulantes do JAHU, que serão objeto de outras postagens.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Medalha Cinquentenário do 12º BPM/M - 2011


 

Sediado em frente ao Aeroporto de Congonhas, com bela arquitetura contemporânea, o 12º BPM/M é o responsável por uma parte importante da zona sul da cidade de São Paulo, abrangendo as áreas de Moema, Brooklin, Campo Belo e adjacências.

A OPM, criada em 31 de janeiro de 1957, acompanha o crescimento vertiginoso da região sob sua responsabilidade com intenso comércio e pontos vitais do funcionamento da cidade e do Estado.

Trabalhar ali é viver numa das partes mais vibrantes de São Paulo, com grande movimento diurno e noturno e, ao mesmo tempo, participar do desenvolvimento de uma parte mais nova da cidade.

A medalha traz, como imagem central, um braço com armadura empunhando a bandeira do Estado de São Paulo, imagem que também está presente no símbolo do Batalhão.

Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 56716 de 02 de fevereiro de 2011.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Medalha Cinquentenário do CSM/MM - 2011



O Centro de Suprimento e Manutenção de Material de Motomecanização foi inaugurado em 1948 com a denominação inicial de ST (Serviço de Transporte) era ligado ao Quartel General, e tinha por finalidade o transporte de tropa e o transporte pesado.
A frota era composta de Jeep Willys que eram denominados carros de turismo e por caminhões Chevrolet e guincho Fargo, todos fabricados em 1946, num total de aproximadamente 200 veículos.
Na década de 60, passou a denominar-se Serviço de Transporte e Manutenção.
O Centro de Suprimento e Manutenção de Materiais de Motomecanização (CSM/MM) tem a incumbência de manter as viaturas da PMESP rodando e em boas condições.
Ainda em 1966 foi adquirida a 1ª frota de veículos VW Sedan, com motores de 1200 cilindradas que foram pintados de preto e branco e eram empregados juntamente com os Jeeps nos serviços de Rádio Patrulhamento.
Como se pode perceber, a tarefa é imensa, dadas as proporções da PM paulista com suas viaturas rodando por todo o Estado de São Paulo.
Nos últimos anos, a atividade foi sendo descentralizada e o CSM/MM é o órgão responsável pela aquisição, distribuição e gerenciamento das milhares de Viaturas em serviço.
A medalha é destinada a galardoar aqueles que tenham contribuído com o CSM/MM da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no serviço de manutenção e prestação de apoio logístico em transporte para toda a Corporação e à população paulista.
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 56.826, DE 11 de março de 2011.
Abaixo se vê o símbolo do STM usado pelos seus integrantes na gola do antigo 4º uniforme na década de 1960:

sábado, 17 de novembro de 2012

Distintivos de Tecnologia da Informação na PMESP

A atividade de processamento de dados na PMESP teve início em 1937!
Trinta anos depois, em 1967 foi iniciado o  processamento eletrônico na Corporação com a aquisição de um computador super potente para a época.
No final dos anos 80 a Polícia Militar paulista aumentou sensivelmente seus trabalhos usando a informática, já antevendo a revolução digital que se avizinhava.
O distintivo acima mostra o primeiro modelo referente ao curso de analista de sistemas, desenhado pelo então Tenente Rogério Paixão.
Observe as fitas magnéticas de armazenamento de informação típicas da época, em cada lado do escudo.
      Segundo meu amigo e colega de turma, o Tenente-Coronel Robson Bianchi, o curso referente ao primeiro distintivo era dirigido pela APMBB, coordenado pelo CPD e executado pela FATEC, assim sendo, dava direito a um certificado de especialização pela PMESP e outro de extensão universitária pela FATEC. O ingresso demandava uma semana de testes e era muito concorrido.
Com o tempo, a tecnologia foi sendo aprimorada e o curso adaptado aos novos tempos. Abaixo temos um modelo do início dos anos 90, de um novo curso: analista de  microinformática, já apresentando os primeiros modelos de disquete:

Pouco depois, acompanhando a evolução da Tecnologia da Informação, surgiram os cursos de Organização e Método, assunto que aborda a ordem e agrupamento das atividades da Instituição, muito mais do que manusear o computador em si.
O modelo acima e o seguinte foram desenhados pelo então Tenente Bianchi:

Mais tempo se passou e a Diretoria de Sistemas da PMESP aperfeiçoou o curso, modificando inclusive seu nome e, consequentemente o distintivo. O curso passa a se denominar Organização Sistemas e Método:

Agradeço aos Coronéis  Rogério Paixão e Robson Bianchi pelas informações preciosas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Medalha Constitucionalista - 1989 - Errada!

É incrível como as pessoas não leem a norma que cria uma medalha na hora de executar o trabalho.
             Esta medalha é mais um exemplo disso.
O Dr. Laudo Escobar alertou para o "jogo dos erros" desta medalha em relação ao decreto:
1. O Anverso e reverso estão invertidos.
2. A fita está completamente errada. As listras deveriam ser todas da mesma largura além de o correto ser sete listras pretas.
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 29896 de 10 de maio de 1989.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Distintivo do Curso de Recusos Humanos


Para que o Policial Militar desempenhe seu trabalho com serenidade, é necessário, entre outras coisas, que sua vida profissional na esfera administrativa seja bem gerida.
Isso não depende só dele
A Instituição Militar paulista cuida de administrar a vida profissional de cada um de seus  integrantes com gente competente, dentro da lei e, ao mesmo tempo zelando pelo bem estar do profissional, de seus dependentes e mesmo das pensionistas.
Trabalho complexo que exige gente que entenda de recursos humanos, mas, também que saiba das peculiaridades da vida Policial Militar.
Esse distintivo mostra que o Miliciano que o ostenta está preparado para esse trabalho.
As setas ao redor do papiro e da pena representam as onze rotinas que o Sistema de Recursos Humanos tem que seguir todos os meses a fim de gerenciar a vida administrativa do Policial Militar.



sábado, 3 de novembro de 2012

Medalha Centenário do 2º BPM/M - Coronel Herculano de Carvalho e Silva - 1991


O TRADICIONAL “2 DE OURO”
O ano era 1891. Enquanto o regime republicano brasileiro dava seus primeiros passos foi criado o 2º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano “Coronel Herculano de Carvalho e Silva” inicialmente chamado 2° Corpo Militar de Polícia. 
A criação da Unidade era parte de um plano para reestruturar e ampliar a Força Pública de São Paulo.
Em 1891 a Corporação recebe a denominação de Força Pública e, para favorecer a gestão, foi dividida em Unidades. Uma delas era o 2.º Corpo Militar de Polícia (hoje 2.º BPM/M).
Consequentemente, é esse Batalhão a mais antiga Unidade de Polícia territorial da Polícia Militar.
O termo “2 de ouro” foi cunhado devido a sua atuação na revolução federalista.
Iniciada em 1893, gaúchos pró e contra o governo republicano recém instituído, iniciaram uma guerra civil.
O 2º Batalhão da Força Pública Paulista foi acionado encontrando as forças rebeldes em 1892 no Paraná, fazendo com que os rebelados fugissem, debandando desordenadamente.
A imprensa paranaense, elogiando o trabalho de pacificação do Batalhão foi quem primeiro usou o termo “2 de ouro” para se referir ao 2º Btl, e assim permaneceu até os dias de hoje.
O 2º BPM/M leva o nome do Coronel Herculano de Carvalho e Silva em homenagem ao Comandante das Forças Constitucionalistas de 1932 que, substituindo o General Julio Marcondes Salgado, teve a difícil tarefa de assinar o armistício com as forças federais ao final do conflito.
Medalha criada pelo Decreto Estadual 33.926 de 14 de outubro de 1991.
Quanto à medalha em si, há uma curiosidade: Por muitos anos, não sei dizer se desde a primeira cunhagem, foi concedida uma medalha com venera e fita erradas, sobre a qual comentei nesta postagem.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Distintivo da PRÓ-PM


      Em outra ocasião eu havia comentado a respeito da capacidade de organização dos componentes da Instituição Militar Paulista.
      O símbolo mostrado nesta postagem é mais uma mostra dessa capacidade face a situações de ameaça à Instituição.
      A nossa Polícia Militar possui um sistema complexo para manter a saúde física e mental de seus integrantes.
      Ocorre que em passado recente, mais de uma vez, esse sistema foi alvo de deliberada tentativa de fragilização. Essa fragilizaçao era só parte do plano.
      Isso aliado à burocracia de se obter equipamentos de saúde via Estado e União (SUS) estavam pondo em sério risco o sistema de saúde da PMESP e, consequentemente, a saúde de cada Policial Militar para combater a criminalidade.
      Mais uma vez, como em outras ocasiões de sua história, os Policiais Militares se mobilizaram e criaram a Pró-PM – ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE PRÓ-SAÚDE POLICIAL MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO.
      Através dessa associação, os Policiais Militares individualmente e voluntariamente contribuem com pequena quantia que, somada, vai gerar recursos para aquisição de equipamentos que são depois doados ao Hospital ou ao Centro Odontológico da PMESP.
      Isso no final das contas faz enorme diferença.
      O PRÓ-PM também possui um corpo de voluntários que colaboram no dia-a-dia do Centro Médico na zona norte de São Paulo. Esse distintivo é de um deles.
      Ela é uma associação de caráter privado, mas, não é mais uma entidade representativa nem um plano de saúde, buscando exclusivamente soluções para a saúde dos Policiais Militares.
      Há pouco tempo precisei dos serviços do Sistema de Saúde e, como contribuinte do PRÓ-PM, fiquei muito contente em ver alguns equipamentos que ajudamos a comprar

     
      Acima uma das salas de cirurgia do Centro Médico da PMESP e a última aquisição via PRÓ-PM: aparelho para cirurgia de catarata.
      Viva a PRÓ-PM!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Medalha Mérito de Justiça e Disciplina - 2011


O sistema de Justiça e Disciplina na PMESP não se resume à Corregedoria da Polícia Militar.

Todas as Unidades da Corporação têm suas Seções de Justiça e Disciplina trabalhando em consonância com a CORREGPM na apuração das transgressões tanto disciplinares quanto criminais militares.

A Medalha Mérito de Justiça e Disciplina visa premiar os Policias Militares que trabalham nessa área, não apenas os componentes da Corregedoria da Polícia Militar.

Na medalha, as garruchas cruzadas no centro tem a destra uma coluna com a inscrição, em caracteres versais “JUSTIÇA” e à sinistra outra coluna com a inscrição “DISCIPLINA”.
     As estrelas na fita também representam esses dois valores.
     Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 56739 de 07 de fevereiro de 2011.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Distintivo do Curso de Armamento e Tiro


O distintivo acima se refere a um curso que habilitava o aluno no manuseio de diversos tipos de armamentos diferentes.
A ideia era ter em cada Batalhão um componente eclético em diversas armas e explosivos, bem além do padrão usado pela Corporação.
Com o tempo se verificou que era mais prático existir uma Unidade ou Subunidade especializada nesses assuntos como é o GATE (GRUPO DE AÇÕES TÁTICAS ESPECIAIS) de hoje.
Por esse motivo o curso acabou sendo extinto, mas, eventualmente se pode encontrar Policiais Militares com o distintivo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Cruz de Serviços Relevantes - Guarda Civil do Estado de São Paulo - 1967


Das condecorações dadas aos milicianos paulistas por participação na  segunda guerra mundial, essa é a única de nível estadual.
Ela foi dada, principalmente, mas não exclusivamente, aos Guardas Civis do Estado de São Paulo que participaram da segunda guerra mundial nos campos da Itália.
Receberam essa medalha aqueles que trabalharam como Military Policemen, ou seja, executaram o serviço de Polícia do Exército na Força Expedicionária Brasileira – FEB na Itália, ou serviram na infantaria nos pelotões de fuzileiros.
Por ser um número pequeno de medalhas (menos de 80) a “CRUZ DE SERVIÇOS RELEVANTES” tornou-se uma condecoração difícil de se ver "ao vivo" nos dias de hoje.
Conforme dito anteriormente, ela não era exclusiva para os veteranos da FEB, mas, tendo sido criada em junho de 1967 ela só pôde ser outorgada a poucas outras pessoas, uma vez que a Guarda Civil foi fundida com a Força Pública pouco mais de dois anos depois e essa medalha acabou sendo extinta.
Medalha criada pelo Decreto Estadual nº 48109 de 12 de junho de 1967.
Comentei mais sobre a participação de Policiais Militares paulistas na segunda guerra mundial aqui.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Distintivo do Curso de Operações Especiais


A “faca na caveira”, conhecida nacionalmente por um filme policial brasileiro, é mais antiga do que se pensa, como veremos a seguir.
O Comando de Operações Especiais:

Ainda que a PMESP seja prioritariamente uma Instituição voltada para a polícia Comunitária, há uma parcela da tropa voltada para ações especiais que diferem desse tipo de serviço.
O Comando de Operações Especiais (COE), é uma dessas tropas e, para servir ali se exige um preparo diferenciado.
Em 1970, aconteceram no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, ações típicas de guerrilha, visando a implantação do regime comunista no Brasil.
Nestas ações a Polícia Militar do Estado de São Paulo, perdeu tragicamente o Aspirante a Oficial PM ALBERTO MENDES JÚNIOR em 13 de março de 1970.
 Nesta época foram convocados todos os Policiais Militares que possuíam o curso de paraquedismo ou ex integrantes das fileiras da então Brigada Aeroterrestre do Exército Brasileiro, apresentando-se 103 voluntários e após inúmeros testes psicotécnicos e de aptidão física, foram aprovados apenas 33 (trinta e três) voluntários surgindo então o Pelotão de Operações Especiais (POE).
No dia 11 de Janeiro de 1971, todo o efetivo foi transferido na condição de adido para o 1º BPChq - TOBIAS DE AGUIAR”, onde permaneceu como Pelotão ate  o dia 19 de marco de 1971, quando passou a se chamar COE (Companhia de Operações Especiais),
Passou a denominar-se “COMANDOS E OPERAÇÕES ESPECIAIS”, após analise do emprego do COE na Operação de Anti-Sequestro do Avião Electra II, da VARIG em 1972, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, sendo considerada uma ação de “COMANDOS”.
O COE é hoje a 1ª Companhia do 4º Batalhão de Policiamento de Choque.
Acima o distintivo do curso para uso na farda de serviço que é camuflada.

 Sobre o Curso de Operações Especiais:

Com duração de 06 semanas, o Curso de Operações Especiais (COEsp-SP) desenvolvido pelo COE (Comandos e Operações Especiais) tem por objetivo preparar o homem para as atividades de Comandos e Operações Especiais, quer em ambiente urbano ou de matas, englobando atuações por terra, água ou ar, além do desenvolvimento junto ao aluno, dos atributos de resistência á fadiga física e psicológica, autocontrole, liderança no comando de grupo e frações em operações, assim como da capacidade de planejamento após esforços físicos prolongados, onde os alunos são treinados para não depender exclusivamente - e em quase nada- da tecnologia para o combate.

O curso se desenvolve de maneira ininterrupta com instruções diuturnas durante os sete dias da semana.
Vale destacar que a media de concludentes do Curso é de cerca de 40% dos que iniciam, sendo que a maioria maciça dos outros 60% desiste de maneira voluntária. O primeiro do Curso de Operações Esp eciais foi levado a efeito em 1971.

 
      Acima uma imagem do sequestro do avião Electra II em 1972.
      A ação na ocorrência deu o nome COMANDOS ao atual COE.
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Medalha Centenário do 5º BPM/I - General Julio Marcondes Salgado - 2009

A cidade de Taubaté e região, pelas suas características, têm muito do que do que se orgulhar.
Um dos motivos de orgulho é abrigar o mais que centenário Quinto Batalhão de Policia Militar do Interior - General Júlio Marcondes Salgado.
Criado em Dezembro de 1896, esta unidade vem, acompanhando passo a passo a evolução de São Paulo. Seu primeiro comandante foi o Tenente Coronel ARTHUR DA GRAÇA MARTINS.        
Abaixo uma vista aérea da bonita sede da Unidade onde está desde os anos 20 do século passado:
 
Sua participação mais dramática na nossa história seria na Revolução Constitucionalista de 1932, com o sacrifício das vidas de vários dos seus integrantes, inclusive a de seu ex-comandante, o GENERAL JÚLIO MARCONDES SALGADO, que hoje empresta seu nome à Unidade.
O 5º BPM/I é considerado “Unidade Mãe” das Organizações Policiais Militares sediadas no Vale do Paraíba, as quais se desmembraram visando uma maior eficácia operacional.    Além de desenvolver atividades próprias de policiamento preventivo em diversas cidades, tem também a incumbência de cuidar da segurança externa de um Complexo Penitenciário existente na Região.    
Medalha criada pelo Decreto Estadual 54100 de 12 de março de 2009.