terça-feira, 31 de julho de 2012

Distintivo do Curso de Polícia Judiciária Militar


Cabe aqui fazer uma distinção entre Polícia Judiciária e Polícia Administrativa.
A Polícia Administrativa é preventiva, pois atua no sentido de evitar o ilícito. A Polícia Judiciária é repressiva, pois atua após a ocorrência de um ilícito penal, funcionando como auxiliar do Poder Judiciário.
A PMESP, mesmo sendo Polícia Administrativa, também tem sua  Polícia Judiciária, que é exercida pelas Autoridades Policiais Militares e se chama “Polícia Judiciária Militar” (PJM), pois é voltada para o ilícito cometido por militares estaduais. A PJM,  faz a repressão ao crime militar, atuando no sentido de investigar um fato ocorrido, procurando descobrir a sua natureza (ilícito penal militar, ilícito penal comum, ilícito civil ou ilícito administrativo).
Tema complexo, o distintivo mostra que o Policial Militar está preparado para atuar na elaboração de feitos de Polícia Judiciária em sua área de atuação.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Medalha Lealdade e Constância - 1939-1953


A medalha “LEALDADE E CONSTÂNCIA” substituiu a “MEDALHA DO MÉRITO MILITAR”, mas, tinha o mesmo objetivo que a primeira: premiar o trabalho em função do tempo de serviço do miliciano.
Para entender a mudança, é preciso lembrar que esse período coincide com o “Estado Novo” de Getúlio Vargas que alterou desde a designação da Instituição – de Força Pública para Força Policial – como sua forma de atuação, passando por outros detalhes, como a própria medalha de tempo de serviço.
Na época se usou como pretexto para a mudança o argumento de que o termo “medalha do mérito militar” poderia se confundir com a “ordem do mérito militar” (mesmo a Ordem do Mérito Militar tendo sido criada bem depois).
Uma curiosidade é que a imagem do fuzil e a espada aparecem de maneira invertida em relação à descrição contida no decreto.
O tempo de serviço também foi alterado nessa época para dez anos para o grau bronze, vinte anos para o grau prata e trinta anos para o grau ouro.
Abaixo, um objeto mais raro que a própria medalha: sua caixa:
O Decreto Estadual n° 10415, de 11/08/1939 oficializou o uso da medalha LEALDADE E CONSTÂNCIA.
Este exemplar foi obtido, novamente com meu amigo e colecionador Alfredo Duarte dos Santos.
A medalha anterior, a Mérito Militar pode ser vista clicando aqui.
A medalha posterior, a “VALOR MILITAR” pode ser vista aqui

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Distintivo do Curso de Bombeiros Para Sargentos - Força Pública de São Paulo - Anos 1960 até 1970


No início dos anos 90, ganhei algumas relíquias do meu amigo, o então Tenente Ferreira, que estava para passar para a reserva após brilhante carreira no Corpo de Bombeiros, mais precisamente no então 1º Grupamento de Busca e Salvamento - 1º GBS.
Uma das coisas que recebi dele foi seu distintivo do Curso de Bombeiros para Sargentos.
Note que ele é quase idêntico ao do Curso de Bombeiros para Oficiais, com exceção do metal, este prateado e o capacete ao centro, que é preto ao invés do capacete branco de Oficiais.
Nos anos 60 os milicianos tinham o habito de colocar uma chapa plástica preta atrás dos seus brevês que eram ligeiramente maiores do que a peça em metal e acompanhava sua silhueta. Não se porque faziam isso.
Acima uma camiseta do famoso Salvamento, criado pelo então Capitão Caldas, um dos heróis do incêndio do edifício Joelma, em 1974.
Nos dias de hoje, os Grupamentos de salvamento não existem mais como Unidades independentes, bem como os Grupamentos de Incêndio.
Elas foram fundidas no início dos anos 2000 formando os Grupamentos de Bombeiro.
O distintivo do Curso de Bombeiros para Oficiais atual pode ser visto clicando aqui.

domingo, 15 de julho de 2012

Medalha Mérito Militar - 1920


          Ao contrário do que se imagina, a medalha "Valor Militar" de hoje não foi uma novidade na Polícia Militar paulista.
          A "Medalha do Mérito Militar" foi a primeira medalha para premiar o mérito associado ao tempo de serviço como reconhecimento de bons serviços prestados pelos oficiais e praças da Força Pública paulista, variando seus graus de acordo com o número de anos trabalhados.
O tempo de serviço para habilitar o Oficial ou Praça para pleitear a medalha era diferente do que é hoje: mais de 30 anos para grau ouro, mais de 25 para grau prata e mais de 20 para grau bronze.
A medalha pendia por uma fita de seda com onze listas, sendo seis pretas e cinco brancas.
Todas tinham um passador no metal correspondente à venera ornado de dois ramos de louro gravados.
O Decreto não mencionava assessório como barreta, miniatura ou roseta, contudo há imagens de época com milicianos usando barreta em tecido igual à da fita.
O processo para concessão da medalha era parecido com o que existe hoje, só que de modo mais simplificado.
Naquela época os documentos (fés de ofício ou certidões de assentamentos) eram remetidos ao Comandante Geral da Força Pública que elaborava um processo com as informações e remetia ao Secretário de Justiça e Segurança Pública que era quem decidia se o Oficial ou Praça estava apto a receber a medalha, que era concedida pelo então Presidente do Estado.
Já naquela época, o uso da medalha de grau superior excluia o uso da inferior que devia ser restituída.
Ela durou até 1939 quando foi substituída pela medalha "Lealdade e Constância" que veremos adiante.
A medalha foi criada pelo Decreto Estadual nº 3196-A de 21 de abril de 1920.
O Decreto diz que no reverso deveria estar a data de criação da medalha “21 de abril de 1920” junto com o temo “MÉRITO MILITAR”, mas, das medalhas às quais tive acesso, nenhuma tinha tal inscrição, o que deixa dúvida quanto a se a medalha foi um dia cunhada com esses dizeres.  Provavelmente não houve nenhuma cunhagem assim.
O exemplar que obtive para a imagem, assim como algumas outras do blog, pertence ao acervo do meu amigo Alfredo Duarte dos Santos, sendo que apenas a barreta foi criada virtualmente para efeito de documentação.
O leitor pode achar que a fita está demasiadamente puída, mas, tente guardar um pedaço de tecido por 90 anos...
   Na imagem acima, o General Miguel Costa em 1931, usando sua medalha Mérito Militar.
Nessa foto o General parece estar usando a medalha com o reverso para frente!
   Foto extraída do livro "A Força Pública de São Paulo. Esboço histórico 1831-1931", também conhecido como "livro do centenário".
O Dr. Lauro Ribeiro Escobar, membro do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, lembrou que a "mérito militar" teve como autor o então Tenente Natanael Prado, o mesmo que faleceu em circuntâncias trágicas na explosão de uma bomba no quartel da Luz.
Natanael pesquisou e apresentou o projeto que é idêntico, no anverso, ao da medalha de honra e valor da expedição de Canudos, que será objeto de futura postagem.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Distintivo do Curso de Força Tática - Atual


A Polícia Militar paulista adotou a filosofia de polícia comunitária, na qual as ações são sempre pautadas pela estreita ligação com as pessoas.
Há momentos, contudo, em que é exigido que a polícia tome ações mais enérgicas, usando efetivo maior, até participando em ações contra tumultos.
Para isso existe a Força Tática sempre preparada para esse tipo de ação.
Esse distintivo mostra que o PM que o usa tem esse preparo após terminar o Curso de Força Tática.

    A exemplo do distintivo do curso de trânsito, existe esta versão atual, mas, também há uma versão antiga. A mudança do modelo para diferentes épocas deste mesmo curso tem razão simbólica. Serviu para tornar clara a mudança de doutrina no uso dessa tropa que teve mudança significativa, atuando como complemento do policiamento comunitário

Na época em que esse distintivo foi lançado, no início dos anos 2000, ele ganhou o apelido de “picachu”, personagem de um desenho animado lançado na época, que lançava raios formando uma imagem como a do distintivo.

sábado, 7 de julho de 2012

Medalha Governador Pedro de Toledo - 1972


Em 1972, nos quarenta anos da Revolução Constitucionalista, a Sociedade Veteranos de 32 – MMDC lançou mais uma medalha, oficializada pelo Governo Estadual.
A medalha lembra Pedro de Toledo, Governador do Estado de São Paulo em 1932, no período da Revolução Constitucionalista.
Mais uma vez a medalha não se destina só a combatentes do movimento.
Ela tem por objetivo homenagear personalidades civis e militares, nacionais e estrangeiras por seus méritos e serviços de excepcional relevância prestados ao culto da Epopeia Cívica de 9 de Julho de 1932 e a São Paulo.
        Os veteranos usavam um passador na fita como na imagem abaixo:
A Medalha é de Bronze, de formato circular, com 37 milímetros de diâmetro, trazendo no anverso, no campo, a efígie de Pedro de Toledo, Governador de todos os paulistas em 1932, de perfil à direita e na orla os dizeres «Governador Pedro de Toledo - 1932-1972»: no reverso, no campo, traz em relevo o Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932 e na orla os dizeres «Viveram pouco para morrer Bem - Morreram jovens para viver sempre». A peça pende de fita, com 37 milímetros de largura branca com duplo filete, preto, branco e vermelho a 4 milímetros da orla.
O exemplar que obtive é da antiga ESMALTARTE, e tem leves problemas no acabamento na borda da venera, pois, não está com as rebarbas bem retiradas.
O suporte também está ruim visto de perto e a solda que a liga à venera está muito aparente.
Medalha oficializada pelo decreto Nº 814, de 26 de dezembro de 1972.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Distintivos CIDT - Revolução Constitucionalista de 32


Na semana que antecede as festividades de 9 de julho, 80 anos da Revolução Constitucionalista, vou apresentar um pequeno conjunto de distintivos daquela época.

Eu jamais saberia que esse distintivo tinha sido feito se não tivesse sido apresentado a ele.
Trata-se de um distintivo especial referente à Revolução de 32.
Ele era de um componente da “Commissão Inspectora das Delegacias Technicas” – CIDT
Essa comissão era encarregada de dar assessoria na áreas  técnicas, principalmente de engenharia, criando e produzindo materiais que seriam usados no front.
Graças a esse pessoal, com apoio do Instituto de Engenharia e da Escola Politécnica, muitos materiais puderam ser fabricados em São Paulo e se evitou trazer de fora dado o bloqueio imposto pela ditadura  de Getúlio Vargas.
Um dos distintivos era para se usar na gandola e o outro, em tecido, era um distintivo de quepe.

Durante a Revolução de 32, vários distintivos diferentes foram feitos, tanto para os setores da linha frente como da retaguarda.
Com a morte do antigo proprietário, esse material quase foi jogado fora.
É necessário mais cuidado com nossa história!

domingo, 1 de julho de 2012

Medalha da Constituição - 1962

Trinta anos depois da revolução, o governo paulista, através da Assembleia Legislativa, oficializou as primeiras medalhas oficiais condecorando os combatentes constitucionalistas de 32, por proposta da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC.
 A medalha premiava quem tivesse participado do Movimento Constitucionalista, na condição de militar ou civil, tendo sido criada pouco mais de um mês depois da medalha MMDC.
Escoteiros, enfermeiros, ou quem tivesse trabalhado nos serviços de assistência, tanto na linha de frente como na retaguarda, também podia recebê-la.
A frase “pola lei e pola grei” é português arcaico, significando “pela lei e pelo povo”.
Passados vários anos, a outorga dessa medalha foi estendida a não combatentes o que tirou o sentido da existência desta medalha que já tinha sua irmã, a medalha MMDC, vinha cumprindo esse papel.
Medalha oficializada pela Resolução da Assembleia Legislativa de São Paulo 330 DE 25 de junho de 1962, modificada pelo Decreto 29.896, de 10 de maio de 1989.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Símbolo de Polícia Militar: As Pistolas Cruzadas.

Hoje em dia, quem vê a imagem de duas pistolas cruzadas nas golas dos Policiais Militares brasileiros não faz idéia de sua origem.
Todo o Policial Militar paulista, logo que entra na Instituição, entre tantos termos e coisas novas, é apresentado a um símbolo cujo nome soa um tanto estranho no início: são conhecidas como “as bucaneiras da gola”. Há quem o chame de “os bucaneiros da gola” ou simplesmente “os bucaneiros”.
Trata-se de uma insígnia que vai se tornar muito familiar com o passar do tempo. São as duas pistolas antigas, símbolo adotado no Brasil para designar Polícia Militar, seja como parte das Forças Armadas, seja como Força Militar Estadual.
Fiquei curioso e procurei saber o porquê desse termo.


A arma:
         As pistolas que aparecem no símbolo não são pistolas quaisquer. Elas tem nome e sobrenome.
As Harpers Ferry Modelo 1806, calibre .54, de pederneira, fabricadas no Arsenal do Exército dos EUA foram um avanço em termos de tecnologia.
As diversas partes desse modelo de arma eram padronizadas e, portanto, intercambiáveis, agilizando sua manutenção.
Foi a arma de porte padrão do Exército dos EUA por muitos anos.



Os primeiros a adotar as pistolas cruzadas como insígnia de Polícia Militar foram os Estados Unidos da América em 1923.
De fato, ela foi a quarta variação de símbolo para a Military Police.
O desenho inicial consistia de dois cassetetes cruzados uma vez que era a arma básica dos MP (Military Police), porém, era freqüentemente confundido com os canhões cruzados da arma de artilharia.
A proposta seguinte eram as maças cruzadas, os cassetetes da era medieval, porém, reclamava-se que eles eram parecidos com amassadores de batatas.  Um novo símbolo teve que ser criado.
A terceira proposta eram as pistolas automáticas Colt .45 M1911, cruzadas, mas, novamente, a confusão com outra imagem, dessa vez a aparência de esquadros de carpintaria cruzados, determinaram  um novo desenho.
Afinal, concordou-se com  o desenho das pistolas Harpers Ferry e elas foram adotadas.
A ordem foi assinada pelo Chefe do Estado Maior à época, o General John J. Pershing em 1923, tornando-se o símbolo Oficial de Polícia Militar dos EUA.
Como veremos a seguir, o termo “pistolas bucaneiras” não é correto, uma vez que o modelo de pistola usado, surgiu décadas após a atuação dos bucaneiros na independência norte-americana.


O símbolo no Brasil:
Devido ao fato de ser um símbolo criado nos Estados Unidos da América, há quem se queixe que ele não tenha correlação conosco para ser adotado como símbolo para Polícia Militar em nosso país.
A história, contudo, demonstra que os brasileiros tem muita afinidade com aquele símbolo.
Em 1942, Quando o Brasil declarou guerra ao eixo e decidiu mandar tropas para a Itália, sentiu-se a necessidade da criação de um Corpo de Polícia a fim de manter a ordem das tropas, fazer a escolta e a guarda de prisioneiros e o serviço de polícia nas áreas ocupadas.
Como levaria muito tempo para se criar uma força assim, o General Mascarenhas de Morais, que havia servido em São Paulo, teve a idéia de convocar um contingente de policiais paulistas e incorporá-los à Força Expedicionária Brasileira – FEB.
Foi então que 78 Military Policemen, brasileiros paulistas, foram para a segunda guerra mundial, sendo o primeiro núcleo do que viria a ser mais tarde a atual Polícia do Exército brasileiro.
Nossas forças na Itália, contudo, careciam de equipamento e táticas mais adequadas para enfrentar o inimigo nas condições diferentes do que se havia encontrado até aquele momento em termos de confronto bélico.
Os Estados Unidos da América, então, forneceram seu armamento, equipamento e treinamento.
A fim de serem identificados como um exército aliado, o uniforme e insígnias eram os mesmos dos americanos, razão pela qual a Polícia Militar passou a usar o símbolo das pistolas cruzadas mantendo-o na volta.
O Coronel PM Telhada, em seu esplendido livro “a Polícia de São Paulo nos Campos da Itália” descreve essa história em detalhes.
A primeira aparição do símbolo no Brasil foi num boletim do Exército, no qual é dito que ele deve ser idêntico ao dos EUA, exceto pelo fato de serem costurados com linha cinza e não amarela como os americanos:
Heráldica:
Quando duas figuras alongadas se cruzam em forma de uma aspa (formando um "X"), como espadas, lanças, ramos de plantas, etc. se diz que elas estão "passadas em aspa" ou sautor.
Pelo regulamento de Uniformes da PMESP, manteve-se a tradição de se usar o símbolo da mesma forma que se usava na segunda guerra mundial: a pistola da esquerda estando sobre a da direita.
Deve-se observar que, em heráldica, a esquerda e a direita são definidos como se a pessoa estivesse usando o símbolo no peito, o que significa que é o inverso de quem olha para a imagem.

A lenda sobre o símbolo que se mostrou errada:
Os bucaneiros teriam sido recrutados pelos EUA, para sua guerra de independência contra a  Inglaterra.
O acordo rezava que ao término da guerra, os crimes cometidos por eles seriam perdoados.
Para serem reconhecidos, eles usavam uma bandeira com duas pistolas cruzadas.
Bucaneiro é outro nome dado aos piratas da região das Antilhas.
O termo bucaneiro vem de buccaneer, que, por sua vez, é derivado de bucan na língua indígena Arawak da América do norte. É um sistema para se defumar carne, muito utilizado pelos piratas daquela região. Quem fazia o bucan era, portanto, bucaneiro ou boucainier, apelido dado pelos franceses.
Ora, se os bucaneiros só existiram até o início do Séc XVIII e as pistolas Harpers Ferry começaram a ser produzidas no Séc. XIX, é impossível que elas tenham qualquer relação com os bucaneiros e, portanto, o termo “pistolas bucaneiras” não passa de uma de tantas lendas que surgem não se sabe de onde.

domingo, 24 de junho de 2012

Medalha Ao Mérito - Corpo de Bombeiros - 1946


Há alguns dias comentei sobre a criação das medalhas “AO MÉRITO”.
Esse é o modelo feito para o Corpo de Bombeiros.
No anverso temos a imagem de uma fênix renascente das cinzas, trazendo nas garras o brasão da cidade de São Paulo, circundado pelos dizeres SACRIFÍCIO –DEDICAÇÃO – MÉRITO.
No reverso, o archote flamejante entre duas achas cruzadas e atadas, circundado pelos dizeres CORPO DE BOMBEIROS DE SÃO PAULO. 
Era em bronze para Praças e prata para Oficiais.
Assim como a “AO MERITO” da Força Policial, durou pouco mais de um ano.
Criada pelo Decreto-Lei 16453, de 12 de dezembro de 1946, foi extinta pela Lei 64, de 13 de fevereiro de 1948.
O que eu não entendi nessa medalha é o motivo pelo qual puseram o brasão da cidade de São Paulo numa medalha de uma Corporação Estadual.
Este exemplar, como outros que já postei, pertence ao acervo do meu amigo Alfredo Duarte dos Santos.
                   A fita, contudo estava errada e optei por fazer uma “fita virtual” a fim de mostrar como seria o modelo com a fita correta.
Clique aqui para acessar o modelo "Ao Mérito" da Força Policial.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Distintivo do Curso de Cinotecnia da PMESP



Uma das lembranças que tenho do meu tempo de criança é de ter visto e ficado fascinado com uma demonstração do canil da então Força Pública na minha escola.
O policiamento com cães demonstra todos os dias sua utilidade em várias partes do mundo, principalmente no combate às drogas ilícitas ou naquelas situações em que os instintos aguçados do cão vão ajudar o policial a resolver uma ocorrência.
É admirável o carinho e esmero com que os componentes do canil da PMESP tratam os animais e esse trabalho especializado.
 
O Policial Militar ao ser classificado na 3ª Cia/Canil realiza um curso de Cinotecnia, com duração de 40 dias, onde após aulas de técnica de adestramento, teoria cinotécnica, emprego policial militar do cão, noções de veterinária canina e prática em cinotecnia, onde, ao final do curso é submetido a várias avaliações e se aprovado, estará apto a adestrar um cão para o serviço policial e conduzí-lo durante seu serviço.
 
Para adestrar e trabalhar com cães de faro de explosivo, entorpecente e busca, o Policial Militar realiza um estágio, denominado EEP – Adestramento e Emprego de Cães Farejadores, que consiste em 120 horas/aula, habilitando-o assim a realizar este tipo de serviço.
       As pistolas "Harpers Ferry" designam a atividade Policial Militar e as letras SP são a abreviarura de São Paulo.

 

domingo, 17 de junho de 2012

Medalha Defesa Da Saúde - Serviço de Saúde da Força Pública - 1962


“Per aspera ad astra” (pela dificuldade até os astros).
                        Sob esse mote foi criado o Centro de Estudos Médicos da Força Pública (CEM), em 26 de março de 1951, sob a Presidência do Maj. Médico Dr. Antônio Eugênio Longo.
Naquele tempo, as atividades do CEM iniciaram-se com reuniões científicas, uma vez por semana, no quarto do médico de dia na no Hospital da Força Pública na Rua Jorge Miranda, transformado em sala de aula.
O CEM, no 70º aniversário do HM, realizou um Congresso Internacional que durou todo o mês de setembro de 1962.
Nessa ocasião foi criada a medalha em Defesa da Saúde.
                       Não encontrei nenhum decreto a respeito dessa medalha. Talvez não tenha havido.
O exemplar a que tive acesso para as imagens pertence ao acervo do meu amigo, estudioso das coisas da Segurança Pública e colecionador Alfredo Duarte dos Santos.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Distintivo do Curso de Direção Defensiva para Motorista Policial


Não basta ter a Carteira Nacional de Habilitação para se conduzir uma viatura da Polícia Militar paulista.
A atividade policial expõe o Policial Militar a situações que demandam ações não comuns para o motorista em seu carro particular.
O candidato a condutor de viatura é submetido a um curso e a outras avaliações para aferir se o PM está em condições de executar seu trabalho de Policial Militar ao volante.

           Para receber esse distintivo, contudo, é preciso ainda mais. É necessário fazer o Curso de Direção Defensiva ministrado pela Escola Superior de Formação de Soldados localizada em Pirituba, na cidade de São Paulo.
 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Medalha Ao Mérito – Força Policial – 1946


Entre 1937 e 1945 o Brasil viveu o “Estado Novo”, nome de batismo da ditadura de Getúlio Vargas.
Durante esse período, expressar a individualidade dos Estados estava proibido, principalmente a utilização dos símbolos e cores estaduais, tendo sido modificadas inclusive as medalhas Estaduais que já existiam.
Também por ordem da ditadura, a então Força Pública passou a se chamar “Força Policial” por todo o período de existência do Estado Novo em quase todos os Estados.
Minha tese é que, não coincidentemente, um ano depois da ditadura Vargas, surgiram as “Medalhas ao Mérito”.
Em 12 de dezembro de 1946, o governo do Estado de São Paulo resolveu criar medalhas aos profissionais de segurança pública que se destacassem por algum serviço ou tenham dado constantes provas de valor pessoal e de dedicação às suas corporações. 
       Foram cunhados três tipos diferentes de medalhas “Ao Mérito”: para a Guarda Civil, para a Força Policial/Força Pública e para o Corpo de Bombeiros)
Elas tinham os graus prata para Oficiais e Inspetores e bronze para Praças e Guardas.
A exigência em termos de tempo de serviço era ter servido no mínimo cinco anos em cada Corporação.
No caso da medalha da Força Policial, (a Força Pública ainda não tinha recuperado seu nome do período democrático), no anverso temos uma espada entre dois ramos de loureiro em diadema.
No reverso, também dentro de um diadema, os dizeres FORÇA POLICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO.
A fita pode voltar a ostentar as cores do Estado de São Paulo.
O decreto não menciona barreta ou qualquer outro acompanhamento.
Ela teve existência curta, com pouco mais de um ano de duração.
Criada pelo Decreto-Lei 16453, de 12 de dezembro de 1946 e foi extinta pela Lei 64 DE 13 de fevereiro de 1948.

domingo, 10 de junho de 2012

Medalha Mérito e Dedicação – APMBB - 1986


Durante o Curso de Formação de Oficiais, os Alunos Oficiais recebem tudo o que precisam para que possam estudar e levar adiante sua vida escolar.
Como em todos os órgãos de ensino superior, se faz necessário também a existência de um Diretório Acadêmico para dar um suporte a mais nos detalhes e facilitar a vida cotidiana do corpo de alunos.
Na Academia do Barro Branco alguns alunos são eleitos para compor o “Diretório Acadêmico XV de Dezembro”. Esse trabalho é feito de forma voluntária, cada um empenhando o pouco horário livre que um Aluno Oficial dispõe, para colaborar com todo o grupo.
Esse esforço é premiado pela “MERITO E DEDICAÇÃO”.
Além dos próprios Alunos Oficiais, outras pessoas que tenham colaborado para o mesmo fim também podem receber a medalha, informalmente conhecida como "Medalha do D.A."
A medalha Mérito e Dedicação já existia antes, mas, foi oficializada pelo Decreto Estadual 25348, de 4 de junho de 1986.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Medalha Cruz de Sangue - 1998


Não existe medalha com maior carga de emoção que uma medalha de sangue, em qualquer força, de qualquer lugar do mundo.


Na Polícia Militar paulista o juramento de defender a sociedade com o sacrifício da própria vida passa das palavras para a realidade com certa frequência.
O objetivo principal dessa condecoração é reconhecer publicamente os verdadeiros heróis que, por seu desprendimento, coragem e principalmente a voluntariedade na assunção de risco, tenham sofrido ferimentos que ensejaram inatividade temporária ou definitiva no desempenho da função policial ou em razão dela, para a defesa da comunidade.
A medalha tem três graus:
Bronze para quem sofre ferimentos não permanentes.
Prata, para quem sofre ferimentos que o incapacitam permanentemente.
Ouro para o Policial Militar que morre defendendo a comunidade para a qual trabalha.
Medalha criada pelo Decreto Estadual nº 42953 de 20 de março de1998.
Os modelos aos quais tive acesso são muito bem feitos, apresentando um trabalho competente e com materiais corretos.


domingo, 3 de junho de 2012

Distintivo do Curso de Policiamento de Trânsito - Obsoleto



Há algum tempo, mostrei o distintivo do Curso de Policiamento de Trânsito atual.
Hoje vou abordar o distintivo antigo, usado, eu acredito, até o final dos anos 70 ou início dos 80.
É difícil estudar os distintivos de cursos, uma vez que não há decretos, apenas alguma publicação em Boletim Geral que demanda muito garimpo de informação.
Esse distintivo é muito bonito, mas, foi substituído, não se sabe porque nem exatamente quando se passou a ser usado o novo.
Se algum leitor souber, agradeço a informação.
Esse distintivo em particular foi recebido pelo então Capitão Galdino, meu pai, em 1974.

          A águia tem muita similaridade com a águia alemã pelo fato do curso ter se originado de uma visita de Oficiais da PMESP àquele país para estudar o assunto.
O distintivo usado atualmente pode ser visto clicando aqui

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Distintivo do Curso de Bombeiros Para Oficiais


Distintivo para Oficiais que concluem o Curso de Bombeiros.
Pela sua cor e forma ganhou o apelido de “caranguejo”.
Acima uma gandola e um cinto ginástico usados desde os anos 1960 até 1988, quando a farda mudou radicalmente.
O mesmo distintivo aparece bordado à mão na altura do peito direito do fardamento.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Medalha Dr. Synesio de Mello e Oliveira - 2006


A Sociedade Veteranos de 32 - "MMDC" de São José do Rio Preto criou sua medalha para homenagear aqueles que tenham contribuído de alguma forma para a preservação do ideal Constitucionalista.
Trata-se de uma comenda na forma de um colar cuja venera é bem grande: tem 7 centímetros de diâmetro.
No anverso se observa a efígie do Cap Synésio de Mello e Oliveira, combatente constitucionalista oriundo de São José do Rio Preto.
No reverso foi colocada uma ilustração do conceituado artista Belmonte traduzida num belíssimo alto relevo com a inscrição: CORAGEM E A BRAVURA VENCERAM, AINDA QUE DESARMADAS.
O exemplar da medalha que obtive foi muito bem elaborado, com esculturas que traduzem muito bem a foto do Cap. Synesio e a lustração de Belmonte.
Mais uma vez, gradeço ao senhor Marcos Machado de Oliveira a gentileza de fornecer o modelo para esta postagem e ao senhor Giovanni Spirandelli da Costa pelas informações.
Comenda criada pelo Decreto Estadual n° 50657 de 30 de março de 2006.




segunda-feira, 28 de maio de 2012

Medalha Sesquicentenário da PMESP - 1981

     
      Pretendo fazer um breve resumo das Unidades ou eventos que ensejaram a postagem de cada medalha.
     O caso desta medalha é diferente.
     Resumir 181 anos de história de uma existência intensa (na época da cunhagem da medalha eram 150) em poucas linhas é uma tarefa impossível, mas afirmo que a somatória de todas as condecorações que pretendo apresentar aqui (são mais de cem, sem contar as variantes), é que vão dar uma noção da força e tradição da Instituição Militar Paulista.
      Medalha comemorativa dos 150 anos de existência da Polícia Militar do Estado de São Paulo
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 17822 de 09 de outubro de 1981.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Medalha Cinquentenário do Policiamento Rodoviário - 2000


    Num dos primeiros tópicos, apresentei a medalha do Cinquentenário do Policiamento Rodoviário e mencionei incorreções na fita.
    Parece que não fui só eu que havia reparado nisso. O próprio CPRv também detectou o problema e o corrigiu, confeccionando a medalha acima.
    Fabricação competente e nenhum defeito que eu tenha visto.
    Agradeço ao senhor Marcos Machado de Oliveira a gentileza de fornecer o modelo para esta postagem.

    Clique aqui para ver o outro modelo. 


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Medalha Centenário do 2º BPM/M - 1991... Errada!

Há algum tempo, tinha publicado esta medalha, comentando que ela tinha problemas na parte da confecção de má qualidade.
Recebi uma mensagem do Tenente Dario, que serviu no 2º BPM/M, me alertando que o exemplar que mostrei está totalmente errado!
Fui olhar o Decreto e confirmei tudo o que ele me disse.
O reverso deveria ostentar o brasão de armas da Polícia Militar do Estado de São Paulo e não a logomarca das Polícias Militares segundo as IGPM.
A fita também deveria ter SETE listras e não CINCO como apresentado aqui.
De acordo com o decreto, a listra central é vermelha, e duas listras amarelas intercaladas de uma verde de cada lado.
Como se isso não bastasse, o exemplar da medalha que obtive apresenta problemas de confecção e acabamento na venera (a parte principal da medalha) com a estrela no reverso inclinada, o que entendo que esteja errado, e no suporte da fita, irregular e com manchas no banho metálico.