domingo, 9 de setembro de 2012

A Láurea do Mérito Pessoal - 1974 até hoje

      
 PREMIANDO A QUALIDADE INDIVIDUAL
Antes de falar da peça em si, gostaria de tecer algumas considerações a respeito do espírito do prêmio.
Numa equipe, sempre há aqueles que se destacam pela forma de desenvolver seu trabalho.
O observador atento nota que alguns Policiais Militares usam sobre o bolso esquerdo da camisa da farda, um medalhão sobre um suporte de couro colorido.
Antigamente conhecida como PMZITO, a Láurea do Mérito Pessoal é o reconhecimento da Instituição em função da qualidade da prestação do serviço do Policial Militar.
Uma vez que há diferenças mesmo entre aqueles que se destacam, foram dados graus às condecorações, iniciando-se pela concessão da láurea de 5º grau até o 1º grau, sua maior graduação, esta concedida pelo Comandante Geral da PMESP.
Quando do processo de concessão, o conjunto da obra do policial militar é avaliado, não somente um fato pontual que tenha gerado a indicação.
Mesmo não considerada propriamente uma medalha, a LMP é tão almejada quanto aquelas.
A Láurea foi criada através de portaria do Comandante Geral da PMESP publicado em Boletim Geral 197 de 16 de outubro de 1974.
As láureas acima estão dispostas como usadas hoje.
Começando com a mais importante temos:
1º grau: Medalhão dourado esmaltado com fundo de couro branco.
2º grau: Medalhão dourado com fundo de couro vermelho.
3º grau: Medalhão prateado com fundo de couro vermelho.
4º grau: Medalhão prateado com fundo de couro preto.
5º grau: Medalhão bronze com fundo de couro preto.
Atualmente, os campos de couro são sempre quadrados com as arestas arredondadas.
O desenho do medalhão é o escudo que compõe o brasão da Polícia Militar paulista com o mapa do Estado de São Paulo estilizado ao fundo, tudo circundado por uma faixa filetada com os dizeres: POLÍCIA MILITAR acima e SÃO PAULO abaixo.

Acima temos uma láurea antiga.
O ícone no centro era o PMZITO, o mascote da PM paulista nos anos 70:
A láurea antiga, (de 1974 a 1988) é basicamente é o mesmo medalhão só que com outra figura central.
O campo de couro ao fundo também era ligeiramente diferente.
Ele tinha a forma quadrada com os cantos arredondados, mas, havia na parte superior, um alongamento com um corte vertical para a fixação no botão da camisa. Hoje a láurea é colocada com um alfinete por trás da peça.
Se viam ainda alguns modelos de láureas com um suporte de metal na parte superior com a finalidade de fixar a peça pelo botão do bolso da farda, mas, até hoje não encontrei nenhuma publicação oficializando esse detalhe:
Em 1988 foi criada uma nova farda na PMESP.
Era um modelo de transição entre a antiga farda cáqui e a atual cinza bandeirante, que tem uma tonalidade azulada.
Nessa farda os bolsos eram fechados por zíper e não havia como fixar o PMZITO.
Por isso fizeram a alteração no suporte de couro, aproveitando para trocar a imagem central para o escudo do brasão de armas da Corporação.

         Lendas a respeito do PMZITO:
Primeira lenda:
Antigamente, corria uma história bizarra a respeito do antigo PMZITO.
Dizia-se que a figura era originária de um PM chamado Zito que, ao defender uma família do ataque de bandidos teria trocado tiros com sete deles,  (nos primeiros modelos do prêmio era o número de pétalas da flor que a figura tem na mão esquerda) antes de ser morto.
Tudo não passa de estória para contar numa noite chuvosa, sem o menor fundamento.

Segunda lenda:
Algumas pessoas acham que existe uma medalha associada à Láurea do Mérito Pessoal.
Quem acredita nisso argumenta que, depois da Láurea do Mérito Pessoal de 1º Grau, existiria uma medalha supostamente com hierarquia superior a ser outorgada.
Lenda! Em nenhum decreto de medalhas há essa associação, tampouco na portaria do Comandante Geral.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Distintivo do Curso de Gerenciamento de Crises e Negociação de Reféns - Brasil/EUA


Em 2004, um grupo de agentes do Federal Bureau of Investigations dos Estados Unidos da América (o famoso FBI) , através de um convênio entre os governos brasileiro e americano, ministrou uma série de cursos com o tema GERENCIAMENTO DE CRISES E NEGOCIAÇÃO DE REFÉNS.
Esses cursos, ministrados em São Paulo, mas com participação ampla de Polícias e Forças Armadas brasileiras e estrangeiras, tiveram até um distintivo próprio.

domingo, 2 de setembro de 2012

Medalha do Mérito Judiciário Militar Paulista - 2003


O tribunal de Justiça Militar de São Paulo processa e julga os militares paulistas, quando da prática de crimes militares, e as ações judiciais contra atos disciplinares militares.
Desde 1892 havia no Estado de São Paulo a Auditoria da Força Pública, composta de um Auditor e de Conselhos de Justiça. As decisões do órgão eram revistas pelo Presidente do Estado, cargo que corresponde ao atual Governador.
Esse forma perdurou até o ano de 1937 quando o Governo do Estado de São Paulo, através da Lei Estadual nº 2.856, de 8 de janeiro de 1937, criou o Tribunal de Justiça Militar
A Justiça Militar dos Estados, de forma diversa da Justiça Militar da União, não julga civis, mas apenas os militares dos Estados, que são os integrantes das Polícias Militares, observada a competência estabelecida no § 4º do artigo 125 da Constituição Federal, cabendo ao Tribunal de Justiça ou ao Tribunal de Justiça Militar, conforme o caso, decidir sobre a perda do posto e da patente dos Oficiais e da graduação das Praças.
As medalhas foram concebidas pelo Dr. Lauro Ribeiro Escobar, um dos mais conceituados estudiosos de medalhística do Brasil e membro do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito.
A Portaria do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo nº 011/03 - GP de 04 de abril de 2003 criou a Medalha do Mérito Judicário Militar Paulista.

A medalha possui dois graus: comendador (acima) e cavaleiro (abaixo).




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Distintivo do Curso de Direito Internacional Humanitário e Direitos Humanos


O Comitê Internacional da Cruz Vermelha – CICV, promove um curso voltado para o direito humanitário internacional e direitos humanos e dirigido às Forças Policiais.
O Direito Internacional Humanitário (ou Direito dos Conflitos Armados) é um ramo do Direito Internacional Público constituído por todas as normas convencionais especificamente destinadas a regulamentar os problemas que surgem em período de conflito armado.
Em São Paulo o curso é promovido pela Diretoria de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da PMESP.
Recebi muitos questionamentos quanto a quem teria direito ao uso do distintivo. O senhor Erich Meyer Junior, da Cruz Vermelha brasileira,  esclareceu esse ponto:
 -"O distintivo tem sua origem no Projeto realizado entre o Comite Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e o Ministério da Justiça no Brasil, entre os anos 1998 e 2003. 

O Brevê foi criado e regulamentado por Portaria Ministerial, n°738 de 28DEZ1999, publicada no Diario Oficial da União em 29DEZ1999. Sua descrição e significados estão alí colocados.Foi adotado para identificar os instrutores e os instrutores multiplicadores. Seu uso se generalizou depois pelas corporações do Brasil e outros países onde o CICV desenvolve esse tipo de capacitações.Sua inspiração foi do próprio autor do Manual "Para Servir e Proteger", Cess de Rover, ex-policial holandês, trazendo um pouco de sua herança cultural da polícia daquele país.
        Meu amigo, o Soldado Adair, me questionou a respeito da heráldica do distintivo e eu encontrei o seguinte:
         O regulamento de Uniformes da PMESP diz que o disintivo é composto de uma balança dourada superposta sobre uma espada na vertical de cor platina em seu corpo, punho de carmesim, guarda-mão e esfera de extremidade do punho na cor ouro. Este conjunto repousa sobre um resplendor de oito pontas dourado contendo um círculo de cor anil. Estendida sobre o punho da espada aparece, em platina, uma fita com a expressão em relevo “Servir e Proteger”. A balança significa o Direito aplicado com equilíbrio e imparcialidade; a espada representa a força, a coragem e senso de justiça inerentes aos aplicadores da Lei; o círculo traduz a perfeição do conhecimento; o resplendor, representando o Sol, significa o caminho iluminado ao aplicador da Lei; a expressão contida na fita define de forma sintética a missão dos aplicadores da Lei.


  As medidas são de 45 mm de largura e 45 mm de altura, 22 mm de diâmetro do círculo, 20 mm de comprimento da balança, 24 mm de comprimento da fita, 36 mm de comprimento total da espada e 26 mm de comprimento da lâmina da espada.
  Se observa, portanto, que há algumas disparidades entre a descrição do distintivo e as peças que são feitas hoje, mais precisamente referente à cor da balança e do punho da espada. 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Medalha Centenário do 4º BPM/I - 2001

Tanto por sua idade como por sua importância estratégica, o 4º BPM/I com sede em Bauru é uma das Unidades mais conceituadas da Polícia Militar de São Paulo.
O 4º BPM/I foi criado em 8 de agosto de 1901 sendo um dos quatro Batalhões de Infantaria do Corpo Policial do Interior. Sua sede, naquela época, era na Capital.
Só em 1927 o então 4º Batalhão de Caçadores iria se mudar para Bauru.
Como uma das Unidades mais antigas da PMESP, o 4º BPM/I participou da maioria dos eventos históricos que marcaram a história paulista e brasileira.
Afinado com a evolução tecnológica e técnica, a região conta com todas as modalidades de policiamento em existência.
A Medalha do seu centenário foi criada pelo Decreto Estadual 46059 de 27 de agosto de 2001.

    O exemplar a que tive acesso é bom, só pecando na fita, pintada ao invés de ter suas cores na trama do tecido, além dos cortes nas borda para fazer “encaixar” a fita na venera da medalha.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Distintivo do Curso de Policiamento Com Bicicletas


O policiamento com bicicletas é bem antigo.
Nos anos 1910 se pode observar imagens e menções a essa modalidade de policiamento.
Com a popularização dos veículos motorizados esse tipo de policiamento foi ficando de lado até resurgir nos anos 1990
O policiamento com bicicletas consegue a melhor relação entre o policiamento a pé e o policiamento motorizado, unificando as vantagens de cada modalidade.
 Entre vários projetos científicos apresentados, um dos que mais deu resultados foi emprego profissional da modalidade esportiva "mountain bike", no patrulhamento de ruas.
No policiamento com bicicletas, o policial interage perfeitamente com a comunidade, troca informações, adquire confiança e com sua parceria combate as causas do crime.
O policial em bicicletas, possui uma mobilidade que cobre em média uma área de patrulhamento de dez policiais a pé.
 
Acima uma patrulha de Policiais Militares em bicicletas patrulhando as ruas de Santo André. Foto enviada por cortesia do meu amigo PM Marusso.
Com a bicicleta, o policial possui a mesma ostensividade de uma viatura policial, pois ele está numa posição, na mesma altura ou mais alto que a viatura, sendo identificado de imediato pelo uniforme.
O caráter esportivo de modalidade, dá ao policial, um potencial muito grande de aproximação junto à comunidade, principalmente junto aos jovens e crianças.
O Policiamento com bicicleta foi operacionalizado em 1998 quando o policial Marc Peron, da Real Polícia Montada do Canadá, ministrou aulas para vários Policiais Militares brasileiros de Minas Gerais e São Paulo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Medalha Valor Militar - 1953 Até Hoje

RESPEITO À EXPERIÊNCIA
Todos nós aprendemos a velha máxima: respeitar os mais velhos.
De certa forma, no meio militar, a pessoa tem duas idades: a idade biológica, e outra, a partir do momento em que nasceu para a Instituição, quando entrou nela.
Esse respeito à experiência tem um valor altíssimo na PM paulista a ponto de se costumar dizer que “antiguidade é posto”. Num grupo de Policiais Militares de mesma patente, o líder é o mais antigo por ser mais experiente e sábio.
Na Polícia Militar de São Paulo a experiência é premiada na forma da medalha de tempo de serviço.
É claro que só a contagem de tempo não basta. A conduta profissional do Policial Militar nesse tempo é avaliada a fundo. Para ter direito à medalha o PM é submetido a um detalhado processo, analisado fora do Poder Executivo. O Poder Judiciário faz a análise do mérito para sua concessão.
Usando essa medalha, o Policial Militar pode dizer sem falar não só que é experiente, mas, que seu tempo de serviço transcorreu de maneira exemplar.
Eu já mencionei em outras postagens que a medalha "VALOR MILITAR" é a terceira variação da medalha de tempo de serviço da Polícia Militar paulista.
A primeira foi a medalha “MÉRITO MILITAR”, criada em 1920 (veja aqui).
A segunda foi a medalha "LEALDADE E CONSTÂNCIA", criada em 1939, em plena ditadura Vargas (veja aqui). 
      Em 1945, termina a ditadura Vargas e os Estados da União puderam novamente ostentar os símbolos de suas regiões, anteriormente proibidos de serem exibidos pelo famigerado "Estado Novo".

A partir daí, a Instituição Policial Militar paulista pôde recuperar sua antiga designação: Força Pública de São Paulo.
A “VALOR MILITAR”, contudo, preservou a plasticidade de sua antecessora, com apenas algumas modificações, sendo as principais: os dizeres em maiúsculas agora mudados para "FORÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO" ou “POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO”, cuja variação de nomes depende da data de cunhagem da medalha (antes ou depois de 1970) e, no centro, o cruzeiro dos sul foi substituído pelos dizeres: “VALOR MILITAR”.
Foi mantido também o mesmo tempo para sua concessão:
Grau bronze para 10 anos de serviço;
Grau prata para 20 anos de serviço; e
Grau ouro para 30 anos de serviço.
Na imagem abaixo, detalhe do modelo da “VALOR MILITAR” com os dizeres “FORÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO”, que durou de 1953 até 1969:

        A partir de 1970 a medalha passou a ostentar os dizeres “POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO”:
Pelo que consegui pesquisar, a medalha Valor Militar é a única medalha militar no Brasil que, para sua concessão é necessário o julgamento pelo Poder Judiciário.

A Lei nº 2248, de 14 de agosto de 1953 substituiu a medalha “LEALDADE E CONSTÂNCIA” pela “VALOR MILITAR”, em vigor até os dias de hoje.
Quanto às peças em si, há muita variação de qualidade por conta do fornecimento por diversos fabricantes.
Os maiores problemas que eu observei foi a cópia de medalhas feita por empresas a partir de medalhas dos concorrentes e a existência de fitas estreitas demais, fora das especificações do Decreto.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Broche "Evangelina" - Segunda Guerra Mundial - 1943


A capacidade de organização da Polícia Militar paulista e das organizações que se fundiram para formá-la sempre impressionam. O broche que aparece nesta postagem se refere a um desses casos.
Poucas pessoas nos dias atuais sabem que, Durante a Segunda Guerra Mundial diversas campanhas foram feitas para angariar fundos para o esforço de guerra aliado contra o nazi-fascismo aqui mesmo no Brasil.
Dessas campanhas, a mais conhecida foi a “FRATERNIDADE DO FOLE” que arrecadou fundos para a fabricação de aviões de caça para a Real Força Aérea, a famosa RAF.
A Força Policial também participou desse esforço numa outra campanha. O Coronel Edilberto de Oliveira Melo escreveu, no seu belíssimo livro “Asas e Glórias de São Paulo” a respeito de um trabalho feito juntamente com a Sociedade Hípica Paulista para arrecadar fundos para o esforço de guerra brasileiro.
Para entender o porquê desse nome na campanha é preciso saber quem foi Evangelina.
Evangelina Wright Paes de Barros Oliveira era neta do Coronel Edmundo Wright, inglês, ex-comandante do Regimento de cavalaria da Força Pública.
Em 1914, o Coronel, já tendo saído do Regimento, estando na Inglaterra representando o governo brasileiro na área comercial, lê as manchetes dos jornais  que estampavam o início da 1ª Guerra Mundial. Zeloso de suas raízes, se alista no exército inglês e é morto nos campos da França.
Passados vários anos, sua neta Evangelina se casa em 1942 e o casal resolve sair em lua de mel num cruzeiro marítimo pelas águas perigosas do atlântico sul daqueles tempos.    
       Em 16 de agosto de 1942 o submarino nazista U 507 usou dois torpedos contra o navio Aníbal Benévolo no qual o casal viajava, matando praticamente todos, só sobrevivendo quatro tripulantes.
Abaixo, o submarino alemão U-507 do tipo IX C, que afundou o Aníbal Benévolo:
Aqui, uma "visão artística" de como teria sido o torpedeamento se pudessemos estar submersos observado a cena:
Os torpedeamentos tiveram forte repercussão na sociedade brasileira e esse  que envolveu uma pessoa conhecida da Força Policial paulista, teve especial impacto. O Coronel Edmundo Wright era querido por todos e sua família frequentava as solenidades do Regimento.

Movidos pela tragédia, ainda em 1942, foi criada uma comissão para arrecadar fundos para a aquisição de um avião ambulância para as tropas brasileiras.
         O Correio Paulistano de 11 de dezembro de 1942 estampava:

Em 1943, os Paes de Barros, tradicional família quatrocentona paulistana, frequentadora da Sociedade Hípica Paulista, a família Wright, juntamente com o Regimento de Cavalaria da Força Pública, promoveram um show de equitação culminando com o famoso “carrossel” atraindo uma multidão que contribuiu na campanha.
         A verba foi entregue à Força Aérea Brasileira que, devido às necessidades da época, optou por adquirir outro tipo de aeronave ao invés de um avião ambulância.
Pelo acordo de empréstimo e arrendamento (lend-lease) dos EUA com os países aliados, foram fornecidos à FAB uma série de aviões, entre eles vários Vultee A-31 para treinamento e patrulha da costa brasileira.
A revista ASAS número 72 apresenta uma ilustração da aeronave adquirida através da campanha (prefixo AN590). Os responsáveis pela publicação gentilmente me autorizaram a reproduzi-la abaixo:

 
O evento teve bastante divulgação e o broche que aparece nessa postagem certamente estava presente naquele dia.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Medalha Cinquentenário da Escola de Educação Física da FPSP - 1960



Há alguns meses, postei a medalha do centenário da Escola de Educação Física da Polícia Militar do Estado de São Paulo (veja aqui).
Hoje vou postar a medalha do cinquentenário dessa conceituada escola, essa de 1960.
O modelo da medalha é bem clássico, sendo uma das primeiras medalhas comemorativas de Unidade da PMESP.
Apesar de bem conhecida, não consegui encontrar o seu decreto de criação.
Mais uma vez, me valho do acervo do meu amigo e estudioso Alfredo Duarte dos Santos para esta postagem.

Se alguém tiver essa medalha e quiser vendê-la, estou interessado!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Distintivo do Curso de Polícia Judiciária Militar


Cabe aqui fazer uma distinção entre Polícia Judiciária e Polícia Administrativa.
A Polícia Administrativa é preventiva, pois atua no sentido de evitar o ilícito. A Polícia Judiciária é repressiva, pois atua após a ocorrência de um ilícito penal, funcionando como auxiliar do Poder Judiciário.
A PMESP, mesmo sendo Polícia Administrativa, também tem sua  Polícia Judiciária, que é exercida pelas Autoridades Policiais Militares e se chama “Polícia Judiciária Militar” (PJM), pois é voltada para o ilícito cometido por militares estaduais. A PJM,  faz a repressão ao crime militar, atuando no sentido de investigar um fato ocorrido, procurando descobrir a sua natureza (ilícito penal militar, ilícito penal comum, ilícito civil ou ilícito administrativo).
Tema complexo, o distintivo mostra que o Policial Militar está preparado para atuar na elaboração de feitos de Polícia Judiciária em sua área de atuação.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Medalha Lealdade e Constância - 1939-1953


A medalha “LEALDADE E CONSTÂNCIA” substituiu a “MEDALHA DO MÉRITO MILITAR”, mas, tinha o mesmo objetivo que a primeira: premiar o trabalho em função do tempo de serviço do miliciano.
Para entender a mudança, é preciso lembrar que esse período coincide com o “Estado Novo” de Getúlio Vargas que alterou desde a designação da Instituição – de Força Pública para Força Policial – como sua forma de atuação, passando por outros detalhes, como a própria medalha de tempo de serviço.
Na época se usou como pretexto para a mudança o argumento de que o termo “medalha do mérito militar” poderia se confundir com a “ordem do mérito militar” (mesmo a Ordem do Mérito Militar tendo sido criada bem depois).
Uma curiosidade é que a imagem do fuzil e a espada aparecem de maneira invertida em relação à descrição contida no decreto.
O tempo de serviço também foi alterado nessa época para dez anos para o grau bronze, vinte anos para o grau prata e trinta anos para o grau ouro.
Abaixo, um objeto mais raro que a própria medalha: sua caixa:
O Decreto Estadual n° 10415, de 11/08/1939 oficializou o uso da medalha LEALDADE E CONSTÂNCIA.
Este exemplar foi obtido, novamente com meu amigo e colecionador Alfredo Duarte dos Santos.
A medalha anterior, a Mérito Militar pode ser vista clicando aqui.
A medalha posterior, a “VALOR MILITAR” pode ser vista aqui

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Distintivo do Curso de Bombeiros Para Sargentos - Força Pública de São Paulo - Anos 1960 até 1970


No início dos anos 90, ganhei algumas relíquias do meu amigo, o então Tenente Ferreira, que estava para passar para a reserva após brilhante carreira no Corpo de Bombeiros, mais precisamente no então 1º Grupamento de Busca e Salvamento - 1º GBS.
Uma das coisas que recebi dele foi seu distintivo do Curso de Bombeiros para Sargentos.
Note que ele é quase idêntico ao do Curso de Bombeiros para Oficiais, com exceção do metal, este prateado e o capacete ao centro, que é preto ao invés do capacete branco de Oficiais.
Nos anos 60 os milicianos tinham o habito de colocar uma chapa plástica preta atrás dos seus brevês que eram ligeiramente maiores do que a peça em metal e acompanhava sua silhueta. Não se porque faziam isso.
Acima uma camiseta do famoso Salvamento, criado pelo então Capitão Caldas, um dos heróis do incêndio do edifício Joelma, em 1974.
Nos dias de hoje, os Grupamentos de salvamento não existem mais como Unidades independentes, bem como os Grupamentos de Incêndio.
Elas foram fundidas no início dos anos 2000 formando os Grupamentos de Bombeiro.
O distintivo do Curso de Bombeiros para Oficiais atual pode ser visto clicando aqui.

domingo, 15 de julho de 2012

Medalha Mérito Militar - 1920


          Ao contrário do que se imagina, a medalha "Valor Militar" de hoje não foi uma novidade na Polícia Militar paulista.
          A "Medalha do Mérito Militar" foi a primeira medalha para premiar o mérito associado ao tempo de serviço como reconhecimento de bons serviços prestados pelos oficiais e praças da Força Pública paulista, variando seus graus de acordo com o número de anos trabalhados.
O tempo de serviço para habilitar o Oficial ou Praça para pleitear a medalha era diferente do que é hoje: mais de 30 anos para grau ouro, mais de 25 para grau prata e mais de 20 para grau bronze.
A medalha pendia por uma fita de seda com onze listas, sendo seis pretas e cinco brancas.
Todas tinham um passador no metal correspondente à venera ornado de dois ramos de louro gravados.
O Decreto não mencionava assessório como barreta, miniatura ou roseta, contudo há imagens de época com milicianos usando barreta em tecido igual à da fita.
O processo para concessão da medalha era parecido com o que existe hoje, só que de modo mais simplificado.
Naquela época os documentos (fés de ofício ou certidões de assentamentos) eram remetidos ao Comandante Geral da Força Pública que elaborava um processo com as informações e remetia ao Secretário de Justiça e Segurança Pública que era quem decidia se o Oficial ou Praça estava apto a receber a medalha, que era concedida pelo então Presidente do Estado.
Já naquela época, o uso da medalha de grau superior excluia o uso da inferior que devia ser restituída.
Ela durou até 1939 quando foi substituída pela medalha "Lealdade e Constância" que veremos adiante.
A medalha foi criada pelo Decreto Estadual nº 3196-A de 21 de abril de 1920.
O Decreto diz que no reverso deveria estar a data de criação da medalha “21 de abril de 1920” junto com o temo “MÉRITO MILITAR”, mas, das medalhas às quais tive acesso, nenhuma tinha tal inscrição, o que deixa dúvida quanto a se a medalha foi um dia cunhada com esses dizeres.  Provavelmente não houve nenhuma cunhagem assim.
O exemplar que obtive para a imagem, assim como algumas outras do blog, pertence ao acervo do meu amigo Alfredo Duarte dos Santos, sendo que apenas a barreta foi criada virtualmente para efeito de documentação.
O leitor pode achar que a fita está demasiadamente puída, mas, tente guardar um pedaço de tecido por 90 anos...
   Na imagem acima, o General Miguel Costa em 1931, usando sua medalha Mérito Militar.
Nessa foto o General parece estar usando a medalha com o reverso para frente!
   Foto extraída do livro "A Força Pública de São Paulo. Esboço histórico 1831-1931", também conhecido como "livro do centenário".
O Dr. Lauro Ribeiro Escobar, membro do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, lembrou que a "mérito militar" teve como autor o então Tenente Natanael Prado, o mesmo que faleceu em circuntâncias trágicas na explosão de uma bomba no quartel da Luz.
Natanael pesquisou e apresentou o projeto que é idêntico, no anverso, ao da medalha de honra e valor da expedição de Canudos, que será objeto de futura postagem.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Distintivo do Curso de Força Tática - Atual


A Polícia Militar paulista adotou a filosofia de polícia comunitária, na qual as ações são sempre pautadas pela estreita ligação com as pessoas.
Há momentos, contudo, em que é exigido que a polícia tome ações mais enérgicas, usando efetivo maior, até participando em ações contra tumultos.
Para isso existe a Força Tática sempre preparada para esse tipo de ação.
Esse distintivo mostra que o PM que o usa tem esse preparo após terminar o Curso de Força Tática.

    A exemplo do distintivo do curso de trânsito, existe esta versão atual, mas, também há uma versão antiga. A mudança do modelo para diferentes épocas deste mesmo curso tem razão simbólica. Serviu para tornar clara a mudança de doutrina no uso dessa tropa que teve mudança significativa, atuando como complemento do policiamento comunitário

Na época em que esse distintivo foi lançado, no início dos anos 2000, ele ganhou o apelido de “picachu”, personagem de um desenho animado lançado na época, que lançava raios formando uma imagem como a do distintivo.

sábado, 7 de julho de 2012

Medalha Governador Pedro de Toledo - 1972


Em 1972, nos quarenta anos da Revolução Constitucionalista, a Sociedade Veteranos de 32 – MMDC lançou mais uma medalha, oficializada pelo Governo Estadual.
A medalha lembra Pedro de Toledo, Governador do Estado de São Paulo em 1932, no período da Revolução Constitucionalista.
Mais uma vez a medalha não se destina só a combatentes do movimento.
Ela tem por objetivo homenagear personalidades civis e militares, nacionais e estrangeiras por seus méritos e serviços de excepcional relevância prestados ao culto da Epopeia Cívica de 9 de Julho de 1932 e a São Paulo.
        Os veteranos usavam um passador na fita como na imagem abaixo:
A Medalha é de Bronze, de formato circular, com 37 milímetros de diâmetro, trazendo no anverso, no campo, a efígie de Pedro de Toledo, Governador de todos os paulistas em 1932, de perfil à direita e na orla os dizeres «Governador Pedro de Toledo - 1932-1972»: no reverso, no campo, traz em relevo o Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932 e na orla os dizeres «Viveram pouco para morrer Bem - Morreram jovens para viver sempre». A peça pende de fita, com 37 milímetros de largura branca com duplo filete, preto, branco e vermelho a 4 milímetros da orla.
O exemplar que obtive é da antiga ESMALTARTE, e tem leves problemas no acabamento na borda da venera, pois, não está com as rebarbas bem retiradas.
O suporte também está ruim visto de perto e a solda que a liga à venera está muito aparente.
Medalha oficializada pelo decreto Nº 814, de 26 de dezembro de 1972.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Distintivos CIDT - Revolução Constitucionalista de 32


Na semana que antecede as festividades de 9 de julho, 80 anos da Revolução Constitucionalista, vou apresentar um pequeno conjunto de distintivos daquela época.

Eu jamais saberia que esse distintivo tinha sido feito se não tivesse sido apresentado a ele.
Trata-se de um distintivo especial referente à Revolução de 32.
Ele era de um componente da “Commissão Inspectora das Delegacias Technicas” – CIDT
Essa comissão era encarregada de dar assessoria na áreas  técnicas, principalmente de engenharia, criando e produzindo materiais que seriam usados no front.
Graças a esse pessoal, com apoio do Instituto de Engenharia e da Escola Politécnica, muitos materiais puderam ser fabricados em São Paulo e se evitou trazer de fora dado o bloqueio imposto pela ditadura  de Getúlio Vargas.
Um dos distintivos era para se usar na gandola e o outro, em tecido, era um distintivo de quepe.

Durante a Revolução de 32, vários distintivos diferentes foram feitos, tanto para os setores da linha frente como da retaguarda.
Com a morte do antigo proprietário, esse material quase foi jogado fora.
É necessário mais cuidado com nossa história!

domingo, 1 de julho de 2012

Medalha da Constituição - 1962

Trinta anos depois da revolução, o governo paulista, através da Assembleia Legislativa, oficializou as primeiras medalhas oficiais condecorando os combatentes constitucionalistas de 32, por proposta da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC.
 A medalha premiava quem tivesse participado do Movimento Constitucionalista, na condição de militar ou civil, tendo sido criada pouco mais de um mês depois da medalha MMDC.
Escoteiros, enfermeiros, ou quem tivesse trabalhado nos serviços de assistência, tanto na linha de frente como na retaguarda, também podia recebê-la.
A frase “pola lei e pola grei” é português arcaico, significando “pela lei e pelo povo”.
Passados vários anos, a outorga dessa medalha foi estendida a não combatentes o que tirou o sentido da existência desta medalha que já tinha sua irmã, a medalha MMDC, vinha cumprindo esse papel.
Medalha oficializada pela Resolução da Assembleia Legislativa de São Paulo 330 DE 25 de junho de 1962, modificada pelo Decreto 29.896, de 10 de maio de 1989.